Eu tava muito triste,
então fui beber, essa é uma boa desculpa, contudo, não preciso de desculpas
para beber. Bebo todos os dias, e muito. Esteja eu triste, alegre, doente ou
sadio, dia de trabalho ou não. Compreenderam?
Por conta disso, o dono do lugar que eu trabalho tá puto comigo, ele é
que se foda, o filho da puta queria que eu fosse atender um cliente em plena
sexta-feira à tarde, vai tomar no cú porra! Pensei em dizer, acabei não
dizendo, foi inteligente da minha parte não ter dito, apesar do estado que eu
me encontrava na hora que ele ligou. Porra, o cara me ligou quatro da tarde de
sexta-feira, eu já tava embriagado, mesmo assim, contei até dez e não o mandei
tomar no cú. Se faço isso quem ia tomar no cú era eu, não posso perder outro
emprego, agora não. Caralho, como estou triste. A minha vida é triste. A minha
vida é um grande monte de merda fedorenta. Para piorar Serena me deixou, que se
foda ela também, não quer ficar comigo, então, foda-se, também não quero mais.
Isso até eu ficar completamente doido, e ir a casa dela e implorar que ela fale
comigo. Não seria a primeira vez. Há três meses aquela filha de uma puta me deu
um chute na bunda, como hoje, eu enchi a cara de birita, fui até a casa dela,
ela não quis falar comigo, muita audácia daquela puta alcoólatra não querer me
atender, derrubei a porta da frente de sua casa com três chutes, entrei lá, bati
no viadinho que tava com ela, nela não bati, não consigo. O sujeitinho é um
professor de História metido a conquistador, bichona enrustida isso sim ele é.
Mas, tava comendo a Serena o infame. Ah, Serena, você é mesmo uma vadia, qualquer
um ti come, até uma maricona daquelas. Descobri, conversando com amigos, que o
cara era da alta, da nata mesmo, o pai do cara é um político poderoso e ele, o professor,
um dos mais procurados para palestrar em todo o Brasil. E foi se meter logo com
a Serena, se fudeu otário. Perdeu playboy! Soube da boca da própria infeliz,
que ele, o viadinho, foi apresentá-la para os pais num jantar. Ela tomou todas,
ficou muito louca, e acabou dando em cima do pai do cara na frente de todo
mundo, acabou sendo expulsa da festa pela mãe do professor, que desceu do salto
e botou ela para correr a ponta pés. Ela me contou isso quando foi me procurar
com o rabinho entre as pernas, rabinho não, rabão, e que belo rabo ela tem. O
otário aqui aceitou-a de volta sem nem pestanejar. Porra, eu até que tentei,
mas ela estava com um micro vestido branco, muito apertado, que mostrava a silhueta
de sua tanguinha enterrada na naquela deliciosa bunda. Não resisti, a carne é
fraca, eu sou mais ainda. E hoje, de novo, a sacana me chuta. Vadia filha de
uma puta! Hoje não vou recair. Não a procuro nunca mais. Eram 21h00min, eu já
estava daquele jeito, e tava pensando em ir até o bar da Cilene, lá é tão
fudido quanto o Pumas, o boteco que eu estava, só que não tem bandido, no Pumas
é foda, está sempre cheio de pilantra e ladrão, tudo armado, doido pra começar
uma confusão, boteco escroto aquele, curva de rio sujo, tudo o que não presta
encalha por lá. Na Cilene tem um pessoal mais paz e amor, é bar de maconheiro
filhinho de papai e de intelectuais cheiradores de pó, entretanto, bandido
armado não tem. Às vezes uns colarinhos
brancos pintam por lá, mas não é sempre. Quando cheguei na Cilene avistei a Shirley,
ela veio falar comigo toda alegrinha. A Shirley é muito gostosa, ela também tem
um belo rabo. Eu já a comi duas vezes, ela parece ter gostado, toda vez que me
vê sem a Serena ela fica toda faceira pro meu lado. Ela tem a buceta
apertadinha, muito boa de comer. As
