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Escrito por Firmibri |
Sex, 09 de Janeiro de 2009 14:11 |
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Ele tinha ficado até mais tarde no trabalho. Queria ajeitar algumas coisas antes do feriadão que se aproximava, queria ficar realmente de folga, sem pensar em coisas pendentes no trabalho. Por volta das seis e meia, caminhou até o ponto apanhando o ônibus pontualmente as sete da noite. Sentou no último lugar vago do carro, próximo a porta na traseira. O transporte parou no ponto antes de entrar na pista seletiva, chegaria em casa em trinta minutos se o trânsito estivesse bom, foi quando uma belíssima moça entrou no ônibus.
Ele pensou: “Nossa! Olha só a coisinha que entrou. Espere, essa cara é conhecida. O jeito de jogar o cabelo, as feições doces... Não é possível! É a Janaína, da faculdade. Faz tanto tempo que não a vejo, como será que está? Eu era apaixonado por ela, mas nunca tive coragem para convidá-la, sei lá, para tomar uma cerveja. Quem eu quero enganar, ela nunca aceitaria meu convite. Ficava andando com os baladeiros, freqüentava as festas... Nunca ia querer nada comigo, eu não passava de um rapaz desajeitado”. A moça fica a poucos metros dele. Seu olhar pousou exatamente sobre ele que muda a direção dos olhos rapidamente, não queria ser pego encarando a moça. Ela pensa: “Aquele é o Rogério? Não mudou nada, parece que está mais forte. Como será que anda a vida dele? Já deve ter namorada, quem sabe já é noivo. Eu era apaixonada por ele na faculdade. Esperei ele me convidar para sair, mas nunca aconteceu. Se eu tivesse convidado será que ele aceitaria? Acho que não. Eu era uma daquelas festeiras e ele sempre sério, estudando na biblioteca. Eu adorava o jeitão desajeitado dele, minhas amigas achavam engraçado, mas eu achava um charme”. Olhando na direção da janela, mas mantendo a visão de rabo de olho. Ele pensa: “Seria estranho eu ir falar com ela? Eu levanto, vou até ela, me apresento e a convido para sair. Não tem erro. E se ela tiver namorado? E se for casada? Já pensou tomar um fora com tudo mundo do ônibus olhando? Seria a maior vergonha, sem falar que eu perderia meu lugar e teria que agüentar a chacota de algum engraçadinho em pé.” Janaína também mantinha a expressão serena olhando na direção do exterior, mas de tempos em tempos virando para mirar o ex-companheiro. Ela pensa: “Ele podia me convidar para sair. Seria esquisito fazer isso dentro do ônibus. Talvez se eu fosse chegando perto e me apresentasse, mas se ele não se lembrar de mim. Olhar com aquela cara e perguntar: Desculpe, eu lhe conheço? Seria um mico! Ele sempre me ignorou na faculdade, porque mudaria de idéia agora?” Os dois passaram a viagem toda trocando olhares. Quando Rogério olhava, Janaína desviava. Quando ela olhava, era Rogério quem disfarçava. Esse jogo durou até o momento que ele levantou e deu sinal para descer. Antes do ônibus parar, ele pensou: “O cara que deve estar com ela é um sortudo. Queria que fosse eu.” Ela ao vê-lo descer pensou: “A mulher dele tem muita sorte. Queria que fosse eu”. Depois daquele dia, eles nunca mais se encontraram novamente. Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Seg, 12 de Janeiro de 2009 12:16 |

