| A ÓPERA DO FIM |
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| Literatura - Poesias |
Escrito por NiGero |
Sex, 06 de Junho de 2008 15:16 |
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UM GRITOOO, NO INFINITO, no céu vazio, a noite morre, rolam pedras, estrelas, como gotas de orvalho, caem ao vento, a lua, fria, na relva macia, ao relento, não vê um poeta que cantava versos de amor a sua amada, um menino, encantado ! atira as estrelas ao lago, junta pedaços, enche espaços, no seu olhar, não existe luz sua mão acaricia a lua ferida, apagam-se os sonhos, como o poeta que cantava versos, sem nada para dar a sua amada.... só a lua, as estrelas e a vida.. um escuro cobre o olhar do menino, um vazio cala a voz do poeta, no chão as estrelas se juntam as pedras. e o poeta que cantava versos, cala a voz e a vida... triste a amada, caminha só, na estrada, não sabe se o sol nascerá na manhã... longe, a terra ainda treme, enquanto uma tocha sobe ao céu, no nada ! o menino assustado, destrói sua última bombinha, pequena como a lua, ao chão, na rua, com medo de explodir uma flor...! humanos num alçapão, festejam a explosão, e brindam aos estilhaços perdidos no espaço uma coruja, assiste triste, o fim... no ninho, um filhote nasce feliz... sem nunca ter visto as estrelas e a lua.. na noite, um choro de criança, caminha pela rua, sem um manto, sem luz.. na estrada, o poeta, vê longe o vulto da sua amada, no alçapão, humanos brindam ao nada, a um estampido bandido, enquanto o menino vê sua bomba destruída. e uma foto da lua e estrelas, uma lagrima cai, na cama vazia... onde deitavam ao seu lado... no escuro...morre a vida...! abre-se o alçapão, taças se quebram ao chão.... uma explosão atinge o céu... Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Sex, 06 de Junho de 2008 18:22 |


