| O Berço da Quinta |
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| Literatura - Epopéia |
Escrito por Brunno |
Qua, 13 de Maio de 2009 22:46 |
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Davos, Suíça, cinco horas e trinta e dois minutos. Como fez frio esta tarde. Mesmo dentro do Centro de Convenções da Conferência Mundial de Comércio a temperatura era de tremer os dentes.
No fim do dia eu estava isolado no quarto de meu hotel barato tomando um conhaque e relendo minhas anotações e ouvindo novamente o que havia gravado sobre as novas diretrizes do comércio mundial, e das possíveis mudanças na regras básicas para o exercício do capitalismo. Como é ridículo ver e ouvir os líderes mundiais falando em quanto pretendem gastar com segurança, alimentação, educação e desenvolvimento, quando na verdade são suas esposas que comandam a economia de suas casas. Laura estava especialmente radiante da platéia enquanto seu texano, grisalho e patético marido, discursava sobre um monte de besteiras justificadas pela hipocrisia que toma conta desses encontros. A mais curiosa de todas era a primeira-dama (termo ridículo, primeira em quê?) brasileira: as voltas com o fone do tradutor simultâneo, que num dado momento lhe caiu das mãos e se espatifou no chão. Ela disfarçou e continuou olhando para frente. Aplaudiu o discurso do americano parecido com criança que fez besteira. Esfrego as mãos novamente para tentar afastar o gelo e a cor azulada das pontas dos dedos, mas nada, continuam amortecidos. Pego minha câmera sobre a mala, que não desfiz por pura preguiça, e revejo algumas das fotos que minha fotógrafa fez da reunião. Kari é uma ruiva linda. Olhos cor de mel e corpo esguio e todo gostosinho, mas infelizmente não dá a menor chance. Recusou meu convite para dividirmos um quarto assim que chegamos, há três dias, e mais recentemente recusou meu convite para tomar um conhaque. Mas é uma excelente fotógrafa. Passando as fotos para frente na câmera digital me deparei com dezenas que ela fez daquela coisa linda da Carla Bruni, primeira-dama (outra) da França. Essa sim, não usou o fone do tradutor nem mesmo no discurso de Ângela Merkel, que usou um alemão ruim de entender. Carla olhando compenetrada - que bochechas-, Carla sorrindo - que dentes-, Carla de perfil ajeitando o decote do terno azul-marino clássico - que terno! Que mulher linda! Dá-lhe Sarkozy. Feio, narigudo, baixinho, magro, mas presidente da nação da moda na Europa. Com moda não quero dizer roupas, mas devido ao grande número de aparições na mídia que a França vem tendo. É nítido que neste momento, Nicholas Sarkozy é o homem certo para ditar as coisas na Comunidade Européia. Ao lado daquela beldade morena, outra brunete como dizem os americanos, estava tão linda quanto ela. Essa vestia também terno, porém, de cor creme. O corte devia ser de algum cretino de fala empolada com muito mais grana do que eu, que me julgo esperto. Amanda D'Alsmick Vox, esposa do psicótico capitalista presidente e único dono de um império cujo lucro já é medido em lastro governamental. Sejamos sinceros: se alguém vale muito mais que seu peso em ouro, é miserável perto de Victor Vox. Lembro-me bem de quanto foi entrevistado pela primeira e única vez. Ridículo. A um repórter americano respondia primeiro em inglês, depois em francês, alemão, grego, italiano, russo, árabe, japonês, mandarim e espanhol. Reza a lenda que o doido fez isso para poupar trabalho a tradutores, e depois desculpou-se por não ter falado africâner. Tinha razão. Amanda mantinha-se concentrada no discurso e, apesar de estar ao lado de Carla Bruni, não estava fazendo papel de esposa. Ela é presidente da divisão de navegação de guerra da Vox Corporation. Tem gente que diz ter sido o maior golpe do baú do mundo. Se eu fosse Vox, com aquela morena de olhos verdes... Foda-se, digam o que quiserem! Calma lá, eu sei que devia estar escrevendo para o jornal, mas ainda não há nada interessante. Pouco além de