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FRACASSO ESCOLAR:

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Resumo

O fracasso escolar é hoje um grande problema para o sistema educacional. Muitas vezes, para se livrar da responsabilidade deste fracasso, busca-se um culpado, alguém que possa assumir sozinho esta situação. Este artigo vem questionar esta atitude e propõe discutir o fracasso escolar a partir de outras variáveis que também influenciam no processo de aprendizagem. A partir disso, procura-se pensar no papel do professor com relação a este fracasso. A atuação deste profissional pode servir tanto para determinar "o culpado"que se procura, ou seja, patologizar a aprendente, quanto para ampliar este foco, buscando outras variáveis que influenciam no processo de aprendizagem.

Palavras-chave : fracasso escolar, aprendizagem, intervenção psicopedagógica, neuropsicologia.

Introdução

O fracasso escolar aparece hoje entre os problemas de nosso sistema educacional mais estudados e discutidos. Porém, o que ocorre muitas vezes é a busca pelos culpados de tal fracasso e a partir daí percebe-se um jogo onde ora se culpa a criança, ora a família, ora uma determinada classe social, ora todo o sistema econômico, político e social. Mas será que existe mesmo um único culpado para a não-aprendizagem ? Se a aprendizagem acontece em um vínculo, se ela é um processo que ocorre entre subjetividades, nunca uma única pessoa pode ser culpada. FERNÁNDEZ nos lembra que "a culpa, o considerar-se culpado, em geral está no nível do imaginário" (FERNÁNDEZ, 1994) e coloca que o contrário da culpa, é a responsabilidade. Para ser responsável por seus atos, é necessário poder sair do lugar da culpa.
Quando se fala em fracasso, supõe-se algo que deveria ser atingido. Ele é definido por um mau êxito, uma ruína. Porém mau êxito em que ? De acordo com que parâmetros ? O que a nossa sociedade atual define como sucesso ? Daí a necessidade de analisar o fracasso escolar de forma mais ampla, considerando-o como resultante de muitas variáveis.
A sociedade busca cada vez mais o êxito profissional, a competência a qualquer custo e a escola também segue esta concepção. Aqueles que não conseguem responder às exigências da instituição podem sofrer com um problema de aprendizagem. A busca incansável e imediata pela perfeição leva à rotulação daqueles que não se encaixam nos par6ametros impostos.
Assim, torna-se comum o surgimento em todas instituições educativas de "crianças problemas", de "crianças fracassadas", disléxicas, hiperativas, agressivas, etc. Esses problemas tornam-se parte da identidade da criança. Perde-se o sujeito, ele passa a ser sua dificuldade. Desta forma, ao passar pelo portão da escola, a criança assume o papel que lhe foi atribuído e tende a corresponde-lo. Porém, ao conceber este rótulo à criança, não se observa em quais circunstâncias ela apresenta tais dificuldades (ele está assim e não é assim). Isto não é apenas uma diferença  terminológica, ela revela uma possibilidade de mudança.
A sociedade do êxito educa e domestica Seus valores, mitos relativo à aprendizagem muitas vezes levam muitos ao fracasso. Em nosso sistema educacional, o conhecimento é considerado conteúdo, uma informação a ser transmitida. As atividades visam a assimilação da realidade e não possibilitam o processo de autoria do pensamento tão valorizada por Alicia Fernández. A autora define como autoria "o processo e o ato de produção de sentidos e de reconhecimento de si mesmo como protagonista ou participante de tal produção". (FERNÁNDEZ, 2001). Este caráter informativo da educação se manifesta até mesmo nos livros didáticos, nos quais o aprendente é levado a memorizar conteúdos e não a pensá-los, não ocorrendo de fato uma aprendizagem.
É preciso distinguir aquilo que é próprio da criança, em termos de dificuldades, daquilo que ela reflete em termos do sistema, em que se insere. 


