| Certeza ninguém tem |
|
| Crônicas - Crônicas |
Escrito por Edson Rufo |
Ter, 16 de Setembro de 2008 11:24 |
|
Que horas serão realmente meus vôos? Preciso correr para não me atrasar, pensando bem, melhor não ir, cheguei bem, vôo cansativo esse ou simplesmente... Silêncio.
Aonde devo ou não ir, como posso prever que será o último ou primeiro de uma série. A tragédia sempre existirá, e sempre pensamos em quem será o próximo. Não. A imagem que desespera o coração é a da incerteza de uma chegada a qualquer que seja o local. De qualquer maneira, qualquer meio, sempre existirá o ponto final. Ao assistirmos a reportagens como essa, a primeira coisa a fazermos e transportá-las para nossas vidas. De maneira que diríamos com todas as letras: “E se fosse comigo?” Mas não foi, e quem foi hoje? E quem irá amanhã? Que é culpado? ou Quem não teve culpa? Quem simplesmente desapareceu sem deixar uma notícia ou um último abraço? Qual imagem que será guardada? O riso, as últimas palavras: “Tô indo”. Não sei quem eram, não conhecia ninguém, mas sei que a dor é igual, a lágrima e o desespero se manifestam da mesma maneira. Talvez eu não diga nada, porque poucas palavras seriam muitas ou até pouco. Nesse momento, o silêncio que calou é o mesmo silêncio que devemos buscar a energia para que essas pessoas sejam muito bem amparadas e se sintam conscientes da última existência. Silenciar, rezar, meditar, energizar seja o que for, mas que ampare e estruture quem também ficou. Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Qui, 18 de Setembro de 2008 08:39 |

