| ADEUS MARIA ISABEL |
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| Crônicas - Crônicas |
Escrito por João Bravo |
Seg, 01 de Dezembro de 2008 07:48 |
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Quando os cavaleiros na idade média,com sua armaduras reluzentes,saiam vitoriosos de uma competição,eram levados a presença do rei, para receberem as devidas homenagens,levantavam a viseira de seus elmos com as pontas dos dedos,para que seus rostos fossem vistos pelo soberano.Assim nascia a continência,até hoje utilizada nos meios militares.
No tempo em que duelos de espadas, eram utilizados como forma de resolverem-se diferenças,quando acordos de paz entre inimigos eram selados,um estendia ao outro vazia,a mão que costumava empunhar a espada.Criava-se aí o gesto cordial do aperto de mão. Parece que nossos políticos estão criando um gestual para demonstrarem a nós cidadãos,seus sentimentos de apreço e gratidão, para com aqueles que os elegem. Eles nos puxam para si com volúpia dando-nos a impressão de intimidade,nos abraçam com vigor e puxam...puxam...puxam, até que suas testas repousem em nossas nucas. Confesso que sou muito emotivo,choro até em promoção de supermercado. Tenho o costume de a tudo dar nomes.Meu filho caçula tem uma tartaruguinha em casa que atende pelo nome de CPI. Nosso cachorrinho era o Gilmar.Até meu Chevete 73, único patrimônio da família tinha nome, era o morcegão, pois seu estado era tão precário que com ele, só saíamos a noite para não sermos indentificados. Mas tenho um carinho especial,até por sua natureza,pela “Maria Isabel”,uma espanhola calibre “12”,devidamente registrada,a qual, repousa em um estojo que trato por “liberdade”. Certa vez,acordei-me na madrugada,com a porta dos fundos de casa,sendo violentamente forçada,por um destes micro empresários do ramo de transporte alternativo de valores. Sem outra opção,peguei a “Maria Isabel” em minhas mãos,certifiquei-me que poderia disparar para o ar, e então a “Maria Isabel” cantou. Descobri naquele dia,o quanto minha velha Avó era sabia quando me dizia:”Meu filho,mais vale fugir fedendo,que morrer cheiroso”. O que eu já sabia em teoria,o ladrãozinho aprendeu na prática.Eu só não sabia que aquele ladrãozinho chinelo,tinha amigos tão poderosos. Ladrões maiores,que roubam de malas.Que sabem que povo desarmado,é povo dominado. Os amigos do ladrãozinho,queriam me dar R$ 300,00 pela “Maria Isabel”,como recusei,querem tomá-la a força. Eles sabem que enquanto eu estiver com a “Maria Isabel” junto a mim,é perigoso roubar minha casa,meu estado,meu país. Alguma coisa me diz que eles vão nos desarmar,mais cedo ou mais tarde.Gosto de enxergar à frente,por isso me antecipo dizendo: Adeus “liberdade”,adeus “Maria Isabel”. Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Qui, 04 de Dezembro de 2008 13:06 |

