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Os segredos da caixa Enviar por e-mail
Crônicas - Crônicas

Escrito por guenia
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Ter, 22 de Julho de 2008 09:49
Uma das minhas excentricidades é a paixão por fotos antigas em preto e branco. Quando quero encontrar o meu verdadeiro eu interior, pego a minha velha caixa azul, sento na poltrona favorita e começo a olhar calmamente àquelas fotos que me envolvem em longínquas lembranças e me fazem reviver momentos inesquecíveis.

Não sigo uma seqüência lógica, as vezes gosto de reviver encontros com pessoas, outras vezes prefiro rever lugares. Devo dizer que fotos de festas só me atraem pelas roupas pois as fisionomias parecem todas iguais. As pessoas fingindo uma alegria nem sempre verdadeira.

Quando um lugar é marcante dá para falar muitas coisas sobre ele. Nesse momento seguro em minhas mãos a foto da casa da rua Juruá. São tantas histórias dessa casa que daria para escrever um romance.

O ano era 1955 e os meus avós acabaram de comprar essa casa. Ela era bonita muito espaçosa tinha um jardim bem cuidado com muitas flores mas a minha lembrança é do hibisco rosa, sempre florido, crescendo próximo à escada que levava à porta de entrada da sala.

Lembro como se fosse hoje.Cheguei à casa de meus avós junto com os meus pais. Quando entramos na sala ele estava lá, a minha espera. Sim, o piano que eu tanto sonhava estava num canto da sala. Parecia tão majestoso que eu não conseguia parar de olhar para ele, encantada. Abracei os meus avós e agradeci. Meu sonho de menina estava realizado.



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Ter, 22 de Julho de 2008

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Última atualização em Qua, 23 de Julho de 2008 04:52
 
Comentários (3)
  • rackel
    avatar
    Que presente maravilhoso, hein? Parabéns.
  • guenia
    avatar
    Rackel, valioso o seu comentário. beijos!
  • Abreu
    avatar
    Coisas boas, as recordações. Pena que nessa época muita coisa boa esteja na lembrança, não em fotografias, pela dificuldade inerente ao período. E uma grande verdade: os rostos são sempre iguais, quando olhamos fotos em momentos festivos, todos a demonstrar uma felicidade contagiante, a esconder tantas verdades dolorosas. E não existe coisa melhor que recordar, a sentir essa nostalgia prazerosa daquilo que muito valia...
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