| Nem só as Estrelas sabiam - Parte 3 |
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| Literatura - Contos - Diversos |
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Sex, 28 de Setembro de 2007 05:31 |
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(...) Alanna e Allúria digitaram algumas coordenadas em seus braceletes e o portal aberto anteriormente voltou a se abrir. A distorção espacial cessou e apenas Aliandra ficou para trás. O tempo continuava impassível. Havia começado a chover há algum tempo e os raios estavam mais constantes. Aliandra passou a mão esquerda sobre o bracelete em seu pulso direito e puxou o que parecia ser um arco de energia. De seu bracelete esquerdo, tirou a flecha. - Aliandra! Você sabe o que está fazendo? - Lara. - Como sabe meu nome? - Isso que vocês estão procurando irá destruir tudo que conhecemos. Eu não havia entendido o que eram esses cristais, até vocês mencionarem que iriam reconstruir a Esfera do Criador. - Lara. - Você está sabendo demais! - Aliandra. - Pare... Preciso lhe informar. Disso depende o seu futuro também. - Lara. Aliandra disparou a flecha energética e em seguida se teleportou. A flecha passou raspando por eles e atingiu uma árvore próxima. A árvore dividiu-se em minúsculas moléculas que logo se dissiparam, sendo desintegrada completamente. - Eu acho que ela achou que eu deveria ter alguma informação importante, ou do contrário, não quero nem pensar o que teria acontecido conosco... - Lara. - Lara, você sabe de coisas que ainda não me contou? O que acontece exatamente no meu futuro, ou o seu "presente"? - Azel. - Tudo bem Azel. Vou lhe contar. Agora que perdemos elas, não tenho nenhuma pista do que fazer. Temos um bom tempo para conversar... Capítulo 5: Ecos do Futuro - Um século a frente de seu tempo, aconteceram inúmeros fatos que não estavam previstos pela enciclopédia e nem por nossos maiores cientistas, inclusive, até você, não previa isto: "Tudo começou no ano 2600 EEG, ano em que iniciou-se a construção de uma "ponte espacial" que interligaria todos os povos distantes. Nesta época sua enciclopédia ainda era um item muito importante para todos nós. Essa ponte espacial havia sido idéia sua. Você ainda estava lutando para libertar o povo da escravidão e escuridão mental. Você se sentia culpado por ter dado inicio à essa dependência. Mas parece que alguém gostava da idéia de ter o controle de todos em suas mãos - minha mãe. Ela ficou um tempo arquitetando seu plano, tempo este, em que foi terminada a ponte espacial. Agora todos poderiam usar um meio alternativo de se comunicarem e se encontrarem. Aos poucos, o conhecimento de todos iria se espalhar e teríamos novamente uma Unificação Estelar, deixando de lado, pouco à pouco, o diário de nossa família. Através dessa ponte espacial foram descobertos novos planetas e novas raças, além das que já conhecíamos. Realmente o Universo é grande demais, por isso era provável que encontrássemos outras raças, mas nunca pensávamos que iríamos encontrar outras espécies tão exóticas quanto essas que estabelecemos contato. Esperávamos que fossem humanóides, mas eram apenas insetos e animais...gigantes. Eu havia me oferecido para explorá-lo, visto que aprecio muito a natureza. Fiquei um bom tempo fora de casa, e agora agradeço a sorte, por ter feito isto. Acabei descobrindo que eram animais dóceis com a espécie humana, mas guerreiros por natureza. Estudei o suficiente para trazê-los e apresentá-los ao nosso povo. Por ser um planeta gigante, acabei por batizá-lo com um nome que lembrasse sua grandeza - "Mega". O nome "Tera" foi retirado de um artefato que encontrei lá, mas isso já é outra história. Preparamos alguns espécimes e atravessamos o portal. Quando cheguei de volta ao meu lar...tudo estava destruído. Procurei imediatamente os Guardiões da Terra, e notei que haviam muitos feridos. Um deles mencionou o que havia acontecido. A estação original da ponte espacial, conhecida apenas como Fonte, havia explodido em milhões de pedaços. Mencionaram que uma espécie de buraco negro havia se formado do nada, bem no meio da Fonte. A comunicação entre os povos foi cessando pouco à pouco, conforme os "laços" íam se dissolvendo. Muitos planetas foram atingidos