cai a chuva mo-nó-to-na-ma-ci-len-ta
a chuva é a verdade lenta
do que nunca
(que o mundo é uma espelunca)
me veio à tona...
minha alma é úmida
como um pântano banhado por banhados
minha alma é a pele de um sapo
berrando
para que não a resseque
a seca do que se vida
(a solidão
é a minha preferida)
na ressaca do desfortúnio e assortilégio
de um trágico
que singrou o seu mau-fado
a alma já seca
se rasteja pelo claro
e não suporta do que seja
ao ver-se nua
o seu nada
é um enfeite pendurado
pelo mundo do que se rua
estar seguro
é tocar o que dor
sem a segurança da luva
e felicidade
não é só o sempre sol
mas o som do tudo que se passa...
mas a nota constante de ameaça
da probabilidade da chuva...

