
"um sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só"
| baile dos simulacros |
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| Literatura - Poesias |
Escrito por floratomo |
Ter, 24 de Fevereiro de 2009 10:34 |
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no sonho, a tua boca desenhava a minha em tons de desatenção. tu, que eram tantos, cego nos traços, fazias da minha saliva um canto para o rei do que é inefável, aquilo que me tirava o chapéu à dança. e as mãos, que eram ainda as tuas, faziam enlaçar outros dedos aos meus numa valsa dúbia entre as faces que me desconheciam e os poros que me alcançavam... e eram os teus sempre, curiosos de abstração. deixava-me aos olhos lançados feito modelo que pousa com um assombro leviano, um simulacro semivisível das coisas secretas de amor, ainda que fôssemos palpáveis para a conveniência do universo. e eu apreendesse tudo o que nos permitisse, tudo o que um beijo inquietasse.
o sonho soava uma promessa... mas, eu, entidade desperta, como quem padece da memória, desfiz-me à aurora, logo surpreendida pelas tuas inexistências. Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Qua, 25 de Fevereiro de 2009 04:32 |