
tudo isso é mas nem a garoa desta terra paulistana não é mas a mesma ,curtiamos o frio e as novidades ,lembra?
| Mentes, filmes de cada época. |
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| Literatura - Poesias |
Escrito por E_Oliver |
Dom, 13 de Abril de 2008 18:31 |
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Pra casa do meu avo Desde a época do bonde E agora de metrô É para onde sempre vou. Da escola, à faculdade até virar doutor, Do campinho no meio da rua, da bola de meia Jogos em outros bairros, ou nas matines que sempre a gente ia... a gente ia de jardineira, com amigos, irmãos com alegria. Quando comecei a namorar Andar algumas léguas pra economizar Mas quando arrumei o primeiro emprego De bonde ia, pagar a passagem, enchia meu ego. Cidadão de bem depois da formatura Meu olhar para ela era só ternura Esposa, mãe dos meus filhos, formosura, E sonhando assim, casei com aquela candura. Trabalhar no centro da cidade, Encheu minha vida de vaidade, No bonde me sentia a vontade, Até fumava sem contrariedade. Veio o ônibus e depois o Metrô, E ainda sempre vou Na casa dos seus pais,que era do meu avô. Que por herança pra gente ficou. Levo os meninos pra brincar lá também Fico na varanda olhando o vai e vem Alegria dos vizinhos é muito mais além Gente boa, gente humilde, aqui ainda tem. Hoje tudo mudou, agora de Vân e metrô, Ou no caro novo, eu ainda vou Rodo a cidade ver o que ainda sobrou Os poucos lugares o Estado tombou ou restou. Minha mente é a semente Dos filmes que as novas gerações Nunca vão ver ou ter. Hoje os tempos são outros As novidades são as novas realidades. Que lá na frente os jovens terão saudades. Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Seg, 14 de Abril de 2008 10:19 |