| Conquest - As mãos do mágico |
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| Literatura - Contos - Diversos |
Escrito por Brunno |
Seg, 10 de Março de 2008 18:46 |
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Logos após Vox dar a ordem às duas bases aéreas, dois celulares recebem a mesma mensagem.
Dentro da mansão Gascoin continuou esgueirando-se pelo corredor procurando seu alvo. Havia solicitado ajuda do Departamento de Defesa e era hora da coisa começar a funcionar. Ainda no alto de seu acampamento na ravina, o mercenário pediu ajuda quanto ao abastecimento de água da mansão. Nas pesquisas anteriores notou que a região de Mulhouse era de solo pobre e estéril e que a pouca água que tinha era contaminada por óxido de enxofre que é de difícil filtragem, portanto, o Duque de Montmartre tinha de comprar água potável regularmente. Assim que fez seu pedido o Departamento de Defesa que contém um arquivo vasto sobre os ex-presidiários de Paris, determinou os nomes de dois homens que haviam cumprido pena por delitos pequenos. Sem tempo para baboseiras jurídicas, foi emitida uma força tarefa para chegar a esses dois homens e obrigá-los, sob ameaça de voltarem para a prisão por obstrução da justiça, a contaminar o próximo fornecimento da águas com cloridrato de melatonina, um anestésico poderoso que quando misturado com água destilada ou soro fisiológico causa efeito quase imediato. O caminhão com entrega de água havia chegado àquela tarde, por isso Gascoin atrasou sua incursão. Havia notado que alguns homens estavam mais lentos que o normal para terem sido treinados por Lince. Um sinal dessa lentidão foi o fato de os alarmes de posição da mansão estarem desligados e o homem responsável por eles não estar exatamente atento. Não havia sinal de vida nos aposentos perto de onde ele estava e ainda tinha o problema de localizar não só o homem, mas a informação que ele tinha. Desceu para o primeiro andar da casa e atrás de um sofá da enorme sala de estar da casa, ouviu o primeiro grupo emergir do corredor leste. Os homens diziam freneticamente para seus colegas que dois guardas estavam desaparecidos. Em pouco tempo encontrariam o corpo do soldado baleado atrás da casa. Eram cinco homens e avançavam pela sala. Agora não havia mais o fazer. Sacou as duas armas das costas e atirou. Primeiro os alvos mais distantes, matou dos homens com dois tiros. Depois os alvos mais próximos, matou um deles e feriu o segundo. O quinto homem reagiu quase nos mesmos segundos que ele usou para executar três deles. Atirou e atingiu Gascoin no tronco. O mercenário caiu sentindo a dor no peito pela concussão, mas a proteção deteve a bala. O homem gritava pedindo ajuda e dizendo que havia localizado o invasor. Ainda assim o alarme da casa não disparou. Protegido por uma mesa de madeira maciça o soldado gritava e ouvia as respostas somente dos homens que estavam mais perto da casa, as guardas patrulhando o perímetro não respondiam. Ele tentou revisar os demais tiros do invasor, mas passavam perto o suficiente para zunir em seus ouvidos. Quando cessou, o soldado manteve sua arma adiante do corpo a avançou, mas de onde e atirador estava não havia sequem sinal de sangue. Com dificuldade para respirar Gascoin avançou pelo corredor e o sensor de calor, em seu estado mais apurado, indicou que havia movimentos lentos atrás de uma porta. Ainda com as duas armas em punho entrou e fez das um salto na cadeira o homem conhecido como Fabre. O alvo tentou chegar até a escrivaninha de onde provavelmente sairia uma arma de uma gaveta. Gascoin chutou uma cadeira de perto da porta até a parte de trás dos joelhos de Fabre, que dobrou-se e caiu. Os dois tiros seqüentes vieram das arma da mão esquerda e atingiram cada um, um joelho de Fabre. O homem gritava enquanto o mercenário fechou a porta atrás de si e a escorou com um armário. __A informação. - disse o homem de mascara preta. Fabre gritava com as mãos nos joelhos. Não pretendia dizer onde estavam as informações. Gascoin atirou novamente na coxa esquerda. __A informação. - sem sequer levantar o tom de voz. Fabre agora tremia e se contorcia. O mercenário sabia onde atirar e preservou a artéria femoral. Usou as balas da arma da esquerda porque eram incandescentes e fechavam o ferimento assim que entravam no músculo, impedindo uma hemorragia. __A informação.