Admirando belas obras!
- 123 dias
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Artigos
| Data | Titulo | Exibidos | Votos |
|---|---|---|---|
| 09/07/2009 13:13:07 | Mente Paranóica | 607 | |
| 08/07/2009 15:29:54 | Sedução | 515 | |
| 07/07/2009 15:17:54 | Reflexão | 309 | |
| 07/07/2009 15:16:30 | ilusão | 233 | |
| 05/06/2009 11:43:10 | Homenagem as Vítimas do Vôo A330 Air France | 410 | |
| 09/04/2008 12:22:21 | A terra pede Socorro!!! | 8504 | |
| 06/04/2008 09:55:49 | Acorde para a Vida | 5251 | |
| 06/04/2008 09:54:09 | Tristeza do mundo | 1796 | |
| 06/04/2008 09:52:07 | Sentimentos do Coração | 2228 | |
| 06/04/2008 09:50:11 | Meu Anjo | 3694 | |
| 06/04/2008 09:39:07 | Amor ou Paixão | 2370 | |
| 06/04/2008 09:36:37 | Lembro- me | 4250 | |
| 06/04/2008 09:34:48 | Você | 3022 | |
| 06/04/2008 09:32:31 | Uma só Alma | 1781 | |
| 06/04/2008 09:30:43 | Momentos | 1418 | |
| 06/04/2008 09:27:36 | Jogo do Amor | 1414 | |
| 06/04/2008 09:25:37 | Duas Histórias | 2262 | |
| 06/04/2008 09:23:12 | Amor Eterno | 2159 |
Dados
| CainaraBiondo | |
| CainaraBiondo | |
| 22 Junho | |
| Escritor | |
| feminino | |
| http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=7208961379911491484 | |
| cainara@globo.com | |
| RJ | |
| Rio de Janeiro | |
| Brazil | |
Biografia
| Me acho uma pessoa como qualquer outra, com defeitos e qualidades, e cheia de sonhos! Sou casada e tenho uma família linda, e agora mais que nunca com a chegada do meu anjinho Caio Enzo! Mais que nunca vou lutar pelos meus sonhos, pois quem acredita, alcaça a vitória. Fora isso! Desejo compartilhar com outras pessoas amantes da poesia e do amor, algumas de minhas obras,e espero que possa transmitir carinho,amor e coragem para todos que acreditam que juntos possamos plantar um pouco mais de amor e luz, neste mundo tão Obscuro ! Espero conseguir contatos profissionais, para publicar minhas obras. Este é meu ojetivo, ser reconhecida, e poder ter meu livro em minhas mãos, (livro único, ou com có-autores, tipo uma coletãnia). Ou contatos de trabalhos... Aqui esta meu orkut, para os amigos que queiram conhecer um pouquinho mais sobre minha vida!!! e minha família! è só procurar por "Cainara Biondo".... |
Comunicados
Oi pessoal.
Aquilo eu havia buscado por toda minha vida. O que mais invejei nas pessoas que por anos andei observando do alto daquele castelo: Liberdade. Não conquistaria se não tivesse feito sacrifícios. Definitivamente não. Com uma família tradicional, e restrições vindo de todos os cantos, eu permaneci inteira. Tinha que permanecer. Devia isso a mim mesma. Não escolhemos como iremos nascer, mas podemos escolher como iremos viver. Estar aqui foi uma opção. Morrer foi outra. Eu durante anos escolhi a segunda, sem saber se tomava a decisão certa. Mas foi ela que me salvou. A tão desejada Liberdade. Como sou diferente deles. E repeti isso pra mim mesmo durante muito tempo. Passei duas décadas tendo que me sujeitar a regras e costumes dos quais eu não tinha mais forças de lutar contra. Não tinha opinião entre eles, sempre era excluída das decisões mais importantes, me fazendo muitas vezes se sentir um “nada” mesmo obtendo um sangue real, não me tratavam com o devido respeito que eu via como necessário. Meu desgosto foi aumentando de tal forma, que chegou um dia que tomei uma arriscada decisão, que poderia valer a minha “vida” se é que posso dizer que tenho uma. Abandonar, fugir, desaparecer em meio a pessoas normais, com uma vida normal, pessoas com liberdade de viver sua vida da forma que escolher sem medo. Resolvido minha decisão, comecei a cuidar dos preparativos. Terá um baile de noivado do meu irmão. Data perfeita. Estarão tão ocupados que não notarão minha saída em meio à festa e minha ausência definitiva. E confirmei com um último sacrifício. Sai de lá sem olhar para trás. Sem Destino a procura por uma cidade que me desse meio de sobrevivência sem