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Objeto de cenário Enviar por e-mail
Literatura - Prosa Poética

Escrito por edson
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Seg, 16 de Junho de 2008 14:19
A televisão conversa sozinha
Enquanto me confesso em Marte,
Fantasmas assombram a minha cozinha
E o relógio avisa que já é tarde.

O telefone agoniza calado
E a memória grita coisas que me obriguei esquecer,
Derrete o gelo no copo quebrado
Que caiu antes de eu começar a beber.

Espadas de São Jorge à direita,
À esquerda: um varal pelado,
Frente a lua a espreita
De um homem dentro do próprio corpo encarcerado.

Meu juízo em cacos espalhados
Pelo chão frio da sala vazia,
Dez a doze livros empoeirados
Na estante ao lado de nenhuma fotografia.

No quarto; sob o olhar de luminárias bailarinas,
Um segundo frasco de perfume é assassinado,
Vitima da ira de uma cortina
Induzida pelo vento atormentado.

Divago, sinto saudades de um tempo,
Tempo que nem si quer sei se passou,
No espelho aos pedaços eu continuo me vendo,
Sem realmente saber quem sou.



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Seg, 16 de Junho de 2008

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Última atualização em Sex, 27 de Junho de 2008 13:56
 
Comentários (2)
  • Lulena
    avatar
    :) Nooosa, que lindo esse poema. De uma reflexão ímpar...ADOREI! bjooooos e meu carinho :)
  • edson
    avatar
    Agradeço de coração,da o que fazer para alguém entender o que eu quero dizer.Tchau
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