| A quase bailarina |
|
| Relacionamento - Pensamentos |
Escrito por camila meneghetti |
Dom, 18 de Maio de 2008 17:03 |
|
Ela era uma quase bailarina, a poesia completa, a nota final, o último
segundo, o suspiro. Tinha o desejo de ter o mundo, mas ter uma parte
DELE bastava, parte, porque ele nunca fora inteiro. Talvez por ser
covarde demais, dividido entre histórias, assassino de si próprio,
talvez por isso se conhecer seria a morte, talvez ELE já tenha morrido
e se dividir é um meio de viver em cada pessoa, de sempre existir, de
sempre incomodar. Entendem, não bastava fazê-la sorrir uma vez, como
não adiantava só uma vez ele ver aquele olhar de admiração, precisava
ser sempre, precisava ser só dele, mesmo que seu coração estivesse em
várias. Claro que ela tentava, em vão, mas ao menos tentou uma, duas
vezes acabar com as alegrias internas, mas ela não sabia amar
despedaçado. Abandonar em algum canto todo aquele sentimento, todo o
desejo de dividir o cotidiano e fazer disso uma história real, ela não
podia mais viver pelos cantos, guardada para o tempo. Ele se preocupava
com isso, a guardava para ter quem conversar de verdade de noite,
quando mais ninguém entende sobre o grande mistério de enlouquecer,
como os dois vinham fazendo. Era esse grande jogo que a incomodava, as
faces desconhecidas que por vezes enxergava nele, no fundo nunca sabia
se aquele que a abraçava, a controlava era alguém de verdade, ou se era
mais um personagem ensaiado, guardado e usado ás vezes. Ele sabe que um
dia vai perdê-la, ela também sabe,mas cuida para não se perder.
Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Seg, 19 de Maio de 2008 09:38 |

