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Literatura -
Poesias
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Escrito por Brunno
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1912
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Seg, 11 de Fevereiro de 2008 18:47 |
N. do A. - não é pra levar a sério, mas foi honesto
Hay que se ficar poético depois de uma bebedeira
Verdade seja ela dita
Nao importa tamanho ou natureza
Tem de ser inteira e pela saideira
Inspira qualquer parvo metido a besta
Pra quem quer imaginar uma ode à perfeição
Sinto dizer que não passa de jargão,
Pois como disse o grande mestre
Para simples deleite de quem teste
É impossível ser claro sem clarão
Aquela verdadeira luz que nos banha
Como premio pelo uísque que se ganha
A visão do bêbado se assanha
Recostado, atirado, perdido na cadeira
E às vezes do garçom
O inimputável ser numa única palavra dá o tom:
Sou um parvo e não tenho culpa
Faço minha bebedeira, deito-me no chão
E se não quiseres me atrapalhar
Vai chamando outra que horário não tenho não.
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Última atualização em Ter, 12 de Fevereiro de 2008 08:02 |