ter que me expor. Assim dei inicio a um grande ciclo de mudanças. Passei duas décadas rondando pelo mundo, habitei em vários lugares, conheci muitas pessoas e convivi com algumas que me ensinaram um pouco sobre valores; “Das coisas e da vida.” Pessoas que por mais que notassem algo de estranho comigo não tentaram interferir na minha vida. As que tentaram não tiveram bons resultado. Em meio tantas mudanças. Hoje estou aqui. Arraial é uma cidadezinha do Rio de Janeiro. Que se localiza na Região dos lagos, mais retirada do centro urbano. E é a cidade perfeita para o início de uma nova vida. Com belas praias semi desertas pela dificuldade de localização, se torna difícil o acesso, Pois Arraial é cercada por mata fechada tendo apenas uma trilha que leva até o mar aberto. È uma cidade linda. Um verdadeiro paraíso. Perto da Costa se concentra poucos moradores. A grande maioria se concentra no centro de Arraial. Achei um ótimo lugar para poder refletir e ter um pouco de paz. E todas as noites eu confirmo isso. Apesar de saber e sentir que não sou a única da minha raça que descobriu este paraíso nesta cidade grande. As caçadas sobre o luar em noites de perigo denunciavam a sangria que havia no obscuro. Mortais em busca de aventura embrenhados na mata. Presa fácil Para feras obcecadas por sangue. Não sei quantos de mim se mudaram pra cá desde a minha fuga, mas sei não foram poucos os desaparecimentos e sangue derramado. Eu não pretendia morar em um lugar onde não houvesse ninguém da minha espécie. Só queria me afastar daqueles que tinham o meu sangue. E que agora, queriam ele. O clã Kainow era a terceira família mais influente e tradicional da nossa espécie. O Trio-de-Sangue - os três clãs dominantes. Nunca me senti honrada com isso. Na verdade, eu odiei esse fato assim que tive idade suficiente pra descobrir a importância do que era fazer parte de uma família do Trio. Seria um ponto a menos pra minha liberdade. E continua sendo um ponto a menos pra mim. Quebrar a tradição, e fugir de minha linhagem, não era a coisa mais sensata e inteligente que uma sangue-real deveria fazer. Mas era eu, ou eles. E foram eles a minha vida toda. Agora, sou uma foragida da minha própria família. Lara Sams, a filha que quebrou a tradição e que colocou em risco a honra do Clã Kainow. Mas parada ali, sozinha em minha cama eu me sentia feliz. Mesmo que não fosse tudo que eu queria ser. Mesmo renegando minha própria raça, ou até mesmo fingindo ser criaturas mortais semelhantes a mim, que se aproximam um dos outros sem tentar se devorar. Não interessava. Eu estava feliz. O interfone foi acionado. Do outro lado pude ouvir a voz de Gabriele desesperada por uma noite de festa comigo. ─ Alô? Lara? – disse a voz dela, rouca pelo aparelho – olha se não estiver aí... Bom, eu estive pensando... Se não for fazer nada hoje à noite... ─Vou fazer. – disse rápido antes que ela continuasse. ─Ah. Você está ai então. Mas tudo bem você está ocupada... − eu sabia que ela não desistiria. ─Onde você está? − perguntei, mas já sabia a resposta. Gabriele tinha uma péssima mania de não saber mentir. Mentir era uma dádiva. Algo que nasceu sabendo. −Não quer entrar? ─Não. Eu estou... ─Entre logo. Desliguei o interfone e fiquei a sua espera. Poucos segundos a campainha tocou. Uma mulher de cabelos loiros até o ombro, e um rosto juvenil e alegre com batom negro nos lábios, apareceu com um sorriso de ponta a ponta. Conheci Gabriele no hospital de Arraial, assim que consegui o emprego. Demorou um pouco pra descobrir que tínhamos algo em comum. Na verdade, não sabia ao certo o que era Gabrielle. Sentia que ela era diferente. Talvez tão curiosa quanto eu. Mas não conseguia a ver como uma sugadora de sangue. Havia algo nela que bloqueava qualquer tentativa minha em descobrir sua verdadeira identidade. Acabamos com o tempo nos aproximando aos poucos quem sabe movidas por um tipo de curiosidade em