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A seleção brasileira de vôlei foi massacrada nas finais da LIGA. Lembro-me de ter escrito algo no meu blog (Divã do Masini), quando fiz uma comparação entre a seleção de futebol e a de vôlei, que o time de Bernardinho era a equipe a ser batida, e foi (não, eu não tenho culpa nisso).
Faz 10 anos que o Brasil não fica fora do pódium da Liga Mundial. Todo mundo quer ganhar da nossa seleção, afinal, ultimamente, ela tem ganhado tudo. E assim também tem sido, há tempos, pelos gramados: todos os times querem tirar uma lasquinha da seleção de chuteiras, agora, comandada por Dunga - e como tem tirado. Só que a seleção dos gramados não tem renovado as coisas, isso é uma longa história.
Mas, sinceramente, não imaginava que a lasca poderia ser tão grande, em um mesmo final de semana. A equipe amarelinha perdeu por 3 x 0 dos EUA (no sábado) e por 3 x 1 diante da Rússia (no domingo), que havia sido batida pela seleção no início da liga por 3 x 0 - a motivação na disputa do terceiro lugar era pífia, então, digamos que a derrota foi algo natural. Mas em um ano em que as equipes estão parecidas, se preparando forte para uma olimpíada de alto nível, esta Liga não serviria para demonstrar o poder de reação da equipe?
Percebeu-se notoriamente que o time dos EUA evoluiu, estudou muito e anulou o sexteto brasileiro. A defesa americana esteve impecável, o bloqueio chegou junto, o saque entrou forte e o levantador (Ball) levantou, literalmente, o time americano. E isso tudo faltou às seleção brasileira. A seleção americana jogou muito bem e igual à brasileira. A equipe brasileira jogou contra si própria? Viu como não é fácil bater os garotos do Brasil?
Assim como Bernadinho (Bebeto antes) impôs ritmo, formato e volume de jogo que fizeram o Brasil campeão nos últimos 10 anos, chegou a vez das equipes estudarem muito bem o time brasileiro e igualarem as partidas. Se isso é ruim para a torcida e os nervos tupiniquins, é bom para o esporte, que ganha em emoção. Afinal, ser o Schumacher das quadras por muito tempo não tem tanta graça.
Já a equipe feminina bateu o Japão e ficou com o título do Grand Prix de Vôlei. As vitórias são reais, mas ainda é cedo pra saber se realmente as meninas vão se superar na hora da pressão, na hora do "vamos ver". No entanto, claro, estou esperando o ouro em Pequim. Elas já estão por merecer!
E pelas praias do mundo continua a festa dos brasileiros. No Grand Slam de Gstaad (Suíça), Ana Paula e Shelda e Pedro Solberg/Harley conquistarem o ouro.
Coisa feia! Uma pena. O torcedor brasileiro ainda precisa aprender a torcer Foi ao Maracanãzinho assistir à final entre EUA e Sérvia e vaiaram o título dos americanos. Isso não se faz!
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