Discussão

Ao falarmos de fracasso escolar, além de tentarmos analisar os fatores que contribuem para seu surgimento, é necessário conceituar aquilo que viria a ser seu oposto : a aprendizagem.
Já mencionamos que a aprendizagem é um processo vincular, ou seja, que se dá no vínculo entre ensinante e aprendente, ocorre portanto entre subjetividade. Para aprender, o ser humano coloca em jogo seu organismo herdado, seu corpo e sua inteligência construídos em interação e a dimensão inconsciente. A aprendizagem tem um caráter subjetivo pois o aprendente implica em desejo que deve ser reconhecido pelo aprendente. "O desejar é o terreno onde se nutre a aprendizagem". ( FERNÁNDEZ, 2001).
Aprender passa pela observação do objeto, pela ação sobre ele, pelo desejo. A aprendizagem é a articulação entre saber, conhecimento e informação. Esta última é o conhecimento objetivado que pode ser transmitido, o conhecimento é o resultado de uma construção do sujeito na interação com os objetos e o saber é a apropriação desses conhecimentos pelo sujeito de forma particular, própria dele, pois implica no inconsciente.
A partir disso, podemos definir aprendizagem como uma construção singular que o sujeito vai fazendo a partir de seu saber e assim ela vai transformando as informações em conhecimento, deixando sua marca como autor e vivenciando a alegria que acompanha a aprendizagem.
Este processo se difere bastante do fracasso escolar que pode evidenciar uma falha nesta relação vincular ensinante-aprendente. Alicia Fernández diferencia fracasso escolar, problema de aprendizagem e deficiência mental. Para ela no fracasso escolar "a criança não tem um problema de aprendizagem, mas eu, como docente, tenho um problema de ensinagem com ele". (FERNÁNDEZ, 1994). O problema de aprendizagem pode ser um sintoma de outros conflitos ou ainda uma inibição cognitiva, e a deficiência mental tem incidência pequena na população.
Então o ponto central de interesse passou a ser o papel da escola, quanto ao efetivo preparo da clientela que a freqüenta. Neste sentido, as dificuldades de aprendizagem deixaram de ser pesquisadas como sendo um problema exclusivo do aluno, uma vez que os fatores intra-escolares e os de ordem social, econômico e político envolvidos na educação também passaram a ser investigados.
Os diferentes pontos de vista apresentados por alguns estudiosos do assunto mostram que ao longo da história o fracasso escolar teve diferentes justificativas. Inicialmente procurava-se explicar o fracasso através dos aspectos orgânicos da aprendizagem, passando a se considerar os aspectos emocionais e sociais. Só depois passou  a ser considerado os aspectos intra-escolares e os mecanismos subjacentes ao processo de aprendizagem. Existem ainda explicações apontando a condição econômica da família como responsável pelo fracasso escolar da criança.
A família, por sua vez, também é responsável, assim como o professor, pela aprendizagem da criança, já que os pais são os primeiros ensinantes e as "atitudes destes frente às emergências de autorias do aprendente, se repetidas constantemente, irão determinar a modalidade de aprendizagem dos filhos.". (FERNÁNDEZ, 2001).
Quando se fala em "famílias possibilitadoras de aprendizagem" tem-se uma tendência a excluir as famílias de classes baixas já que estas não podem fornecer uma qualidade de vida satisfatória, uma alimentação adequada, acesso a diversas formas de cultura (cinema, teatro, cursos, computador, etc). Entretanto é possível a existência de facilitadores de autoria de pensamento mesmo convivendo com carência econômica.
Em seu livro, "O saber em jogo" (2001), Fernández cita uma pesquisa com famílias de classe baixa facilitadoras da aprendizagem. O que caracteriza estas famílias é a criação de um espaço favorável para que cada membro possa escolher e responsabilizar-se pelo escolhido, propiciando um espaço para a autoria de pensamento. O perguntar é possível e favorecido, há facilidade de aceitar as diferentes opiniões e idéias. Condições estas que não são comuns em famílias produtoras de problemas de aprendizagem.
Também contribuem para o fracasso escolar a própria instituição educativa que muitas vezes não leva em consideração a visão de mundo do aprendente. As discrepâncias entre o desempenho fora e dentro da escola são significativas. Ou seja, muitas vezes os profissionais da educação não conseguem transpor o conhecimento ensinando para a realidade do aprendente. Isso pode ser exemplificado no livro "Na vida dez, na escola zero", que trata do ensino da matemática. Na escola os alunos vão mal, porém em situações naturais  cotidianas, e que necessitam de um raciocínio matemático eles vão muito bem.