pela onde de choque, e como muitos não estavam preparados para isso, acabaram perecendo." - Certo. Mas você apenas mencionou o que aconteceu aos outros planetas. Como nossa raça foi dizimada? - Azel. - Eu ía chegar neste ponto. Aquele recém aberto buraco negro trouxe nossa destruição em forma tríplice. - Lara. - Você quer dizer que essa espécie de portal acabou por trazer as trigêmeas guerreiras, ou o Esquadrão Alfa, como você mencionou? - Azel. - Isso. Quando me toquei a respeito da realidade, vi que você... - Lara. - Não precisa continuar, já entendi. - Azel. - Você não mencionou a respeito de sua mãe. - Azel. - Mencionei sim. Ela era uma integrante do Esquadrão Alfa. - Lara. - Então, uma dessas que encontramos hoje... - Azel. - Sim. - Lara. - Mas agora, nessa época, elas ainda não tem consciência do que irão aprontar no futuro. Por isso temos que impedí-las. Mas, voltando ao assunto, vendo tudo o que havia ocorrido, resgatei alguns sobreviventes e parti para Megatera, no último resquício emitido pela ponte espacial. Lá pude refletir no que havia ocorrido e chorar... Elas haviam conquistado tudo com sua máquina estranha chamada "Esfera do Criador". Essa máquina só havia sido totalmente construída devido às informações contidas na famosa Enciclopédia Galáctica. Eu ainda estava chocada com o que minha mãe havia feito. Mas, após um tempo, consegui reerguer a nossa civilização sob meu comando, e formar uma resistência. Mas ainda havia um vazio dentro de mim. Eu estava sozinha... - Lara. - Se não quiser mais falar sobre isso, entenderei. - Azel. - Não. É preciso. Foi no último ataque delas ao nosso novo planeta, que tudo ficou esclarecido e finalmente eu havia ganhado um objetivo. Já sabia o que fazer. Lembro-me como se fosse hoje: "- Majestade! Há leituras anormais no espaço dimensional! - Eu previa isso. Elas estão chegando. Preparem todos os postos de batalha!" (...) "Assim formei uma equipe que achei ser suficiente. Alguma coisa da tecnologia de nosso tempo havia sobrevivido e foi suficiente para que construíssemos armaduras resistentes. Tinham a aparência de uma armadura medieval, para ser mais segura. Cada homem tinha um capacete com um visor fechado em sua frente, e pequenas saliências como se fossem asas, em suas pontas, para facilitar o ganho de velocidade. Possuíamos uma espécie de lança, que soltava descargas elétricas pelas duas extremidades. O restante do corpo era todo coberto pelas "carapaças" de titânio. Com tudo isso, agrupei meus homens no ponto de ruptura do portal que iria se abrir. Tínhamos que ganhar aquela guerra, ou nada mais sobreviviria. Mesmo que precisasse lutar contra minha própria mãe. Então, pequenos raios surgiram no céu, e num piscar de olhos o espaço circular foi rasgado, e sombras conhecidas saíram de dentro. O Esquadrão Alfa havia chegado. - Finalmente! Só faltava este planeta! - Aliandra. - Nós deixamos esse por último você sabe muito bem o porquê. - Alanna. - Ai...A Allúria é um atraso de vida... - Aliandra. - Pega leve Aliandra! É a filha dela! Tente entender! - Alanna. Ao fundo estava Allúria com um olhar distante, observando as flores azuis que preenchiam a floresta ao redor. - Tudo isso só para nós enfrentar? - Aliandra. - Não vou entregar facilmente o meu planeta, Esquadrão Alfa! Esse é o último refúgio da resistência! - Lara. - Muito bem. Vou me exercitar um bocado. - Aliandra. - Eu te dou cobertura! - Alanna. Um dos homens da resistência não havia entendido ainda como elas podiam ser tão fortes, e partiu para cima. Sai correndo com sua arma em mãos, pronto para atacar. Quando fez um movimento com o braço para atingir Aliandra, esta abaixou-se, fechou o punho e desferiu o golpe no queixo do soldado. Sua arma foi atirada longe, e chegou a demorar um tempo até ele cair no chão desacordado. Aliandra havia cansado de esperar. Digitou algumas coisas em seu computador de pulso e correu em direção ao destacamento. Os homens estavam preparados. Quando atingiu a velocidade suficiente, agachou-se e deu um pulo. Quando estava caindo, direcionou seu punho para o chão. Foi a última coisas que eles viram. Dez homens foram jogados longe com a força do vento deslocado por ela, e o restante caiu ao chão por causa do pequeno terremoto