| Do que nos separa |
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| Literatura - Poesias |
Escrito por felipelucas |
Ter, 28 de Outubro de 2008 21:25 |
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Dois passos separam você do tumulto, Apenas um suspiro e um fechar de olhos, Duas etapas tão singelas, Duas mãos entrelaçadas, E não mais palavra alguma, Dois passos me afastaram de você para sempre: Descoberta e desilusão, Dois caminhos se abriram: Decisão e dispersão, Após a resolução, a desunião, um par despareado, ímpar, incompatível, in com par á vel, Esperando que o céu drene a chuva do mar, Mas ainda ali parados, olhos nos olhos, par a par, as mãos quase se tocam pela vitrine de ar, E o teu coração faz o meu doer, porque o teu não vive sem dor, e eu não vivo sem luta, por isso luto para te esquecer, enquanto te olho em todos os lugares, Mas há tempo até para o eterno amor, que se transforme em curta intensa dor, que nos desfigura de reis soberanos, em indigentes solitários mundanos, Nostálgicos de quando não nos controlávamos, e tudo estava em magnífico perfeito controle, e o nosso recheio vermelho tic-tac, tic-tac, e nossa língua mater zum-zum, hum-hum, Pois é, nesta curta distância vimos o mundo rodar, passou-se o filme de nosso primeiro encontro até agora, e face-a-face vemos perplexos o fim de outrora, de risos e choros contidos em palmas sem parar, O adeus é uma palavra infinita, Silêncio... A Deus, A Vontade de Deus, Há Deus. Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Qua, 29 de Outubro de 2008 05:16 |