Outra questão referente à escola é que esta, ao valorizar a inteligência, se esquece da interferência afetiva na não-aprendizagem. O sujeito pode estar em dificuldades de aprendizagem por ter ligado este fato a uma situação de desprazer. Esta situação pode estar ligada a algum acontecimento escolar.
As crianças e os adolescentes que não aprendem não são necessariamente não-inteligentes, e sim, podem estar respondendo a um ambiente familiar ou a uma instituição educacional que não lhes dá muita opção. A escola, como comunidade de inst6ancia educacional, deve ter um ambiente acolhedor, agradável e atrativo, que venha ao encontro das expectativas desses alunos.   
Pode-se dizer que há casos onde a problemática da aprendizagem transcende a questão escolar, ela está enraizada na própria história do sujeito, na sua dinâmica familiar.
Das crianças com dificuldades, muitas não são identificadas no início de sua vida estudantil e algumas são encaminhadas para avaliações especiais, por razões que não estão diretamente relacionadas com suas habilidades cognitivas específicas visando garantir a continuidade e o sucesso desta proposta pedagógica. Vale ressaltar, contudo, que essa decisão ficou a critério das escolas as quais poderiam ou não optar pela promoção automática até a quarta série do ensino fundamental.
De acordo com a secretária de Estado da Educação do Paraná (1992), para que a proposta do Ciclo Básico se concretizasse foram criadas condições, tanto em nível de programação curricular quanto da própria organização da instituição escolar, que possibilitassem a permanência de um número de alunos na escola.
Na prática entretanto, percebemos que tais condições não foram asseguradas, provocando uma grande insatisfação por parte dos professores. Somando-se a isso, devemos levar em consideração que o Ciclo Básico foi uma decisão autoritária, imposta de cima para baixo. Por decreto, ocasionando sobretudo num primeiro momento, uma forte reação por parte dos profissionais da educação.
Além das críticas relacionadas ao caráter arbitrário da implantação do Ciclo Básico, percebe-se também a resistência dos professores à de modificar processos e parâmetros de avaliação. Em outros termos, embora assimilados em nível de discurso, os fundamentos teóricos, não se efetivaram na prática em um número considerável de escola, talvez por não compreensão dos mesmos ou por falta de reflexão mais profunda por parte dos envolvidos com a educação.
Essa insatisfação dos professores, aliada à reintrodução nos meios escolares, a concepção de que as causas do fracasso escolar encontram-se no aluno e em sua família. Dentre as causas que tentam explicar o insucesso escolar cita-se: pobreza, subnutrição, problemas físicos (audição e visão), problemas neurológicos e emocionais, déficits de inteligência, imaturidade percepto-motora, entre outras.
Como conseqüência, apesar das tentativas de reversão do fracasso escolar, o índice de alunos que enfrentam dificuldades escolares nas séries iniciais do ensino fundamental ainda continua elevado. A impossibilidade evidenciada por alguns professores para trabalhar com tais dificuldades faz com que pré-diagnostiquem esses alunos como tendo "dificuldades de aprendizagem".
Contudo ainda hoje a escola pública tem um importante papel no desenvolvimento das crianças de classes pobres, representando talvez a única oportunidade que esses setores encontram para uma efetiva participação na sociedade. Acredita-se que a tentativa de desmistificar o fracasso das criança carente é o primeiro passo a se pensar é a verdadeira função da escola pública, bem como o da sociedades omissas diante da gravidade dos altos índices de crianças com dificuldades nos primeiros anos de escolarização.
A nova função da escola já não é mais a de ensinar, mas sim, ensinar a aprender, organizar-se e ser capaz de concentrar-se, preparar o cidadão para uma sociedade fundamentalmente capitalista, onde só tem lugar garantido aquele que produz muito e com qualidade.
Todos os envolvidos na educação precisam mudar gradualmente para conseguir atingir o verdadeiro objetivo que é a aprovação ou reprovação de alunos. Os professores medem a qualidade de aquisição de conteúdos e ao deparar frente a um insucesso ficam sem saber o que fazer, contando-se que muitas vezes os conteúdos são mal trabalhados e outras vezes as avaliações são mal elaboradas e o peso do insucesso cai apenas sobre os alunos e professores, sem que se analise todo o contexto envolvido.
"Diferenciar o ensino é organizar as interações e atividades de modo que cada aluno se defronte constantemente com situações didáticas que lhe sejam as mais fecundas." Perrenoud, 2000. 

