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Literatura - Poesias

Escrito por Malba
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Qui, 30 de Outubro de 2008 07:08
Calado estava,
Calado permaneceu.
Como símbolo de sua
Mais sincera resignação,
A marca de sua
Mais profunda rebeldia contida.
Mas, a todo instante,
As palavras roçavam-lhe a garganta.
As palavras torturavam sua cabeça
E percorriam seu corpo.
As palavras ganhavam vida em seus sonhos
E eram monstros,
Sombras e velhos assassinos.
Todavia, ele permaneceu como estava.
Embora o silêncio
Descolorisse sua medula
Desperdiçando o seu sangue,
Gota após gota.
Ele não disse nada.
Permaneceu de boca fechada,
Com um pedido de socorro nos olhos.



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Calado
Qui, 30 de Outubro de 2008

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Última atualização em Qui, 30 de Outubro de 2008 09:30
 
Comentários (3)
  • Rafaeljaguar
    Belíssimo poema, moça! És mui talentosa, e vejo teu nome em breve figurar entre os grandes da literatura cearense e, ulteriormente, da brasileira. Parabéns!
  • LucelioGarcia
    avatar
    As vezes lemos coisas bonitas que nos fazem bem porque as palavras são bem colocadas,neste caso é diferente, pois o que vale é o conteúdo que faz questão de informar, realmente parece que voê conhece alguém nesta situação. O conteúdo é sofrido e faz sentido. Adorei
  • seth
    avatar
    fantástica poesia.parabéns.
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