- e apontou a arma para a outra perna. Aos gritos o homem pediu para que ele não atirasse novamente. Disse que daria o que ele quisesse se não atirasse novamente. O mercenário melhorou a mira e atirou na coxa direita. Baixou sobre o corpo quase epilético de sua vítima e reiterou a ordem dizendo que teria a noite toda para ficar ali, ou ao menos enquanto durassem suas balas... No rádio do ouvido direito ouvia os guardas gritarem e ouvia a tentativa de organizar a defesa. Uma ordem mandou os homens para perto da torre porque deveria ser a única via de saída do local, o portão dianteiro era tão guardado que nem um carro blindado passaria por ali. O soldado que estava na sala seguiu o cheiro de cordite e parou diante da porta, avisou os demais que acorreram em seu auxílio. O oficial de defesa da mansão ouvia também em seu rádio o duque, quase histérico tentando emitir ainda mais ordens. O homem chutou a porta três vezes até que conseguiu abri-la o suficiente para o cano de sua arma destroçar parte da obstrução do armário. Logo que entrou achou o corpo ainda com vida, mas respirando com dificuldade, chorando pelo choque da dor e balbuciando coisas sem sentido. Assim que o soldado se aproximou o homem tinha o rosto enfiado no tapete e dizia "dossiê preto, dentro da gaveta" repetidamente. Detrás do armário arrastado pelo soldado um vulto preto saiu novamente pelo corredor. __Disse que essa casa estava guardada como um cofre nacional, seu pequeno homem cretino! - gritava o duque com seu chefe de equipe, Bear Lince, que naquele momento estava calmo e observando seus homens avançarem em direção à torre de controle, agora com o estridente alarma soando e o gigantesco facho de luz varrendo o perímetro. Percebendo que não era ouvido, o incisivo senhor de idade, dispensando sua falsa cadeira de rodas, tomou uma das armas de Lince e saiu pelo corredor disposto a encontrar a eliminar ele mesmo seu invasor. Na Base da Força Aérea de Campo Lemoine dois soldados estão de guarda do galpão naquela noite. As funções deles incluem cuidar para que ninguém não autorizado se aproxime das aeronaves e bater papo com os mecânicos de plantão que têm de trabalhar a noite para deixar os aviões prontos para o dia seguinte. Aquele hangar não tinha aviões somente helicópteros, e no meio de um papo interessante sobre Sophie, uma conhecida prostituta que atende os rapazes da base, dois pilotos caminham apressadamente até eles. Os soldados fecham a cara e perguntam o que eles estão fazendo ali àquela hora já que não havia vôos marcados. Um dos homens, o mais velho, diz que têm uma ordem especial para decolar um Aw EH 101 da V. Corp. Os homens olham para dentro do hangar e vêem o grande helicóptero azul-marinho e preto com o emblema da empresa, preparado para missões de resgate. Depois de checar o manifesto de vôo eles autorizam a entrada dos dois pilotos que acionam os motores e solicitam autorização especial da torre de controle para decolagem imediata, ao que é atendido, o EH 101 alça vôo e guina o nariz para sudeste da base, acelerando ao máximo as duas turbinas Rolls Royce/Turbomeca RTM 322. Exatamente neste momento o oficial Mark Sharp, de convés, vestindo seu uniforme de trabalho com o colete amarelo-ouro, abre os dois braços portando lanternas de posição vermelhas, grita pra a direita e esquerda. Os demais homens perto dele se abaixam e Sharp conta com os dedos de cinco até um, depois presta continência ao piloto e aperta o gatilho de disparo da catapulta do convés do USS Michigan. Segundos depois o F-18 ganha altura e suas luzes triscam o negro céu diante no navio. O seguindo