Este autor citado acima afirma que toda situação didática imposta de maneira uniforme a um grupo de alunos será inadequada por isso, valoriza-se o ensino diferenciado. Essa diferenciação fará com que os alunos respeitem as suas diferenças apresentadas e se auxiliem mutuamente no desenvolvimento de suas habilidades e competências.
Para que haja diferenciação o professor precisa trabalhar com seus alunos para não haver preconceito nem resistência, propor desafios que possam serem solucionados de diferentes formas e sempre valorizar seus alunos, suas conquistas e ajudá-los nos erros para que cheguem ao acerto.


Neuropsicologia na Educação

Educar é promover a aquisição de novos comportamentos. As estratégias pedagógicas utilizadas pelo educador no processo ensino-aprendizagem são estímulos que levam à reorganização do sistema nervoso em desenvolvimento, o que produz as mudanças comportamentais. O educador está cotidianamente atuando nas transformações  neurobiológicas cerebrais que levam à aprendizagem. No entanto, desconhece como o cérebro funciona.
O conhecimento na área das neurociências cresceu muito nos últimos anos, principalmente devido à chamada "década do cérebro" (1990-1999). Sabendo que o cérebro é o órgão da aprendizagem, qual seria a contribuição das neurociências para a educação? O conhecimento do funcionamento do cérebro, objeto de estudo das neurociências, poderia contribuir para o processo ensino-aprendizagem mediado pelo educador? Conhecer a organização do cérebro, suas funções, períodos críticos, as habilidades cognitivas e emocionais, as potencialidades e limitações do sistema nervoso, as dificuldades de aprendizagem e intervenções apropriadas, poderia tornar o trabalho do educador mais significativo e autônomo? Saber como o cérebro "aprende", tornaria a "mágica do ensinar e aprender" mais eficiente, com repercussões positivas para os aprendizes?
O conhecimento sobre o desenvolvimento do sistema nervoso da criança e das diversas etapas de aquisição das habilidades cognitivas e sociais na infância permitirão intervenções que potencialmente podem diminuir a incidência das dificuldades escolares.
Proporcionar aos educadores uma visão de como o cérebro aprende e orientá-los na utilização do conhecimento das neurociências aplicado no ensino e na abordagem dos problemas de aprendizagem visando desenvolvimento de práticas promotoras da aprendizagem e preventivas e terapêuticas das dificuldades de aprendizagem. que contribuam para o melhor desenvolvimento dos aprendizes.
Todos sabemos das relações entre processos cognitivos e processos de ensino-aprendizagem. A atenção, a percepção, a memória, a resolução de problemas são conceitos evocados quando nos deparamos com dificuldades de aprendizagem; fazem parte do vocabulário dos psicólogos escolares. Psicólogos escolares entre os quais reina ainda grande disparidade quanto às metodologias de avaliação e intervenção e aos modelos explicativos; talvez porque o conhecimento das relações entre os processos cognitivos e os processos de ensino-aprendizagem, ele próprio é impreciso e apresenta grandes disparidades conceptuais e técnicas.
Assim, desde o século XVIII que diversos investigadores têm procurado no funcionamento do sistema nervoso central pistas para a compreensão do comportamento humano, e aqui destaque-se o trabalho pioneiro de Luria que tem resistido ao tempo, sobretudo no debate da estrutura e funcionamento do cérebro, e no que diz específico respeito à questão das localizações e extensão das lesões; o seu modelo de "pluripotencialismo" cerebral tem aparecido como uma boa síntese e compromisso sobre esta matéria.
Na senda de investigadores da estirpe de Luria, grandes e significativos avanços se têm registrado. Concentrando-nos, especificamente, na investigação psicológica na educação apenas ao nível da infância, a neuropsicologia tem revelado que o conhecimento até agora acumulado se reporta maioritariamente ao cérebro do adulto, sendo manifesta a diferença, e mesmo a discontinuidade, relativamente ao cérebro da criança. Para uma educação ainda muito "adultomorfizada" esta constatação tem imenso significado. É, assim, extremamente relevante para os educadores o conhecimento neuropsicológico da aprendizagem e do aprendiz. Não para os aliviar num álibi médico e neurológico, mas para os auxiliar a codificar e avaliar comportamentos. Mais do que procurar explicações no contexto cérebro-comportamento, é também importante analisar as associações e dissociações entre comportamentos, e o papel da intervenção pelo próprio comportamento na terapêutica das relações deste com o sistema nervoso central, e vice-versa. A Neuropsicologia é também uma técnica de intervenção comportamental, e não apenas um modelo neurológico de diagnóstico.

