Não há timidez. Aos poucos vai despindo-se. Sua nudez já é tão comum, contudo me completa.
Beijo-a. O ar que respira é o meu. O ar que respiro é o seu: somos literalmente dependente um do outro.
Nossos corpos colados. Seus braços em volta do meu pescoço; meus braços em torno de sua cintura procuram trazê-la mais, e mais para junto de mim.
Num movimento sincronizado rolamos na cama. Fica o meu amor embaixo e eu em cima.
Penetro em seu corpo. Sem gemidos vai vagarosamente levando o meu sexo para o lado que lhe dá mais prazer.
A parte que cabe a mim é controlar a profundidade.
É um jogo de paciência, com a certeza que ambos sairemos ganhando no final.
Somos previsíveis, pragmáticos.
A nós é imposto esse pragmatismo que chamamos de amor, alimentado com beijos e carícias facial.
O perfume dos seus longos cabelos encachiados, se torna mais presente, uma vez que a sua cabeça agora, repousa em meu peito.
Entre os poucos pelos, encontra um branco, e passa a enrolá-lo no dedo indicador direito.
Minha reação foi pedi-la que o arrancasse.
No entanto, para ela, aquele pelo branco me fazia ainda mais digno de ser o seu amado.
A satisfação mútua nos faz ignorar permuta.
