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Literatura - Sonetos

Escrito por Lulena
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Sex, 05 de Setembro de 2008 10:26
Presas e atadas em ti minhas mãos
Algoz de outrora num lacre em mim
De costas e vendados na escuridão
Ruminando nesse labirinto sem fim

Por mais que eu tente me libertar
Sangram os pulsos e corpo desse nó
Morte irreversível sufoca-me o ar
Vultos disformes perambulam no pó

Amordaçados e moribundos sem voz
Num grito seco abafado emudecido
Ecoando na masmorra fétida e atroz

Decompõe-se meu corpo esvaecido
Regozijo-me fulgurosa na luz veloz
Acordo! Vejo-te novamente comigo!



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Sex, 05 de Setembro de 2008

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Última atualização em Dom, 07 de Setembro de 2008 15:48
 
Comentários (2)
  • José Emir
    avatar
    Bom Dia Lu. Muito Bonito. Uma poesia digna de alguém que deveria ser reconhecida pelo talento imenso e que, deveria, quem escreve assim, estar na Academia Brasileira de Letras. Meus parabens, José Emir
  • Lulena
    avatar
    :) Obrigada meu querido, sempre tão gentil. Estou longe disso, mas vindo de ti, fico até lisonjeada. Bjoooos ;)
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