comum. Nós sabemos reconhecer nossa espécie quando encontramos um. Mas nem de longe você acreditaria que Gabriele fosse uma de nós. Não foram tempos fácies. Depois que fugi para o Brasil, minha sede aumentava a cada dia. Consegui meu apartamento com o pouco dinheiro que consegui juntar antes de fugir, mas logo não duraria muito. O preço da liberdade custava caro. Depois de dois meses que estava trabalhando com Gabrielle no hospital, já tinha ela como uma amiga. Não sei o que ela pensava sobre mim. Por mais que não soubesse de seus segredos, sua origem, não me sentia ameaçada por ela. Como era desconfiada, preferi permitir nossa aproximação. Mantendo um pé atrás e os olhos bem abertos. Em uma sexta-feira. Perto da hora de irmos para casa começou a cair o maior temporal. Raios e trovões eram ouvidos a distância. Para mim isso era uma grande adrenalina adorava tomar banho na chuva, mas algo naquela tempestade parecia estranho. Ao se aproximar da porta de saída do hospital, Gabrielle apressa seus passos dando a entender que queria sair primeiro que eu. Diminui meus passos para que eu não tropeçasse nela, pois estávamos andando no mesmo ritmo. Assim que ela passa pela porta, saio em seguida já olhando para o céu. Era apenas seis horas da noite, e cheguei à conclusão que aquela enorme nuvem preta com raios não poderia ser normal. Percebo Gabrielle elevar os braços em direção ao céu tomado pela escuridão, e resmungar umas palavras que eu não consegui entender ninharia. Então percebo a partir daí, que havia chegado o dia do esclarecimento e revelações de alguns de nossos segredos. - Gabrielle. O que você esta fazendo? Você é a responsável por esta tempestade? Quem ou o que você é? - Não estava com medo, pois o medo é um sentimento que não faz muito parte da minha vida. Se é que posso falar assim. Mas não consegui descobrir quem era a Gabrielle, através dos meus dons. Isso me despertou grande curiosidade. Assim como ela percebia que eu não gostava de falar da minha vida. Percebia o mesmo dela. Por isso uma respeitava a outra e ninguém tocava neste assunto. Mas essa sexta-feira guardava grandes surpresas. - Você não sabe que dia é hoje Lara? Se virando para mim com uma sorriso meigo. - sexta-feira. Olhando-a com cara de quem não esta entendendo nada, deixando um pequeno sorriso. - hoje é dia 31 de Outubro. Esta data não te lembra nada? Terminando com uma risada de grande alegria. -hummm. Não sou muito boa em marcar datas. – Nisso passou uma turma de crianças todas fantasiadas. - Então me lembrei. - Dia das bruxas? - Sim Lara, Hoje é um dia muito especial para mim. E espero que passe a ser para você também. - Ela estava dando círculos na chuva forte com seus braços elevados, feliz. Nunca há tinha visto assim antes. Começava a suspeitar de sua alegria repentina no dia das bruxas, estava óbvio que havia uma ligação. Mas queria que a confirmação partisse dela. - Gabrielle a chuva esta uma encanto mesmo. Mas quero ir pra casa. Você quer ir até lá para nós conversar? - Isso Lara. – A chuva esta um encanto. Expressando-se em altivo tom. - Vamos sim. Mas não posso demorar. Tenho uma grande festa para ir, e você ira comigo. – Ela mal podia imaginar a vontade que eu estava de ficar em casa. Não gosto muito de festas. Já tive muitos aborrecimentos com elas. - Ta bom. Depois resolvemos isso. – Enquanto caminhávamos pela chuva me veio algumas lembranças de quando eu me banhava na chuva. Quando desafiava as forças da natureza, em busca de um pouco de diversão. - Hein. Um doce por seu pensamento. Disse-me sorrindo. - Nada demais. - Andando nesta chuva me lembrei da época quando me divertia banhando-me sobre a lua. - Você me fez lembrar uma fase da minha vida. Que eu não lembrava mais. - Estamos chegando. Não vejo a hora de tirar essa roupa molhada. Tirando a jaqueta enquanto subíamos as escadas da minha casa. - Lara não vai demorar. Ok. – E eu ainda tenho que me arrumar. Não quero que você perca nada da festa. Dando-me um leve tapinha nas costas. Fiquei me perguntando o que teria de tão especial naquela festa que não podia perder.