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Desventura Enviar por e-mail
Literatura - Prosa Poética

Escrito por paulopazz
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Seg, 20 de Abril de 2009 10:36
Mal produzo.
Nem sei se produzo
Neste amargo canto de minha consciência.
Ouso esperas inúteis, em desespero,
Carregando nos olhos
O visgo indelével da interminável distância.
Tudo o que nos aconteceu...
Tudo o que foi dito, mal disfarçado
Nas entrelinhas das palavras evocadas...
Tudo o que não foi dito,
Subjacente às frases de afeto nenhum...
Tudo... tudo sangra incapacidade
De se dar e se pedir perdão.
Mal produzo...
Me reduzo às coisas de fazer sofrer,
Nestes parcos espaços do coração,
Misturado aos pertences seus,
Hoje terrivelmente ausentes.
Sentiria novamente seu beijo em meu rosto
Com o mesmo ardor de outrora?
Nunca!!!
Por isso mal produzo.
Nem sei se produzo
Neste amarrotado canto mínimo
De minha desventura.



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Desventura
Seg, 20 de Abril de 2009

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Última atualização em Ter, 21 de Abril de 2009 09:11
 
Comentários (2)
  • Leandra
    avatar
    Olá,vim retribuir a visita e me deparei com esse belo texto. Parabéns! Um abraço!
  • Abreu
    avatar
    O amor se desvencilhou, a buscar novas paragens...
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