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Literatura - Poesias

Escrito por paulopazz
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Qua, 05 de Novembro de 2008 01:36
Eu escrevo para salvar a minha alma,
Pois sou palavra como a montanha é grandeza.
Sou palavra como a água indomável na procela.
Sou palavra como o caminho que pode não dar em nada.
Sou palavra, sou signo concreto da abstração.
Sou mero acaso convertido em filigranas.
Sou palavra enquanto violador de folhas brancas.
Sou feito de sinais e sons.
Sou colo espinhoso onde a incógnita se espairece.
Sou algo único no mundo
E, que nem por isso, é diferente ou útil.
Sob minhas imperfeições paira o contraste
Entre o belo e efêmero... entre o horripilante e o eterno.
Sou a hospedaria vazia,
A senzala atopetada de seres obscuros e obscurecidos.
Sou o medo, o meio, a merda, a média, a medida...
Medéia de tantos desacertos e desassossegos
Assombrando, assomando em meio à pradaria
E sou também, e apenas, a marginália
Que delimita, mas norteia, os caminhos sacrossantos.



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Qua, 05 de Novembro de 2008

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Última atualização em Qui, 06 de Novembro de 2008 08:07
 
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