- por que em vez de Gabrielle falar logo, insistia em criar tanto segredo, tanto mistério. - Vamos Lara.- Existia em me apressar. Após tomar um banho. Coloquei minha calça jeans e minha blusa preta de renda transparente minha uma das minhas preferidas. Me conduzi a sala onde estava Gabrielle. Na sala estava tocando no momento em que cheguei uma música que eu adorava. (Mark_Dacascos_as_Eric_Draven). Cheguei a me arrepiar ao som da música. Gabrielle se encontrava sentada no sofá lendo um dos meus livros que deixava sobre a estante na sala. Ao me ver sentar ao seu lado, fecha o livro devolvendo sobre a mesa de centro. Estava terminando de secar meus cabelos, pretos e compridos. - Então Gabrielle. Podemos conversar agora? Ela se vira para mim olhando em meus olhos. – Ficou muda, apenas me olhando, como se quisesse falar algo, mas estava com receio. Era uma mistura de medo e ansiedade. Acredito que o “medo” seria de eu não gostar de sua revelação, e com isso se afastar dela. A ansiedade acho que seria para que fortalecêssemos nossa amizade sem segredo. Espero que seja isso. - sobre o que você quer conversar Lara? Fugindo de meu olhar abaixando sua cabeça. – Podemos conversar amanhã com mais calma. – Hoje tem a festa, e vamos acabar nos atrasando. - Mas preciso saber o que foi aquilo que aconteceu hoje. Não conseguia conter minha ansiedade. – Sei que você tem segredos, assim como eu. – Mas acho que chegou à hora desses segredos serem revelados. - Lara. Calma... Nunca escondi nada de você. Simplesmente tive que omitir algumas coisas com receio de sua reação quando obtiver o conhecimento de minhas revelações. – seus olhos brilharam. Senti no seu tom de voz que estava sendo verdadeira. Nunca havia duvidado disso. - Mas... Vamos então. Nesta festa você irá encontrar muitas respostas para suas perguntas. – Resolvi me calar e ver com meus próprios olhos o que tinha de tão grandioso, nesta tal festa. - Vamos então. Peguei me casaco preto longo saindo apressada. - vamos no meu carro depois trago você Lara. Se expressando com um tímido sorriso. - ok. Qualquer coisa voltarei de taxi. Com um pequeno sorriso, e entrando no carro. Gabrielle era toda desajeitada, adorava desafiar o perigo, coisa que tínhamos em comum. Eu não me importava muito em morrer. Por que já estava morta. Mas Gabrielle. Não entendia sua loucura pelo perigo. Chegamos em sua casa em 15 minutos, ela chegou a andar em 150 por hora, praticamente fomos voando. Ao entrar na sua rua, já pude avistar a quantidade de carros parados próximo a sua casa. Deu para ter uma idéia da e imponência da festa. - Nossa. Quantas pessoas. - Estava tensa. - Lara. Fique tranqüila. Você vai se divertir. Não vou te deixar sozinha. - Sua voz estava mais segura. Assim que entramos na garagem, Gabrielle sai do carro ficando parada em frente a porta olhando para mim. - Lara não se sinta incomodada se perceber as pessoas olhando pra você. – Como você é nova em nossas festas sua presença despertará atenção e curiosidade em saber que você é. - Mas não se preocupe. Meus pais já sabem de você. - Hummm. Não gosto que as pessoas ficam me olhando Gabrielle. Se me sentir mal, irei embora. Mas não quero que você fique chateada, ta bom. - tudo bem, Lara. Mas acredite Você não vai querer ir embora. – sorrindo e me puxando pela mão entramos em sua casa. - Vamos. Sorria Lara. Acredite em mim. – quanto mais ela tentava me acalmar mas mistério ela acrescentada em seu olhar. Mas estava ansiosa em saber o que ela tanto escondia. Quando ela abre a porta e entra. Permaneço do lado de fora. - Vamos Lara. Entre. Puxando novamente minha mão. Ao entrar. Percebo que todos da festa olham em nossa direção. Então me lembro do que Gabrielle havia me dito. “Que todos