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Narciso Enviar por e-mail
Literatura - Poesias

Escrito por paulopazz
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Seg, 24 de Novembro de 2008 03:58
Esperou o choque!
Como um trem sem rota de fuga
Arrostou a colisão,
De rôtas lembranças protegeu-se,
Tentando olvidar o que
Caro e lindo lhe fôra.
Claro que a um só tempo se viu
Semi-deus eterno e triste
E invulnerável e impotente.
Íntimo de interstícios e instâncias,
Em intervalos de sanidade,
Cavoucou a porção que lhe cabia
Daquilo em que ela, Narciso,
Não se coube, nem se soube,
Por ter a aventura no espírito
E se armar de tudo que seja espelho.
Enquanto isso, pela estrada da futilidade,
Ecoam seus pés em desatino.



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Narciso
Seg, 24 de Novembro de 2008

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Última atualização em Seg, 24 de Novembro de 2008 14:08
 
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