| *3: A Culpa é do Ônibus! |
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| Literatura - Poesias |
Escrito por HiagoRRdeQueiros |
Dom, 25 de Janeiro de 2009 08:37 |
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O que tanto você olha pra mim? com essa cara branca, pálida e azeda? O que tem pra me contar, e a me ensinar? Já que você pode, se não prestar para nada ser jogado fora do nada. Não senhor. Fique quieto! Eu mesmo consigo te dobrar facilmente, com dois dedinhos, apenas. Iguais a você, eu tenho um montão, você é tão pequeno, nem cabe muita coisa, e fica me dizendo esse tanto de asneiras! Todo mundo pinta, não borda, mas te risca todo, e você frente a isso nem me diz nada? Nem liga pra mim, só pro que vai conseguir da minha preciosa mente. É isso mesmo, seu parasita nojento! Você que é fininho de ruim que é! Toma sol e em vez de se queimar, o sol te ultrapassa! Veja só... Nem o sol, que nasce para todos te quer! Nem gosto de você, a gente inventou o computador pra não ter que de você, seu bobão... Depender tanto. Agora, a gente só te usa e te joga no lixo. Dizem que dá pra te moer que nem carne, te misturar com cola e tinta, e assim te fazer outro novinho em folha. Já pensou? Logo você... Que nem acredita em reencarnação! Tadinho... eu não gosto de você, mas não quero te ver todo moidinho, e nem boiando no Tietê, nadando na sujeira... inútil! Viu... Desculpa, eu é que estava com raiva do ônibus... ele ficava balançando... fazia eu fazer aqueles garranchos! te olhei com essa cara lisinha, e acabei descontando minha raiva em você. Na verdade eu te adoro. Sem você... meu cérebro nem funcionaria, e minha alma seria tão simples, tão normal, sem sonho, sem a leveza de poemas de amor; sem a tristeza dos dramas de morte. Pra falar a verdade mesmo, eu nem vivo sem você, meu papelzinho querido, desculpa viu... Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Seg, 26 de Janeiro de 2009 13:54 |