uma reunião iniciada e ainda não terminada de baboseiras que todo mundo vai publicar. Meu editor que espere, o safado. Digo isso, claro, porque ele não vai ler essas linhas. Estou ouvindo o chuveiro de Kari. Que ancas! Se eu fosse dois copos de conhaque mais homem, sairia desse quarto, invadiria o dela e entraria naquele chuveiro e naquele corpo maravilhoso. A desgraçada ainda toma banho ouvindo Dire Straits. Mulher de estilo. Quando fomos designados para cobrir a Convenção achei que ia rolar alguma coisa, mas nada. Ela é simpática, sorridente, e nada além. O arquivo que vai para o jornal está aqui em algum lugar. Deve começar por algo como "Nesta semana acontece em Davos, Suíça, o encontro dos líderes dos países ricos e em desenvolvimento. Com duração de seis dias, em forte esquema de segurança e a atenção de toda imprensa mundial, os homens mais poderosos de suas nações tentarão dar novos rumos às normas que regem a economia mundial. Outros assuntos como a crise no Oriente Médio e o embargo russo a Ucrânia também devem pautar as reuniões..." aquela coisa de sempre, que honestamente, nem precisa ser jornalista pra escrever. O que eu realmente quero é fazer jornalismo de verdade. Estou cansado dos textos prontos, gabaritados, que devem seguir o padrão de comunicação de meus empregadores. É quase como o apresentador do jornal que murmura na TV LCD aqui do quarto. Sempre a mesma entonação para falar de enchentes, mortes, guerras, assaltos, doenças, mudanças, pontos de vista e editoriais. E eu sei que se ele mudar alguma coisa estará demitido ao final da edição. "Pobre Wiggum". Quando fiquei cansado daquele quarto, no terceiro dia de encontro em Davos, decidi descer até o bar do Lobby pra tomar alguma coisa diferente. Como bom irlandês acho que conheço a maioria das cervejas do mundo, então queria alguma coisa realmente diferente. O lobby era um lugar bem decorado, disposto em forma de L com o bar na parte menor. O lado mais longo era enfeitado com sofás e poltronas quadrados, brancos e com tiras vermelhas, discretas. O piso era um pouco liso demais e de cor crua, com tapetes de pêlo curto, uma mesa de centro com tampo de vidro e algumas pessoas conversando. A iluminação era predominantemente amarela. A parte do bar era de tom avermelhado o que dava ao ambiente do lobby uma duplicidade estranha, mas aconchegante. O Hotel d'Azevér era simples, mas bem arquitetado. Sentei num dos bancos altos do balcão e debrucei os cotovelos sobre a pedra preta que corria de uma ponta a outra. Um atendente simpático perguntou o que eu queria e antes de responder, franzi o cenho - lembro bem disso - e olhei a prateleira atrás dele onde se exibiam as garrafas diversas. Devo ter ficado nessa um bom tempo porque uma moça se aproximou e me deu uma sugestão. __Clã Campbell, copo baixo, pouco gelo... Nunca erra. - ela disse com uma voz atrevida, meio rouca, quase infantil, mas madura nas palavras. Parecia ter pressa de pedir o seu e eu a estava atrapalhando. Que coisinha mais linda. Morena de cabelos cortados a altura dos ombros, a parte de trás estava toda desarrumada para os lados, mas era de propósito, tinha a pele branca, um metro e setenta e qualquer coisa, olhos castanho esverdeados e lábios espessos. Empolei-me. Limpei a garganta para arrumar um tom melhor de voz e escolhi um sorriso cretino que quase nunca faz efeito, mas é o que sai mais rápido. Como não lembrava exatamente o que ela havia dito, amnésia causada pelo milionésimo de segundo que olhei seu decote, fiz sinal com dois dedos para que o sujeito fosse providenciar. Ela vestia uma jaqueta gigante, preta com pelos azul-marinho nos punhos e na gola, aberta na frente e um corte mais elegante por baixo, que parecia ser um vestido. Achei estranha a combinação, mas não era mesmo da minha conta. Agradeci e perguntei seu nome. É incrível como garçons conseguem ser tão lentos quando se precisa e tão rápidos quando não se quer. O sujeito já havia servido meu uísque e terminava