| Efeito colateral |
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| Literatura - Prosa Poética |
Escrito por arthurdantas |
Ter, 09 de Setembro de 2008 03:37 |
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Enquanto o veneno do escorpião branco ainda correr no meu corpo eu vou sentar e esperar o medo do tempo passar, vou olhar o mar e fingir não ver que existem corpos na praia, vou tentar não sentir que as lágrimas fogem dos meus olhos e defloram o toque frio do chão, vou deitar na cama e imaginar que estou dormindo, vou olhar pra parede amarela do sol e dar tchau a pessoa que eu fui, vou esperar que as flores nasçam de novo embaixo dos meus pés. Enquanto as nuvens ainda forem cor de terra, eu vou abrir a boca e beber toda a chuva que eu puder, enquanto a música for muda eu vou gritar até me chamarem de louco, até me drogarem e me trancarem em um quarto escuro, e quando o escuro for tudo que restar eu vou rir, rir e rir, por que você conseguiu me colocar no lugar onde queria, mas não percebeu que me salvou do labirinto que criou pra me enlouquecer, e eu não enlouqueci, não ainda. E você agora perdeu seu mais precioso brinquedo de cristal, olhe a sua volta e veja a praia, os corpos, você é um deles por que eu era sua vida! Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Ter, 09 de Setembro de 2008 05:33 |


