| Duas faces entre as mãos |
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| Literatura - Poesias |
Escrito por felipelucas |
Sáb, 25 de Outubro de 2008 22:25 |
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Cada vez que te digo adeus, Me passo e repasso na filmadora, Me vejo agonizando num cocho de sal, Cavalos e bestas trotando ao redor, Arfando-se, rinchando, lambendo Em mim o sal, suprindo-se de vida. Estavas a pouco ali e agora não Mais. Ocupavas um lugar só teu, Quase perto, quase distante, mas havia. Quem há de haver senão tua sombra Viva a iluminar meus passos cansados, Fatigados de tanta procura vã. Tolice querer-te compreender, ousar-te Comprimir, tentar-me expressar; Se o máximo que possuo são duas Faces entre as mãos e duas bocas Indomáveis, são olhos que não Piscam, que se perseguem espantados. E se te pedisse perdão não Coubesse, mais caberia a solidão, Isolar-me em tua fraternidade frasal, Empoderar-me de teus gestos ainda Frescos, a desenhar no ar infinitas Interrogações, duvidosa desse tanto amor. E porque na madrugada incompleta Arrasto os grilhões que forjei, por Mim mesmo, atado aos desejos impos- síveis, a desejar que teu anseio mudo contamine tua garganta e que de pungente dor, grite de ímpeto - és tu! Assim, não mais me afogarei nos rasos Montes de areia que esse vento forte Dragou, amando essa brisa que acalenta Esse rosto macio, esse sorriso Mais brio, essas lágrimas tão doces, Jubilosas de nosso eterno amor. Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Dom, 26 de Outubro de 2008 16:01 |