mulheres sempre falam do tamanho dos paus dos homens, se é grande, pequeno ou
médio, mas, as mulheres têm diferenças muito interessantes também, algumas são
apertadinhas, outras nem tanto e algumas são folgadas, e, me parece, não ter
nada a ver com a quantidade de vezes que a mulher trepou, e sim, com anatomia,
acho que a diferença é anatômica, qualquer dia eu pesquiso sobre o assunto,
ainda vou escrever um ensaio falando só de buceta, assunto que me agrada. Hoje eu como ela de novo, Serena vai se fuder
comigo. Tentei conversar algo produtivo com Shirley, não consegui, ela é burra
como uma porta, apesar de ter estudado, segundo ela disse, artes e atuação. Ela
é atriz, achava que ela só atuava devido sua nítida beleza, do jeito que tem
diretor de TV tarado por aí, mas não é só por isso que ela atua. Apesar do seu
vazio intelectual ela é uma boa atriz, já a vi em ação, numa peça de teatro,
ela é muito convincente. Ela tava no Rio, voltou a uma semana, gravou uma série
de TV que vai estrear no próximo mês. Vai ficar famosa a gostosa, e eu, vou
poder tirar onda dizendo que já comi, claro que ninguém vai acreditar, isto já
aconteceu uma vez, porém, era uma cantora. Comi, no entanto, ninguém me levou a
sério. A verdade é que ninguém me leva a sério, eu mesmo não me levo. Agora, cá
para nós, que eu comi, eu comi. Ela, Shirley, estava acompanhada de uma turma
de universitários, juntei-me a eles e fomos fumar um baseado, num local atrás
do bar, que era o “maconhodromo”. Ali a policia não perturbaria a gente, nunca
entendi a polícia cismar com maconheiro, principalmente os maconheiros
universitários, pessoas de boas famílias e educados que serão doutores,
políticos, ou seja, o futuro do Brasil. Ou será que eles acham que muitos dos
que estão no poder nunca usaram drogas, possivelmente, alguns ainda usem, se eles
pensam assim, que maconheiro é bandido, eles demonstram pouca inteligência.
Acho que polícia tem que ir atrás de bandido, e não perderem seu precioso tempo
com maconheiros. Eu já tava muito doido de birita, e depois de fumar, fiquei
muito mais louco, peguei Shirley e fomos para o quarto que eu morava, chegando
lá, não aconteceu nada. Brochei. Culpa de quem? Você pode pensar que foi do
álcool, não foi. A culpa é dela, da Serena. Se estivesse tudo bem entre a gente
eu comeria a Shirley numa boa, sem nenhum problema, como das outras duas vezes,
todavia, quando brigo com Serena, fico assim, só penso nela. Sou mesmo um
otário. Fui ao banheiro vomitei algumas vezes, dispensei Shirley e fui atrás de
Serena. Cheguei lá, chamei por ela, ela não me atendeu, dei três chutes na porta
novinha, que eu mesmo comprei, e entrei. Serena estava sereníssima de tão
bêbada, estava deitada no sofá da sala, estava só, gostei disso, fiquei mais
aliviado. Ela olhou pra mim com seus olhos tristes e disse.
_Tá fazendo o que aqui,
porra!
Falou sem gritar e com
a voz distorcida pelo álcool.
_Vim lhe ver caralho!
_Eu não quero falar com
você, saia já daqui seu merda.
Falou isso e jogou o
copo que segurava em minha direção, consegui desviar, chamei-a de puta insana miserável,
depois chorei, profusamente, e aos soluços, como uma pobre criança
desprotegida. Retirei-me de sua casa e fui embora. Eu ainda voltaria a
procurá-la, muitas outras vezes.


Comentários
UM TALENTO SEM IGUAL, PARABÉNS AMIGO FAVORITEI...
PauloJose 21-03-2012 22:03 #6
ABRAÇOS AMIGO.
PauloJose 05-02-2012 16:21 #5
PauloJose 04-02-2012 22:31 #4
abraço anarquista
ANARQUISTAPORDEUS 02-02-2012 10:39 #3
Abraços.
tania_martins 01-02-2012 13:02 #2
Arnoldo 31-01-2012 18:07 #1
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