Parece que você não efetuou o “login”, ou não é registrado. Cadastre-se, é gratuito. CLIQUE AQUI
 
Tesouro Enviar por e-mail
Literatura - Poesias

Escrito por paulopazz
(2 votos, média de 5.00 em 5) "Caso queira votar neste texto, clique de uma a cinco estrelas"

Qui, 30 de Outubro de 2008 08:37
Quanto ouro guardado
Na solidão da sala,
No silêncio dos porões,
Nos serões dos quartos em penumbra.

Quanto ouro guardado
Na quietude dos jardins,
Na imobilidade das pedras,
Nos bancos de cimento abandonados.

Quanto ouro guardado
Nas vias da cidade adormecida,
Nos museus invisitados,
Nos livros deixados sob o pó das estantes.

Quanto ouro guardado
Nas vicissitudes do coração,
Na embriaguez da alma chorosa,
Nos balcões amanhecidos de saudade.

Quanto ouro guardado,
Para deleite dos cupins sazonados,
No púlpito de angico
Lavrado a canivete e gritos...

E imolações!



Crie um banner deste artigo em outros sites


Para criar um banner deste artigo em outro site,
copie e cole o texto abaixo em sua página.




Visualizar :

Tesouro
Qui, 30 de Outubro de 2008

© 2010 - Autores.com.br


Última atualização em Qui, 30 de Outubro de 2008 09:10
 
Comentários (2)
  • inativo
    Reflexivo...enigmático...Mas forte! Sabe...tantas riquezas...mas onde está o brilho? Kd a essência?? Valores...A beleza... Seu texto nos leva à um labirinto de questionamentos e ansia por respostas...muitas vezes à nossa frente...Gritantes...e nós mesmos temos medo de escutar... Adorei isso!! Empolguei.... :zzz :zzz :zzz
  • Gigi
    avatar
    Excelente.
Somente usuários registrados podem comentar!