caça decola seis minutos depois. Em formação os dois aviões de combate quebram à esquerda e acionam seus pós-queimadores, estavam a menos de seiscentos quilômetros do alvo, portanto, cinqüenta minutos de vôo. Essa informação fora passada agora a três pessoas. __Porque todos vieram até aqui? __Foram ordens do Senhor Lince, ele disse que era a única via de saída da casa. Os portões estão devidamente protegidos. Parece que Fabre já foi localizado pelo invasor. __E onde está o senhor Lince agora? __Procurando pessoalmente pelo homem. Dentro da casa Lince e o duque vasculhavam os cômodos na companhia de cinco soldados e até então nenhuma sinal do invasor. Olharam os quartos, as salas, banheiros, bares, tudo. O duque estava furioso porque a informação da interceptação de Fabre chegara até ele, e começava a questionar o pagamento de Lince. Bear nem sequer dava-lhe ouvidos, apenas mantinha os olhos ferinos atentos na escuridão da casa, cujas luzes foram desligadas por ordem sua. __Assim fica difícil para nós também! - resmungava o duque. __Conhece sua própria casa, velho tolo, ele não. O duque não gostou, mas era verdade. Os cinco homens que estavam com ele mantinham suas metralhadoras em punho e estavam usando a formação de avanço de território hostil: dois atrás caminhando de costas, dois adiante e um na vanguarda. O homem de vanguarda era o ex-tenente da polícia de Paris Ettiene Junot, experiente e seguindo na cadeia de comando, depois de Lince, era o contato mais próximo dos soldados de defesa da casa. Mantendo a formação eles avançavam pelos cômodos e não achavam nada. Lince chamou Ettiene e disse que procurasse, discretamente, nos lugares altos, era onde o invasor gostava de se esconder. Alguns dos homens da formação estavam cansados demais devido à água infectada e isso prejudicava as buscas, mesmo Ettiene sentia-se sonolento. O ex-tenente era quem havia recrutado, via rádio, os homens para aquela ação, e chamou dois deles pedindo-lhes que subissem pelo batente das enormes janelas da mansão e mantivessem uma posição alta de observação. Os dois subiram deixando três e mais o duque e Lince concentrados no meio da sala. Era a sala de estar grande e ampla e praticamente o único cômodo ainda sem guarda montada, o invasor provavelmente estaria ali. Três horas e quarenta minutos da madrugada. Amanda levanta sem sono e vai ao encontro do marido. Victor está acordado devido à insônia profunda e conversando como Martin Endean, um amigo em terras inglesas dono do jornal de maior circulação do Reino Unido. Ela pede discretamente que ele encerre a conversa. Pergunta, pesarosa, o motivo que o levou a emitir a ordem de destruição mais severa do corpo de defesa da empresa. Vox não gosta de discutir certos assuntos com sua esposa, mas ela sempre deixa claro que sua preocupação é estritamente com o bem estar da família. Vox tenta disfarçar explicando que depois do atentado com a filha deles em Londres, tornou-se necessário o uso de métodos mais eficazes para proteção de determinadas informações dos projetos nucleares divididos com a França. Amanda pede que deixe de enrolar e diga logo o motivo. Ainda relutante Vox diz para ela se acalmar. Consulta o relógio e diz que dentro de alguns minutos tudo estará acabado e as defesas de sua empresa e de algumas nações estarão fortalecidas, ou seja, o velho "não se faz omeletes sem quebrar os ovos". Não convenceu e Amanda disse que se ele estava sacrificando vidas humanas inocentes para obter lucro, era bom rever seus conceitos de família. Depois que a esposa voltou para a suíte nos fundos do Boeing, Vox ligou para Nicholas Sarkozy e exigiu o silêncio imediato da fonte. O presidente da França também pouco contente com os últimos dias e esperançoso de que a imprensa ficasse ao largo dessa operação, ligou para seu serviço secreto e deu ordem expressa para a detenção do General Damian Gustave Jubert. Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Ter, 11 de Março de 2008 05:18 |