de servir os dois que ela pedira. __Me chamo Liv. - ela respondeu sorrindo e saiu com os copos. Ainda tentei furtivamente olhar sua caminhada para continuar checando o material, mas fui distraído pelo imenso emblema da BMW nas costas da jaqueta. Mais uma riquinha de férias, pensei. A bela caminhou até um dos sofás e foi calorosamente recebida por um sujeito que a aninhou nos braços enquanto, com a mão livre, digitava alguma coisa num lap top. Kari teve a mesma idéia que eu, desceu até o lobby. Estranhou quando lhe disse que queria toma alguma coisa diferente. __Esta tomando uísque irlandês! - fiz sinal para conter os comentários. Conversamos durante um tempo e ela sempre olhando aquela moça e o cara. Perguntou-me se eu os reconhecia de algum lugar. Disse que não. Eu podia ver o casal a minha direita e mantinha Kari à esquerda. Pensei que tão logo não teria sorte com a bela monera, a ruiva talvez mudasse de idéia. Quando vi a moça deixando o homem compenetrado com seu computador, pensei em virar para Kari e chamar sua atenção para o símbolo nas costas da jovem. Quando virei não havia ninguém à esquerda e quando olhei de novo, lá estava minha fotógrafa apresentando-se de mão estendida e sorriso aberto ao sujeito, que até havia se levantado para cumprimentá-la, o cretino educado! Esse cara não se contenta com a dele e quer pegar a minha! Pensei. Kari voltou ao bar sem me dar atenção e pediu ao garçom um pedaço de papel. O cara rabiscou alguma coisa enquanto a morena voltava e entregou a ruiva. __Que é que foi aquilo? - perguntei autoritário, que era meu direito. __Você é desligado mesmo, não é, Quinn? Aquele é Henri Gascoin! - ela ficou sorrindo aguardando minha reação, que obviamente seria de desdém. __E porque eu deveria conhecer qualquer bobalhão que vem pra Suíça? - tomando a desgraça do Campbell, enquanto a garrafa estava em casa eu pagava trinta euros pela dose! __Henri Gascoin! Ele é piloto de rally! Aquela é Liv Duncan, esposa dele, ela é artista plástica e dirige umas galerias na Europa. Como você não conhece os dois? - ela parecia indignada. __Eu sou um jornalista de fatos, não de fofocas! Não fico lendo coluna social - com o maior desdém que podia haver dentro de mim. __E pelo jeito nem revista de homem, porque aquele cara é um dos pilotos mais malucos que já existiu! Meu irmão vai adorar o autógrafo que peguei pra ele! __Você foi lá flertar com o cara e se deu mal! A esposa dele chegou! - usei meu melhor l[abio torto pra desenhar um desprezo incomparável. __Não fui flertar com ninguém! Eu sabia que eram eles, só estava na dúvida. Além do quê, se bem me lembro, ele largou a última namorada pra ficar com essa aí. Sabe quem era? Jordan Stein... - disse triunfante, como se anunciasse a descendente de Cristo na Terra. Entortei e lábio novamente e pus a língua pra fora. - Herdeira de David Stein! O homem mais rico do leste europeu! Agora a língua balançava de um lado para outro. __Quinn, você precisa ser um pouco mais maduro, sabia? Vou falar para o Ferney que eles estão aqui... - ela pensou um pouco. Disse-me depois achar estranho gente como o casal Gascoin hospedar-se naquele hotel simples. Confesso que já estava sem paciência para ouvi-la falar do cara mais rico, mais bem sucedido e mais pegador de mulher do que eu, então bati o copo na porcaria no mármore preto do balcão e fui pro quarto. Depois de uns trinta minutos ouvi uma algazarra do lado de fora e espiando pela janela vi dezenas de carros, todos BMW pretos e azuis, estacionando e um bando de gente feliz entrando no hotel. Vão pro inferno esses ricaços!