Considerações Finais 


Adolescentes e crianças com problemas de aprendizagem muitas vezes assim se (des)velam para pontuar um sintoma que não é seu mas da escola enquanto instituição que se alimenta desses "problemas", bem como para mostrar as dificuldades do professor e da professora em lidar com as diferenças - e suas demandas - na sala de aula regular, mais conhecida hoje em dia como inclusiva.
Entretanto se a experiência com o fracasso escolar é social e históricamente produzida, não há como negar, que enquanto não houver uma revolução social, a resolução do "problema de aprendizagem" daquela pessoa que sofre por não-saber, dá-se através da intervenção do professor ou da professora inclusivista - aquele e/ ou aquela que consegue lidar com as demandas sempre diferenciadas de cada uma das crianças, adolescentes, adultos e até idosos na escola, criando modos ou alternativas de intervenção, inventando outras e reformulando outras mais.
É óbvio que nem toda criança precisa de passar por exames neuropsicológicos clássicos, mas o pedagogo deve conhecer esse rama do saber/ fazer para inventar e refletir sobre o desempenho acadêmico do discípulo e produzir mudanças.
O laudo clínico é realizado por uma equipe, geralmente composta por um professor alfabetizador; um pedagogo escolar; um pedagogo com especialização em Psicopedagogia Clínico-Institcuicional; psicólogos clínicos; psicanalista; comportamentalistas; cognitivistas; psicomotricista etc.; médico clínico geral; neurologista; neuropediatra etc.; fonoaudiólogo. Eles planejarão o tratamento mais adequado.
Em alguns casos, o tratamento poderá ser medicamentoso. Outros pedagógico. Outros só psicológico - ou uma terapia armada. Em alguns casos o perfil cognitivo obtido com o exame vai possibilitar planejar várias estratégias para melhorar a vida do paciente e diminuir as conseqüências negativas de seu problema no dia-a-dia; isto é feito, por exemplo, com os traumatizados de crânio.


Autora do artigo
Márcia da Silva Rosa
Professora do Ensino Fundamental da Rede Pública da Prefeitura de Curitiba
Licenciada em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná
Pós-Graduada em Filosofia Ênfase em Ética


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