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Rua Azul. Enviar por e-mail
Literatura - Poesias

Escrito por Edney
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Ter, 22 de Julho de 2008 06:53
Ontem eu te vi,
caminhando pela rua azul...
Olhei muito alem dos seus lindos olhos,
e voltei a sonhar.
Como é difícil lutar com o coração,
brigar com o que me move.
Meus olhos buscam por você a todo instante,
já não os controlo mais.
Será que merecemos o castigo que nos foi dado?
Será que essa distância não seria apenas um pesadelo?
Não seria o fim um triste engano?
Agora ouço “Talk Tonight”,
e sinto meu coração disparar.
É impossível não pensar em você.
Mas qual é o momento que não penso?
Sempre estou pensando.
Pelas arvores e semáforos,
vou me afastando de você,
Preciso ir embora,
queria tanto ficar.
Foi assim que eu te disse adeus,
minha boca dizendo para você partir
meu coração pedindo para você ficar.
Por fim, partimos.
Viva a vida meu amor; viva,
e conheça tudo que eu não pude te mostrar.
Passei de mãos dadas,
por entre as flores e jardins.
Tome sorvete de “abacaxi com coco” sentado na calçada,
conte estrelas e estrelas cadentes,
faça pedidos, os mais absurdos possíveis,
sempre acreditamos que mesmo os mais incríveis e improváveis desejos
poderiam realizar-se.
Ontem eu te vi,
parada na rua azul,
e me lembrei do quanto ainda te amo,
do quanto ainda você está em mim,
ainda que isso,
eu nunca tivesse me esquecido.
Agora ouço “Sweet Symphony”,
meus pensamentos ficam fora de controle,
seu perfume, essa música e toda essa saudade,
dominam os meus pensamentos.
Começo a correr sem parar,
sem destino.
começo a flutuar,
e a voar até você.
Conheça todos os oceanos,
e sinta o vento percorrer seu rosto.
Pule de pára-quedas,
escale montanhas de ilusão.
Viva meu amor,
viva a vida;
e tudo que não podemos viver.
Quando estiver triste,
caminhe solitária por uma rua arborizada,
sinta a paz na lentidão dos seus passos,
e sonhe, e sonhe sem parar;
pois você ainda pode sonhar,
e transformar todos os seus sonhos em realidade.
Atire pedras em todas as lagoas que avistar,
caminhe a beira mar,
pare na beira de um abismo e comece a gritar,
escute o eco que trás lá do fundo,
minha alma a te desejar.
Viva meu amor, intensamente.
Explore todas as cavernas desse mundo,
sente-se debaixo da arvore mais alta que encontrar,
e comece a cantar.
Não pare de viver, nunca pare,
e viva mais, e mais....
Quando o sol se for,
acenda fogueiras,
deixe que o fogo e as brasas te hipnotizem.
Sinta aquele frio na espinha.
sinta a vida,
sinta o quanto eu ainda amo você,
e o quanto você está em mim.
Continue a viver,
da melhor forma possível,
com a devida prudência,
e com toda irresponsabilidade que fores capaz.
Ontem eu te vi;
chorando na rua azul,
não queria te ver assim,
e isso me fez chorar também.
Percebi então,
que não se pode escravizar o amor,
e assim deixei você partir.
Já era chegada à hora de dar fim a esse seu triste cárcere,
e a tudo que encarcerei durante muito tempo.
Guardo em silêncio,
seu nome, seu rosto,
um sonho,
que sobrevive no meu mundo,
um mundo muito distante do mundo das palavras,
muito além das nossas lagrimas,
muito além do que é certo ou errado.
Mundo que deixo um instante de lado,
para acenar-te uma ultima vez,
enquanto vejo você se distanciando,
levando consigo o meu coração,
sem olhar para trás,
como deve ser feito,
com resignação,
e sem titubear.



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Rua Azul.
Ter, 22 de Julho de 2008

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Última atualização em Ter, 22 de Julho de 2008 13:04
 
Comentários (3)
  • Rosa Candida
    avatar
    Amei sua poesia "RUA AZUL" Caminhei todinha com você, como é linda a sua RUA AZUL!
  • marlei
    avatar
    Senti toda a profundidade desse poema e "não se pode escravizar o amor", realmente... O mais lindo de tudo é que ao permitirmos que parta, começamos a viver de verdade,"como deve ser feito, sem titubear..." :) :) :)
  • JCostaJr
    avatar
    Poema de fôlego. Intenso. "Como é difícil lutar com o coração". Realmente. Esse é o tipo do texto com o qual a maioria das pessoas se identifica. Pois, alguma vez na vida, se vive tal experiência.
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