ocasionado. A armadura de Aliandra realmente era uma armadura especial. Lhe proporcionava muita força extra. Mas ninguém estava a fim de desistir. O general do batalhão era um homem bem encorpado e tinha o dobro de tamanho dos outros homens. Notou que esse era um serviço para ele. Correu em direção de Aliandra e esticou a arma de ponta dupla. Aliandra desviou-se da arma, mas não previu o próximo ataque e acabou sendo empurrada para longe devido ao tamanho do corpo que lhe atingiu. - Ai. Sinto como se uma nave tivesse caído em cima de mim. - Aliandra. - Essa armadura é especial. Ela é feita do mesmo material da de vocês. Por isso fui capaz de empurrá-la para longe. - General. - Hum, está certo então. - disse Aliandra limpando sua armadura. - Não faça isso Aliandra! Isso depende de sua energia corporal também! - Alanna. - Mas ele está pedindo! - Aliandra. Aliandra concentrou-se; toda sua armadura brilhou, e seu computador de pulso transformou-se no que parecia ser um canhão. As moléculas ao redor juntaram-se num turbilhão, formando um vórtice, e expeliu uma rajada sônica. Era como se o ar estivesse distorcido, o que lembrava o efeito de uma pedra atingindo a água. O general caiu, e a maioria dos homens da guarda também. - Vamos terminar logo com isso! - disse Aliandra ofegante. Reuniu suas últimas forças, novamente criando seu arco de energia. Do outro punho puxou a flecha. Mirou e atirou. O general estaria morto se alguém não tivesse atravessado sua frente - eu. Aliandra não havia entendido o que havia acontecido. Alanna expressou um ar apavorado e Allúria saiu de seu estado passivo. A flecha havia atingido em cheio a minha armadura, bem no centro do coração. Mas, algo mais aconteceu. Minha armadura era feita do material "teraniano", que tão logo foi atingido pela flecha energética, começou à reagir. Notei que meu corpo foi desaparecendo pouco à pouco, enquanto via tudo ao redor de uma maneira lenta, e de trás para frente. Foi aí que descobri as propriedades principais das pedras teranianas. Elas reagiam de várias formas conforme certa energia as estimulasse. A flecha energética de Aliandra foi capaz de produzir um de seus efeitos: eu havia voltado no tempo. Foram poucos segundos, mas o suficiente para salvar o general sem ser atingida. Fiquei um pouco atônita de início, mas logo entendi o que havia acontecido. Vendo todos os homens caídos, tomei iniciativa e fui para frente do posto de batalha, num ato desesperado. Então gritei... - Mãe!! Por que está fazendo isso? Não vê que meu pai está morto por sua culpa? Allúria, que até então não estava prestando atenção, entrou em estado de choque. - Azel... morreu? - Allúria. - Sim mãe. E foi tudo culpa sua... A expressão de Allúria mudou, e por um momento, ela já não era mais a mesma. Foi aí que descobri que minha mãe não era um ser humano normal e também possuía uma linhagem avançada de genes. Os corpos das duas outras irmãs começaram à brilhar e se desfazer; via-se átomos e moléculas se decompondo. Após isso, direcionaram-se para o corpo de Allúria, desaparecendo por completo. Foi então que descobri que minha mãe possuía múltiplas personalidades, e as que mais se destacavam, por causa de seu poder, acabavam por formar seres independentes. Seus olhos brilharam por um instante, e numa faísca vinda do céu, ela desapareceu. Após estes acontecimentos, dei inicio à minha pesquisa da pedra teraniana, e com muito esforço, construi o protótipo do que viria à ser a máquina do tempo." - Sei que ainda há coisas a lhe contar, mas creio que isso é suficiente por enquanto... - Lara. Capítulo 6: Velhos Tempos - Parte 1 - Isto tudo me surpreende. Tem coisas que ainda não consigo entender. Por exemplo, você sabe de onde elas vieram? - Azel. - Não pai. Esse é o primeiro evento que conheço que alterou nossa história. - Lara. - E outra coisa que não entendo, é que você mencionou que sua mãe era integrante do Esquadrão Alfa. Quer dizer que vou me casar com uma delas? - Provavelmente. Isso só depende de você agora. - Bem, enquanto eu me mantiver afastado delas, não terei problemas. Mas aí vem o maior de todos os problemas: como você irá nascer? - Pai. Ignore isso por enquanto, tá? - Se tivéssemos algumas pistas... - Elas não mencionaram