
como de costume muito bom... mas cade o resto?!?! rrrrsssss
| Lágrimas de Prata - prólogo |
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| Literatura - Contos - Diversos |
Escrito por Brunno |
Qui, 27 de Março de 2008 18:45 |
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Em uma deserta e tenebrosa rua de Poznan, Polônia, o silêncio só era quebrado pelos latidos ocasionais de um cão preso a uma corda. Como a maioria das ruas da cidade, aquela era estreita com pouco menos de três metros de largura.
Havia uma névoa cinza pairando sobejamente por entre casas e postes cuja luz era fraca demais para se poder divisar alguma coisa a mais de dois metros. De uma das vielas um vulto surge calmamente. Mãos para trás, quepe sobre a cabeça e um cassetete pendendo displicente ao lado da cintura. O oficial de polícia que fazia aquela ronda sabia que pouca coisa acontecia ali. Tratava-se de uma vizinhança simples. Casebres feitos às pressas para proteção do frio implacável da madrugada davam uma imagem bucólica ao local. As famílias dos trabalhadores pobres dormiam sob as cobertas que tinham, muitas delas, sobre todos os filhos ao mesmo tempo, assim dividiam o calor dos corpos. Olhou as nuvens na madrugada gélida que anunciavam dia chuvoso. Acendeu um cigarro, sacou de seu porrete de madeira e pôs-se a caminhar para o norte girando a arma pela corda que a prendia ao punho. Alguma coisa o fez virar pra trás. Viu um homem de chapéu e capa de chuva, escondido entre a fumaça noturna, que carregava um grande pacote. O homem depositou o embrulho grande, que parecia pesado, dentro de um carro, deu a partida e se foi, sem exaltação. O guarda ignorou e voltou à sua ronda. Minutos depois um grito de horror ecoou pela rua tranqüila. Identificando de onde poderia vir a interrupção abrupta da tranqüilidade imaculada da noite, o oficial imediatamente acorreu até onde se achava necessário. Poucas casas depois de uma curva, o guarda notou uma jovem mulher vestindo somente uma camisola. Ela gritava e brandia os braços em desespero. Gesticulava freneticamente na direção da rua para onde o carro seguira há poucos minutos. De início o oficial da guarda não compreendeu o que ela gritava, mas assim que se aproximou pensou em crime sexual, afinal, quem iria ficar com tão pouca roupa numa temperatura de seis graus negativos. O homem tirou seu sobretudo e pôs sobre os ombros da mulher. __O que aconteceu? __Nein! Lebendien mein kind! A mulher atirou-se no chão aos prantos e logo em seguida o marido veio em seu socorro. O homem tinha os olhos esbugalhados e gritava. __Mein kind! Mein kind! - repetia enquanto segurava o guarda pela gola da camisa. O oficial desvencilhou-se do homem que chorava copiosamente e desesperava-se a cada segundo. A mulher socava o chão de pedra do calçamento e urrava. __Dass der mensch nahm mein kind! A mulher segurou a calça do guarda e puxou levemente. O homem baixou até ela e ainda a pode ouvir murmurar, entendo o que vira há pouco. __Aquele homem levou minha filha! - e entre soluços apneicos desmaiou nos braços do marido que juntava-se a ela no sofrimento. Passado o ocorrido, o oficial levou os dois à delegacia onde prestaram os esclarecimentos. O marido somente. A mulher não tinha condições sequer de beber a água que lhe ofereciam. O homem era um operário de uma fábrica local. Metalúrgico pobre com salário reduzido, pedia o tempo todo aos policiais para que encontrassem o seqüestrador. Na manha seguinte o guarda estava arrasado. Manteve-se na delegacia e cuidou do casal o quanto pôde. Seu chefe o mandou para casa, para sua esposa e para seus filhos. Assim que passou pela porta a pequena Nina correu para os braços do pai, que discretamente chorou abraçado à menininha. Nina tinha a mesma idade da menina seqüestrada na noite anterior. O que fez o experimentado policial chorar não fora essa coincidência, mas o fato que de ambas eram muito parecidas, as duas louras de olhos azuis e pele alva. Não fosse a declaração do chefe de polícia local dias depois, todo o corpo de oficiais teria ficado horrorizado com o fato. O seqüestro era um crime quase impensado por todos, o ano era 1932. Mas o chefe havia dito que chegaram informações de outras cidades contando que mais crianças haviam sido levadas de seus pais no meio da noite. Ao todo, ao que parecia, quarenta crianças entre meninos e meninas estavam desaparecidos. Invariavelmente todas loiras de olhos azuis e pele branca. Nórdicos perfeitos... Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Sex, 28 de Março de 2008 09:15 |