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Literatura - Poesias

Escrito por arthurdantas
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Sex, 26 de Dezembro de 2008 13:44
Hoje tenho livros na estante,
Ela está cheia deles,
Me ensinaram a ser bom comerciante
E vender bem os poderes,
Navalhas cortantes,
Desejos obstantes
E vários tipos de prazeres

Deveria ser o suficiente,
Deveria parecer que bastava
Que não era contundente
As coisas que agora não mais desejava
Nesse presente influente
Que tanto me mente
Que tudo me faltava

A fenda no espaço-tempo
Me faz sentir menor,
Mas não me faz sentir por dentro
Um tanto pior,
Talvez seja porque tento
Me parecer um pouco menos lento
Que o resto a meu redor

Passei por dimensões
Conjugando os verbos,
Jogando nos latões
Das esquinas os termos certos
Cabiveis a todos os ladrões
Que roubam dos corações
O direito de serem eternos

Hoje é tudo no preterito
Bem mais que perfeito,
Trancado em paredes de concreto
Que é pra não surtir efeito
Quando eu estiver perto e querer me sentir inteiro
Enganado por um faceiro
Futuro esperto

Os dias se confundem
Brincando por aí
E antes que as coisas de novo mudem
E o eu de hoje começo a cair,
Como os seres evoluem,
Quero que as estações cheguem
E se espalhem por aqui

Quero comer de novo a rima,
Quero a prosa do passado
E quero o Sol que ilumina
O futuro atrasado,
Quero a involução que abomina
Pra parecer que é um pouco antiga
A vida que tenho levado...



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Sex, 26 de Dezembro de 2008

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Última atualização em Sáb, 27 de Dezembro de 2008 12:59
 
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