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Literatura - Poesias

Escrito por edson
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Ter, 06 de Janeiro de 2009 14:56
Quando todas as mentiras boiaram
Eu fui obrigado a me sustentar sobre uma delas
Para não me afundar,
Mas a solidão, devido à indiferença dos que, 
negam mas me ignoram
Tornou-se impossível a sobrevivência neste lugar.

Por todos os lados há fragmentos de um mundo
Que virou retalhos,
Meus pés flutuam longe do fundo
E o céu esta povoado de urubus,
O sol de um meio dia eterno me cozinha os olhos,
Daí minha esperança é chegar à ilha
Que a cefaléia produz. 

Tive ainda a pouco a impressão de ouvir gargalhadas,
Percebi o socorro passar não querendo me perceber,
Senti a consciência se fazer uma ancora tão pesada
Pondo-me no meio do nada,
Preso ao que eu não quero ser;

A esta altura a sede me fez esquecer, a fome,
Os braços dormentes se recusam a acreditar em mim,
Ironicamente o sal me consome,
Come-me,
Sem pressa que eu chegue ao fim.



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Naufrago
Ter, 06 de Janeiro de 2009

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Última atualização em Qui, 15 de Janeiro de 2009 08:35
 
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