
É um exercício de sofrimento para algo certeiro como a finitude, mas de forma lírica, catártica. Gostei.
| Último acto |
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| Literatura - Poesias |
Escrito por edson |
Sáb, 10 de Janeiro de 2009 11:34 |
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A luz fraca me rascunha na parede. O desenho mórbido na alvenaria Assiste ao que sente Tornar-se poesia; E a voz que me falta Afoga-se em oração no peito cansado, Fragrâncias de flores invadem a sala Perfumando o meu corpo no azulejo gelado. De uma janela imaginaria Aprecio a brisa de um agosto recém começado, Mingua a lua que se esvazia Abraçada por noite por todos os lados. A febre se intensifica Sem encontrar nenhuma resistência, Anila a face antes descolorida: O ar se tornou pouco pra manter a consciência. Anjos dançam em meu telhado Enquanto fadas brincam no meu jardim, Ouço versos vindo de um quadro, Vejo o relógio zombar de mim. Finda a madrugada Com o sol vazando por vãos, A esbofetear o meu cadáver Esparramado pelo chão. Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Qui, 15 de Janeiro de 2009 08:36 |