| Conquest - Coluna de Fogo |
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| Literatura - Contos - Diversos |
Escrito por Brunno |
Ter, 11 de Março de 2008 18:53 |
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Sala de estar da mansão do Duque de Montmartre. Os homens de defesa estavam reunidos aguardando ordens do líder de campo, Bear Lince enquanto vasculhavam o último cômodo local. Lince sabia como Gascoin trabalhava. Deu ordens a seu oficial mais experimentado para revisar a sala de um local alto. O oficial mandou dois de seus melhores homens e manteve mais dois no chão, mas a sala parecia realmente limpa, como dizem os militares. O oficial Etienne subiu também para dar auxílio aos demais e postou-se sobre o batente largo de uma janela alta. Vasculhou a sala de cima com os olhos treinados de um combatente, mas a única coisa que notou, e que o fez torcer um canto da boca em desaprovação, foi o excesso de barriga que um de seus homens no solo apresentava.
__Nada. Ele deve ter saído. – comentou com Lince. __Não é possível. Todas as saídas estão muitíssimo bem guardadas – o oficial gordo comentou que poderia estar no terraço. Outro disse que era de difícil acesso, mas podia ser verdade. Lince pensou um pouco e decidiu que mandaria seus homens a dois lugares: adega e terraço. O oficial Etienne foi com os dois soldados que estavam no alto para a adega e Lince, o gordo e o Duque subiriam para o terraço. O Duque fazia questão de pegar o pequeno bastardo que invadira sua casa com as próprias mãos. Enquanto a última força tarefa em movimento de deslocava dentro da casa, os dois caças F-18 Hornet singravam os céus sobre Berna, Suíça, a pouco menos de trinta minutos do ponto de impacto. O helicóptero EH 101 avançava e estava quase ao mesmo tempo do ponto devido a sua maior proximidade. O oficial gordo foi o primeiro a subir de metralhadora à frente do corpo. Logo disparou alguns tiros e gritou para seus dois acompanhantes que vira movimentação perto de uma das enormes caixas de água vazias da mansão. Lince sacou suas armas disposto a acabar logo com aquilo e passou a frente do soldado, o Duque, longe de seu um senhor idoso e impotente, passou também adiante e portava sua Lugger alemã, antiga, mas ainda capaz de trespassar seis corpos com um único tiro. __Onde você o viu soldado? – perguntou Lince. Sem responder com palavras o homem apontou com a mão esquerda espalmada na direção de uma construção de alvenaria amarela como a casa, à esquerda deles. O vento e o frio da madrugada não tiravam a atenção do Duque. Podia-se ouvir a movimentação dos guardas abaixo e as conversas confusas pelo rádio que o líder de campo não organizava. Os homens da guarda, a maioria concentrados na torre por ordem do líder de campo, comentavam que era notória a falta de habilidade dele para gerir aquele tipo de ação. Não haviam enfrentado nenhuma represália até ali e logo na primeira, ficavam desorientados como moscas no lixão. Bear Lince resvalava com agilidade pelo terraço e mantinha a arma apontada. Deu a volta na caixa d’água e voltou de frente para onde os dois estavam, manteve, então, as arma na direção do Duque e do soldado. O Duque ainda tentou olhar para os lados para ver se o invasor estava perto, mas viu somente que o soldado atrás dele mantinha também sua arma apontada mirada e destravada, suas armas, na verdade, duas Glock 9mm. __O que pensa que está fazendo, rapaz? Aquele pedaço de merda deve estar... __Prazer. Pedaço de merda. – disse o mercenário baixando a gola do uniforme dos guardas da mansão e tirando o capacete – existe mais algum arquivo deste dossiê? – reiterou mostrando a pasta preta que havia tirado da escrivaninha de Fabre. __O que está esperando, senhor Lince? – disse o Duque entre dentes cerrados. __A resposta. Sinto muito, velho. Mas a proposta dele foi melhor... “Agentes duplos. Acontece o tempo todo” disse uma vez o “C”, Chefe do MI-6, a Divisão de Contra-Espionagem de Sua Majestade e ex-mestre de Lince no Corpo de pára-quedistas. O Duque não podia fazer muita coisa. Ele mesmo não portava um rádio para avisar aos demais. A coisa toda havia dado quase exatamente como Gascoin queria. Só não gostou de saber que podia haver dezenas de computadores naquela casa com cópias e mais cópias do arquivo roubado da V.Corp., então, teve de enviar a mensagem a Lince: “you have bug on your sholder, lord Lince”, os insetos no ombro de Lince vieram de Gascoin, ainda na ravina e queriam dizer exatamente isso: pense bem no que está fazendo. As demais comunicações vieram de Vox. As mensagens chegavam agora a Lince e Gascoin. No momento oportuno, iriam encurralar o homem que verdadeiramente detinha a informação. __Seu miserável... – resmungava o Duque. __Diga logo ou usarei a mesma técnica de persuasão empregada em seu amigo Fabre, ele não resistiu mais que trinta segundos. O duque olhava o mercenário atrás de sua máscara negra e Lince atrás de sua arma. __Os homens vão subir logo. Não acharão nada na adega e virão a seu encontro – disse o velho. O invasor então meteu a mão no bolso dentro de sua calça, por baixo do uniforme da guarda e apertou o botão fazendo explodir seus detonadores espalhados na incursão. Primeiro o corredor que, destruído, isolada um bom número de soldados numa ala, depois a torre e finalmente o que havia deixado perto dos reservatórios de gás da cozinha. O terraço estremeceu pelos impactos e os três caíram. Lince voou sobre o corpo do Duque e manteve a arma sobre sua testa. Ordenou que respondesse se havia cópias. Neste momento