- dormi. Além de ter que pagar trinta paus um uísque vagabundo, acordei de ressaca! Quando olhei no espelho, parecia que o próprio Satã me fitava, arqueando um dedo em sua direção e cantando "this is the end, my only friend, the end...", e minha boca cuspia os ossos da morte. Tomar um banho, fazer a barba, uma xícara de café e quem sabe uma boa mulher... claro. Que nada, Kari estava pior que eu. Parecia que a máquina fotográfica tinha uma tonelada em seu delicioso pescocinho, agora com o adereço de uma chupada. __Que é isso, mulher? - perguntei inquisidor, que era meu direito! Ela alteou um sobrancelha e me fez sinal para calar a boca. Murmurou que havia ficado na festa da equipe até as tantas da madrugada e se atracou com um dos engenheiros. Eu detesto engenheiros... desde os últimos dois segundos pelo menos. Que festa? Que equipe? Por que não me acordou? Ela limitou-se a encostar o dedo indicador na minha boca pra não falar mais. O sujeitinho, autor da chupada, desceu minutos depois, todo contente, como se não tivesse bebido nada na noite anterior e rindo com seus amigos, todos com uniforme da BMW. Os esclarecimentos viriam mais tarde. De cara virada um para o outro, eu porque tinha direito, ela porque estava quase vomitando, seguimos com o ônibus da comitiva jornalista para o Forum, que eles insistem em escrever "FORVM". Davos é o tipo de cidade que eu detestaria morar. Vivo em Belfast e lá as coisas também são geladas, mas não tanto quando a Suíça. Aqui é muito mais aconchegante, claro. O negócio é que durante o falatório - quem falava agora era, se não me engano, algum cretino senador de algum país idiota - o celular de Kari disparou a vibrar. Era nosso editor. A ruiva havia dito que o casal Gascoin estava hospedado no mesmo hotel que nós e o sujeito se animou com isso. __Acabei de falar com a assessora de imprensa da Gas-Competition. Quero que vocês dois entrevistem o casal pra um especial de Esportes. Diga ao Quinn para realizar as entrevistas e você cobre as fotos. Quero que ele... Neste momento a moça jogou o telefone no meu colo. __...E que não se meta a besta de recusar, seu emprego está por um fio! Diga-lhe para abordar os temas relacionados ao esporte, desenvolvimento da equipe e um pouco sobre a vida privada do casal, que isso dá ibope, e que não me venha com difamações - disse o meu editor. __Libelo, chefe... Difamação é na TV, na imprensa é libelo... - o cara apenas desligou. E foi então que as coisas começaram a dar errado. Quando conversamos com a assessora de imprensa da equipe, uma loura linda, ela nos disse que obviamente não teríamos tempo de fazer tudo durante o Forum, então, ela deu a idéia e de seguirmos a Gas-Competition durante um tempo para poder extrair os melhores lados de Henri Gascoin e sua estonteante esposa. Daquele março na Suíça passou-se algum tempo, e as entrevistas foram guiadas por sessões que, confesso, achei interessantes depois de um certo ponto, e entrecortadas por outro trabalho que me surgiu de repente. Foi através desse segundo trabalho que percebi um pouco de como as coisas funcionam no mundo dos realmente poderosos. De como muito do que se sabe, do que se lê e ouve, está mais do que mastigado e da quantidade quase incontável de mentiras que permeiam a política e as relações internacionais. Depois disso, acho que tenho de ser tão cuidadoso quando Maestlin, e foi a primeira vez que vi um fantasma. PRIMEIRO ENCONTRO Graças aos céus, ao contrário de seu amigo Vox, que depois fui saber, pessoal, Henri Gascoin não é avesso a entrevistas, e mostrou-se muito receptivo. Já recuperada, mesmo porque haviam se passado alguns dias do telefonema do editor, Kari estava toda sorrisos e decotes quando do primeiro encontro com o sujeito. Ficha técnica: Henri Gascoin, trinta e quatro anos, nascido em Louversines, arredores de Paris, como ele mesmo diz, dono de uma grande equipe de esportes. Que diabo é isso, afinal? Gascoin - A Gas-Competition surgiu em 2001. Foi quase como um soco no peito da BMW (rindo). Eu resolvi entrar para um rally. Trata-se de uma competição permeada de regras duras, com estatutos a serem cumpridos, e número mínimo de participantes; esquemas de segurança que dever ser tratados com os países que acolhem a competição; uma grande equipe médica disponível e um setor jurídico especialista em direito internacional. Quinn - O senhor