olhariam com curiosidade com minha presença” – Mas por quê? - Vamos. Vou te apresentar aos meus pais. – Fui andando atrás dela, olhando mais para o chão do que para as pessoas. O pouco que olhava para os lados, podia perceber que enquanto me olhavam cochichavam com ar de espanto. Continuei andando atrás dela. - Gabrielle. Você demorou. Estávamos a sua espera. A mãe de Gabrielle parecia me olhar sem espanto. – O que me deixou um pouco mais a vontade. - Então esta é a Lara? - Se aproximando de mim estendendo a mão para me cumprimentar. - Seja bem vinda em minha casa Lara. Chamo-me Anne. - Sua voz suave, transmitia uma grande calma. - E este é meu marido Morfheu. Seu pai tinha uma aparência séria e demonstrava receio. - Prazer. Aproveite a festa e sinta-se em casa. Seu cumprimento foram apenas estas palavras. Pedindo licença se retirou. - não ligue Lara. Meu pai é assim mesmo, metido a sério. Mas é uma boa pessoa. - Espere aqui um minuto, já volto só vou me trocar rápido. - Ta bom. - Te faço companhia, assim podemos nos conhecer um pouco mais. Gabrielle me fala muito de você. Lhe respondo com um sorriso meio que sem graça. - percebo que seu pai vai em direção a um palco que estava concentrado em meio ao salão de sua casa. Levantado aos mão para o alto pedindo a atenção de todos da festa. Em segundos não se ouve nem um cochicho. Todos ficam olhando em direção onde Morfheu estava, demonstrando grande respeito. Aguardando o que tinha para falar. - peço a atenção de todos por um minuto. Primeiramente Gostaria de agradecer a presença de todos, e dizer que hoje é um dia muito especial, um dia de grandes surpresas e revelações para muitos. Faltam vinte minutos para meia-noite. Isso significa que esta próximo o início da nossa tão esperada cerimônia. Enquanto isso continuem se divertindo. – Ele direciona seu olha para o DJ, e pede que volte a soltar a música. Fazendo-lhe um sinal. A música que estava tocando era linda apesar de fazer com que os pêlos do meu corpo arrepiassem, mas eu gostava muito dela, eles pareciam apreciar boa música. (Hera-Ameno). – Uma senhora de cabelos longos e grisalhos alta e magra, com olhos negros se aproxima de Anne a mãe de Gabrielle a chamando por um instante. Ela com a cabeça me pede licença se retirando em companhia daquela senhora. Ao sentir um toque em meu ombro olho para o lado e vejo Gabrielle. - E ai. Ta gostando da festa? – Quer beber alguma coisa pra relaxar. - Se arrumou rápido. Ainda bem não agüento mais essas pessoas me olhando. - Mas eu te avisei disso. Sorrindo e balançando a cabeça. - Você esta linda Gabrielle. - Gabrielle estava realmente linda. – Estava com um vestido que parecia meio de época avermelhado mas todo bordado a mão com um belo decote. Seus cabelos loiros soltos caindo sobre seu ombro. Nunca havia reparado em sua beleza. - Vamos beber alguma coisa. Chamando o garçom que se aproximava.Ela pegou uma taça pra ela que continha uma bebida de cor avermelhada,por um instante pensei que poderia ser o que eu bebia, mas não tinha chance alguma de Gabrielle estar bebendo sangue. – Deveria ser ponche, ou algum tipo de coquetel. - Vamos Lara. Pegue. Não sabia o que fazer, pois ainda não havia me acostumado muito com bebidas e comidas. Seguia uma dieta rigorosa.E Lara desconfiava uqe meu licor preferido era sangue. Pois já havia me visto pegar sangue do hospital. - Hummm... Não estou com muita vontade de beber. Obrigada. Quando o garçom estava se retirando Gabrielle o chama cochichando em seu ouvido. -pedi para ele buscar algo para você beber. - Mas Gabrielle... Me interrompendo. - Lara. Espere. - Venha quero te apresentar uma pessoa. Fomos andando em meio as pessoas, todas muito bem vestidas, já estava começando a achar que não estava com a roupa apropriada para a festa, mas Gabrielle não havia me falado nada a respeito da roupa de deveria usar. Ela foi se aproximando de um grupo de pessoas onde