Gascoin com Lince ao lado, viu as luzes distantes que vinham rapidamente, eram as luzes de posição de aproximação de um helicóptero. __Fala logo, velho desgraçado! – gritou Gascoin, que não tinha intenção de matar Monmartre. __Aquele é o nosso pássaro? – perguntou Lince vendo a aeronave. __É sim, mas temos de ter a informação! Não podemos sair agora! Não entendo porque o Papa mandou esse pessoal antes da hora prevista! – gritava Gascoin enquanto o EH 101 baixava as rotações do rotor principal e mostrava a barriga de aço em direção do terraço. A casa estremece mais uma vez. As explosões transformam a noite em um fim de tarde maldito para dezenas de soldados e mais homens chegam ao terraço. Ao verem a cena do Duque caído e dominado um deles, quatro ao todo, fica confuso e aponta a arma para os dois homens que não reconhece. Lince esquiva-se e atira, acerta o meio dos olhos do rapaz. Os demais não pensam duas vezes antes de começar uma saraivada de balas de suas HK contra os dois oponentes que rolam e ficam atrás da caixa d’água. __Isso não estava nos planos. – disse Gascoin calmamente. __Como foi que o Papa soube disso tudo? __Depois que falei com você a primeira vez, mandei uma mensagem dizendo que o Conquest estava avariado... __E que diabos é Conquest? – e ouviam balas zunindo em seus ouvidos. __Um iate muito bonito e muito caro que fica aos cuidados de Vox! - Gascoin olhou o EH que mantinha uma posição elevada, longe dos tiros. __Não vão pousar! Não nessas condições! __Então temos de melhorar a condição, Lord Lince! Aquele aparelho não parece ser blindado! E agora está tudo perdido! __Se entrarmos naquela aeronave sem saber de possíveis cópias do arquivo, nenhum de nós terá o que quer! __Ainda não entendo porque eles adiantaram o resgate! Saíram de suas posições e abriram fogo quase às cegas contra os soldados. Antes de voltar à proteção da construção, Lince viu o corpo crivado de balas do Duque. __Treinei esses idiotas para não atirar no que não tinham certeza e eles matam o Duque! Brilhante! __Agora não resta muita coisa a fazer! A missão já era. Vox sabe que você está sendo resgatado e o governo vai saber que não consegui atingir meu objetivo. O celular de Gascoin vibra no bolso. Ele lê a mensagem cifrada e arregala os olhos. Gira o corpo e atira contra os soldados o suficiente para fazê-los paras de revidar. Então vasculha rapidamente o céu e percebe que a mensagem vinha na hora exata. __Lince temo mesmo que sair daqui! Acaba com esses caras! – gritou. Lince não entendeu o desespero até ficar em posição de revide dos tiros das HK. Um olho nos soldados e outro no céu. Os riscos de cor alaranjada desciam como meteoros, quatro riscos, quatro turbinas, dois caças F-18 em mergulho. O líder de campo podia não ser tão habilidoso para organizar uma missão inteira, mas com armas era realmente imbatível. Quatro tiros, quatro testas perfuradas de soldados protegidos por capacetes, rolando no chão e atirando com metralhadoras. Gascoin correu para o centro do terraço e acenou energicamente para o EH 101 que agora sim, tinha medo que baixar para pegá-los. Quando o aparelho realmente baixou o suficiente para poder se ver os olhos dos pilotos, Lince gritou perguntando se Gascoin tinha certeza se eram os enviados do Papa: o helicóptero não tinha a logomarca da empresa. __Ele sabe o que faz, agora entra logo! – dos lados do EH 101, manchas pretas escondiam o diamante com o V. __Vocês são malucos! – gritou o piloto puxando a alavanca de elevação não mão esquerda e trazendo o manche para perto da virilha fazendo o pesado EH rugir como uma fera e levantar o nariz virando para o norte. O piloto líder de esquadrão Miklos Tenos avisou ao seu wiso: “águia um, raposa dois!” e cortou o zunido em seu ouvido disparando um maverick de sua asa direita. O wiso, homem de apoio em missões de combate respondeu: “águia dois, raposa três” e um rastro de fumaça e fogo cortou a madrugada sobre Mulhouse em direção à casa. Dentro do EH os quatro homens sacudiram em seus acentos e os rotores titubearam quando a coluna de fogo aqueceu o ar abaixo elevando o helicóptero mais que o normal. Como manda os vôos de formação, cada um dos caças guinou para um lado. O líder ainda faria outra manobra para voltar ao alvo a tempo de disparar mais um míssil ar-terra, este o que terminou de pôr em ruínas o Chateau de MonMartre. Da janela do EH Gascoin, ainda mascarado, e Lince viram o que sobrou de qualquer possível cópia do dossiê que o mercenário levava às costas. Lince então manteve a arma no peito de Gascoin. __Ainda não estou disposto a confiar totalmente em você. __Piloto – perguntou Gascoin – minha encomenda está à bordo? O co-piloto entregou uma mala de lona preta com um laptop e um celular via satélite com bateria carregada. Gascoin deitou tudo sobre seu colo e pediu que Lince digitasse os números de sua conta preferida para a transferência. Assim que a ordem foi confirmada Lince estava trinta milhões de dólares mais calmo. Gascoin tirou o uniforme dos guardas da mansão e sentiu o alívio de seu colete congelante, mais dez minutos naquela condição e ele entraria em síncope devido ao calor. O EH voou de volta à base de Lemoine com somente três ocupantes. Assim que tocou o solo o relógio marcava sete e trinta e seis de uma deliciosa manhã cinzenta. Os tramites foram resolvidos, os pilotos voltaram para seus alojamentos e o passageiro não identificado desapareceu dentro de um Pegeaut 507 preto Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Qua, 12 de Março de 2008 16:11 |