que os tais aliens visitaram um senhor de nome Richard? - É verdade. De repente se olharmos o diário e suas anotações antigas, obteremos pistas. Os dois se levantaram dos destroços e foram rumo ao centro, onde há muito tempo atrás fora o lar de Richard. Agora ali havia uma biblioteca com um pouco da história da Terra e muito de sua ciência. O primeiro passo seria descobrir onde Richard havia guardado aquele livro que recebera no evento que precedera a primeira guerra galáctica. Parecia apenas uma biblioteca comum. Não havia nada de especial. Mantinha suas proporções antigas, com altas cúpulas centrais e muitos quartos abarrotados de livros. Alguns locais estavam cobertos por mantos protetores, visto que quase ninguém visitava mais a biblioteca, desde que o livro da família de Azel havia se tornado o manual de vida de todos. Até por esse motivo, não era bem vigiada. Apenas um robô baixinho, de aparência arredondada, amarelo e com 3 pares de rodas, aguardava ansiosamente pelo momento em que entraria em ação. Ele era o guia, mas como ninguém vinha ali, sempre ficou à espera de alguém para conversar. Azel e Lara chegaram rapidamente através da passagem temporal que o bracelete "transwave" de Lara criara. - Nossa. Faz muito tempo que não venho aqui. - Azel. - Um lugar reservado para o conhecimento humano. É magnifíco! Em nossa época não existe registros. - Lara. O robô-guia olhou espantado para os dois seres na porta de entrada, como se não acreditasse que realmente alguém estava ali visitando a biblioteca. Aprumou-se e saiu em disparada da porta de entrada. - Ser muito bem-vindos! Mim fazer companhia e indicar caminho! - Diga amiguinho, está aqui desde quando? - Azel. - Fui criado para ser guia desta biblioteca desde que ela abrir! - Pode citar alguns nomes que já passaram por aqui? - Lara. - Nomes? Não, só pessoas. - Acho que ele não entendeu. Diga, havia um cientista que esteve aqui pegando livros na época de abertura? - Azel. - Vários. - E seus nomes? - Registros indicam infinidade de nomes. Desejar saber todos? - Só os que comecem com a letra "r". - Raymond, Rascal, Rey, Rhesus, Richard, Ritz, Ross... - Espere. Gostaria de saber que livros o cientista de nome Richard já pegou aqui. - Física Quântica, Matéria Imaterial, O outro lado do Universo, Despertar de um Novo Amanhecer, Energia Nuclear, Partículas Subâtomicas... - Certo. Gostaríamos de ver o livro "Despertar de um Novo Amanhecer". - Acompanhar mim! Mostrarei o complexo! Caminharam por muitos corredores até que chegaram à seção de ficção científica. - Um belo disfarce para um livro tão importante. - Aqui estar! Despertar de um novo amanhecer! Ao virar as primeiras páginas, Azel surpreendeu-se. Lara por sua vez, também. - Está... - Azel. - Está em branco! Vazio! - Lara. - Algo me diz que esse conhecimento foi passado apenas para Richard e ninguém mais. Mas como sua mãe sabia? - Azel. - Voltando ao passado. É o único jeito que elas poderiam ter adquirido esse conhecimento. - Lara. - Temos que fazer o mesmo. Voltar até a época que Richard recebeu a visita do Neotron e ler sua mente. - Azel. - Ler sua mente? Está certo que estou há muitos anos luz à frente de sua tecnologia, mas essa é, e ainda será, um eterno desafio para os humanos. - Lara. - Mas conheço alguém que pode fazer isso. - Azel. - Um simples humano? - Lara. - Não. Eu não mencionei "humano". - Azel. - Então? - Lara. - Um velho amigo de meu avô - Vex, o robô criado pela Grande Mente. Ele foi capaz de influenciar a mente dos robôs em seu planeta natal, e foi capaz de lê-las. - Azel. - Vex? Aquele do livro? Aquele Vex? - Lara. - Sim, Lara. Conheci ele apenas na minha infância, antes de ser desligado, mas garanto que poderá nos ajudar. - Azel. - Seu bracelete pode nos levar ao Setor Sigma? - Azel. - Sim. Mas eu não sei onde fica esse planeta. - Lara. - Ora, estamos numa biblioteca. Dê serviço ao nosso guia baixinho. - Azel. Planeta Animecha Fazia muito tempo que um humano não colocava os pés neste planeta, se é que algum dia algum humano teria pisado ali. Estava de certa forma abandonado desde a guerra estelar. Via-se sucatas por todos os lados e muitos materiais que sobraram dos infortúnios passados. No templo originalmente construído para