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Há Temporal Enviar por e-mail
Literatura - Poesias

Escrito por Nadi
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Sex, 20 de Março de 2009 22:17
Não tive razão, quando ao vento pedi amparo,
Ora, o vento!
Que desalinho tive eu na cabeça!
Vento.
Na tempestade luxuriante, prenha de raios,
Até lhe sorri!
Quiçá, pensei, um raiozinho seja bondoso,
E passe a galope na nuvem
Sem tocar o solo,
Nem meu coração...
Ventania devia ser meu pensamento.

O trovão cresceu como a raiva,
Que sinto quando martelo o dedo
E junto à praga, igual ao clarão!
Não tive medo, se há temporal,
Vai haver água...Pensei,
Que de tanta, afoga as gentes,
E todas as idéias
Que se faça de uma tormenta.

Não tive razão, quando o rancor pediu desculpas,
Ora, o rancor!
Que decrépita intenção tive eu!
Rancor.
Se toda humildade se vestisse de amor
Tantos perdões seriam implorados!
Cataria a paz, grão por grão,
Para fazer transbordar os cântaros do mundo,
Para derramar somente luz
Nos caminhos...
Rancorosa devia estar.

Não senti a água
Que inundou minha vida
Numa corredeira sob o sol!
Tive medo, ao falar de malquerenças.
É temporal....Pensei.
Alaga a vida,
Enterra as gentes,
E toda a mente sã que espera pelo amor.



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Há Temporal
Sex, 20 de Março de 2009

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Última atualização em Sáb, 21 de Março de 2009 20:47
 
Comentários (2)
  • SANTOSH
    avatar
    O ritmo da poesia faz o coração bater em tempestade! Excelente!
  • Eliana Pires/Lilasflor
    avatar
    Que linda nadi! Quantos questionamentos, quantas deduções... um torvelinho cheio de sentimentos e poesia! Parabéns.
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