disse (ele interrompe me pedindo para não chamá-lo de senhor, sujeito bacana) que foi como um soco no peito da BMW, por que? Gascoin - Porque fui até eles diretamente e disse que gostaria de saber se eles estavam dispostos a patrocinar minha equipe. Mathias Ekstrom, conselheiro deles, riu abertamente e disse que não tinha motivos para que sua empresa desse dinheiro a um desconhecido. Polidamente ainda agradeceu a tentativa e disse que sentia-se orgulhoso por eu ter escolhido um BMW. Em minha primeira temporada da WRC fui classificado em segunda posição, atrás de Sebastian Loeb, com um BMW 328 Motorsport, preto. Quinn - E dizem que o carro tinha míseras modificações para um rally e que você investiu dinheiro próprio, isso é verdade? (nessa hora eu estava incrédulo). Gascoin - (rindo) É verdade! Eu tinha tanta confiança naquele carro e em minhas mãos que vi um investimento! Só não imaginei que seria de curto prazo! No dia seguinte à publicação oficial da classificação pela diretoria do rally, o próprio Ekstrom foi à nossa tenda (rindo) que era pouco mais que uma cabana de lona branca ao lado da Peugeot dizendo que a BMW estava interessada nas modificações que havia feito no carro: suspensão Ingvar nas quatro rodas, uma turbina no motor e um monte de pneus diversos, além, claro, das modificações de segurança. Quinn - E Mathias Ekstrom se convenceu? Pergunto porque estamos falando de um grande campeão das corridas de turismo, inclusive da DTM (Deutchland Trade Marks). Gascoin - Claro que não. Pra eles existia os fatores sorte e competência. Não iriam entregar um montante de dinheiro a um cara que sabe pilotar e teve a graça dos demais quebrarem seus carros. Eu era o azarão! Um bom piloto é avaliado, contratado e posto a receber ordens de sua equipe. Quinn - No entanto, com você foi diferente. O que os levou a patrocinar realmente a equipe? Gascoin - Uma cartada. Me propuseram fazer parte da equipe da BMW-OffRoad como primeiro piloto no próximo rally Dacar. Disse-lhes que se quisessem, eu daria duas horas de vantagem sobre o piloto deles, e que correria com um X-5, e venceria o rally. Quinn - (abro os braços em desalento) O que para eles seria ótimo: continuariam ganhando publicidade em cima de seu carro. Gascoin - E eu ganharia notoriedade em cima de sua equipe: Ekstrom como piloto e Gerard Berger como navegador. Os balaustres deixam claro o que aconteceu (abre um grande sorriso). O que aconteceu foi que depois de quinze dias correndo pelo deserto do Saara o carro oficial da BMW quebrou com Ekstrom e Berger ao volante. Gascoin que corria sozinho e navegando com um GPS de gaveta deu carona aos dois pilotos sendo aclamado como "quarto mosqueteiro" numa demonstração ímpar de FairPlay, e a empresa decidiu patrociná-lo por uma temporada da WRC (World Rally Championchip). Quinn - E vocês não venceram o rally. De qualquer modo a Gas-Competition foi fundada no ano seguinte já com patrocínio BMW, abrangendo as categorias de rally, turismo, GP1 e GP2. Foi isso que garantiu o sucesso da empresa? Gascoin - Foi a própria equipe a se garantir. Estou com os mesmo mecânicos da primeira temporada de WRC, os mesmos engenheiros automobilísticos e pessoal de apoio. Jamais tive com eles a relação de patronato que permeia as grandes equipes e isso deu certo. Sempre quis mostrar ao meu pessoal que eram as nossas vitórias, e não minhas...(neste momento o homem faz uma pausa constrangedora que eu não ia deixar passar). Quinn - Com isso inclui a co-piloto Miranda Byron?(outra ruiva de olhos verdes, deliciosa) Gascoin ri baixo duas vezes e olha para o lado. Gascoin - Infelizmente a imprensa supervalorizou minha relação com a senhorita Byron (foram fotografados aos beijos saindo de um restaurante no Chipre onde o rally acontecia) Quinn - Ela é membro do quadro atual da empresa? Gascoin - Quinn nós não estamos aqui pra falar de minha vida pessoal... Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Qui, 14 de Maio de 2009 15:41 |