abrigar o ser conhecido como Metatron, estava agora Vex, já cansado de seus dias. Por estar desligado, o planeta havia ficado sem os cuidados de seu "mestre". O tempo ali também não era dos melhores. Estava ficando fechado, o que lembrava Azel que deveria resolver logo esses assuntos para consertar o clima estelar dos planetas afetados pelo roubo da Enciclopédia. Um raio rasgou o céu de Animecha e logo em seguida uma esfera temporal se formava. Azel e Lara saíram cautelosamente de dentro dela. Logo atrás deles, o pequeno robozinho que havia enjoado de sua vida como guia. Resolvera vir junto quando soube que quem estava visitando sua biblioteca era a pessoa mais famosa da época. O planeta estava completamente abandonado. Segurou as pernas de Azel com suas pequeninas mãos e espiou o planeta robótico. Era hora de deixar o portal e caminhar até o templo. Ao olharem para cima, perceberam algo incomum. Parecia que um eclipse solar estava para acontecer, mas não deram muita atenção. Atravessaram tranquilamente o planeta deserto e encontraram um robô desgastado pela ação do tempo, com muitos cipós e relvas envoltos em seu corpo. Azel quase não reconheceu o robô reluzente e guerreiro que conheceu em sua infância. Inevitavelmente teve que fazer manutenções em sua estrutura corporal e em quase todo o restante. Tirou todos os cipós e puxou a estrutura inerte para fora do templo. Modificou seus braços e suas pernas, deixando-o com uma aparência mais humanóide. Com toda sua tecnologia criou um holograma para disfarçar a verdadeira identidade de Vex. Era chegada a hora de religá-lo. Lara e o pequeno robô-guia afastaram-se. Azel ajeitou alguns micro-circuitos e religou-o. - O...nd..e Es..t..ou? - Vex. - Vex? Eu sou Azel. - A..zel? A..que..le Az..el? - Vex. - Sim, sou neto de Abel. Vejo que não consegui arrumar muito bem seu sistema de voz. - Azel. - Eu a..che..i que es..ta..va des..lig.a..do p... sempre. Por q..ue me religou? - Vex. - Bem, a história é um pouco longa, mas você precisa saber que novamente nosso futuro corre perigo. E quando falo "futuro", me refiro ao futuro mesmo, não ao nosso presente. - Azel. (...) Após um pequeno tempo perdido explicando para Vex qual era a situação atual, decidiram rumar para o passado. - Naquela vez, eu consegui influenciar somente a mente de robôs. Você acha que tenho condições de fazer isso com humanos? - Vex. - Precisamos tentar. Eu confio em você. Você lutou ao lado de meu avô e isso já me dá grande confiança. Aliás, vejo que já recuperou seu sistema integrado de voz. - Azel. - Sim. Fiquei desligado por muito tempo, mas meus circuitos internos já se restabeleceram. Falar nisso, para que serve essa caixa holográfica? - Vex. - Apenas um disfarce por precaução. Lara! Estamos prontos! - Azel. - E o robozinho? - Lara. - Vai ter que vir junto, contanto que não atrapalhe. - Azel. - Ser uma honra mestre! Mim não atrapalhar! Prometo! Nessa hora, uma pequena parte do sol, que havia escapado de algumas nuvens, encontrava-se "riscado". O eclipse solar havia começado. Lara digitou algumas coordenadas em seu pulso, e num instante, a máquina apareceu em sua frente. Era uma nave de proporções médias, circular, aparentando uma redoma de vidro. Tocou sua extremidade, e ela se abriu. - Entrem! - Lara. Após todos terem entrado, a porta espelhada se fechou. Do lado de fora via-se o poente transformar-se em nascente. As gramas crescidas diminuíam de tamanho. Animecha deixava de ser um planeta cheio de florestas para dar lugar ao velho e conhecido planeta mecânico. Muitas carcaças voltaram a ser autômatos em segundos. Estruturas destruídas eram reconstruídas de trás para frente. A velocidade foi aumentando. Chegou ao ponto em que tudo não passava de uma simples mancha no vidro. Todos olhavam maravilhados o tempo regredir. Estavam voltando no tempo. Então, num grande silêncio e num apertar de botões, tudo parou. As manchas transformaram-se em formas. As formas em pessoas, e tudo ao redor voltou a ser visível. Estavam próximos do centro da cidade, onde encontrava-se a universidade dos cientistas. Era o passado. Mas, para um certo professor de cosmologia, era o presente. Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Sex, 28 de Setembro de 2007 05:43 |