estava dois homens e duas mulheres. Um dos Homens tinha cabelos compridos até o ombro e olhos bem claros, Devia ter 1,80 seus olhos era uma mistura de castanho mel esverdeados. O outro tinha cabelos curto mais meio despenteado, quase da mesma altura. Seus olhos eram pretos. As duas moças que estavam com eles, uma tinha cabelos Ruivos e cacheados os cachos alcançavam seu pescoço, era alta com um corpo modelável como se fosse uma modelo. A outra já era baixa e meio gordinha com cabelos curtos e na cor castanho claro. Senti uma sensação estranha ao me aproximar deles. Uma força estranha e meio familiar. - Lara esses é. Billy e Marlon, Verônica e Estela. – Esta é Lara. - Cumprimentei balançando de leve minha cabeça. Olhando em seus olhos um a um. – Neste momento tive a confirmação que eles eram Vampiro. – Mas como. E o que eles estavam fazendo aqui. Não podia ser mera coincidência. Olhei com ar de admiração para Gabrielle. Percebendo que ela olhava pra mim sorrindo como se reservasse essa surpresa. Não Podia entender. O que era Gabrielle, Como nunca senti nada dela, será que ela era uma vampira com poderes que eu desconhecia. Permaneceu a troca de olhares e reconhecimento por alguns segundos. Totalmente tomados pelo silêncio. Dou um passo pra trás puxando Gabrielle. - Mas o que é isso? Quem são eles, de onde os conhece? - Fique calma. Não te falei que você teria grandes surpresas vindo até aqui hoje. Ela ressalta. - Amiga. Calma. Você esta entre amigos. Eu sei um pouco sobre você e sobre sua origem. Em Breve você entenderá por que. – Gabrielle se coloca ao meu lado tocando em meu braço chamando minha atenção para olhar para frente em direção ao palco. As pessoas começam a fazer um círculo em volta do grande salão. Não conseguia me disfarçar a surpresa da descoberta pelo encontro de novos membros de minha espécie. Apesar de sentir que eram bem inferiores a mim, e no olhar deles próprios, faziam questão de demonstrar isso, podia perceber que eles já sabiam que eu era uma sangue real muito mais poderosa que eles sentia uma sensação de não estar sozinha e isso já era bom. Sinto um leve cheio de sangue, olhando para o lado percebo a aproximação do garçom novamente me oferecendo uma taça. Gabrielle olha para mim fazendo sinal com a cabeça para que eu aceite. Havia uma taça para cada um de nós.todos pegaram. - Obrigada. Soltando um pequeno sorriso. Com meu sentido aguçado, nem precisei beber para saber o que era. Mas se havia mais vampiros além de mim, seria normal ter bebida que agradasse a todos. Levando a taça até a boca o cheio era delicioso diferente do sangue que bebia do hospital. Parecia sangue fresco. - Ouço a voz de Morfheu o pai de Gabrielle novamente chamava a atenção de todos, parecia ter chegado a grande hora. - Meus caros amigos e amigas, é com grande satisfação que recebo mais uma vez vocês em minha tão grandiosa casa. Sejam todos bem vindos. – ele olha para o relógio e anuncia. - È chegada a hora do grande ritual. Antes gostaria de lhes apresentar a nossa convidada amiga de minha filha. Lara Sams. Ele aponta para mim. Fazendo com que na seqüência todos olham também. E continua... Sei que você esta cheia de perguntas, deve estar se sentindo estranha, mas em breve entenderá muita coisa. – Olhando para mim termina.- Sinta-se em casa, aqui você esta entre amigos. Quando ele pronunciou meu sobrenome, pude perceber em algumas pessoas, um ar de desconforto e insatisfação. Nesta hora senti uma força negativa. Meu instinto me avisava de alguma coisa. – Fiz um cumprimento a todos com um sorriso e uma leve mordida em meus lábios, balançando suavemente minha cabeça. Novamente todos se viram para Morfheu. Então eis que surge uma das grandes revelações. Ele chama Gabrielle e pede que ela faça um grande circulo no chão. Ela se retira todos as seguem com os olhos. Eu permaneço no mesmo lugar ao lado dos mesmos da minha espécie. Neste espaço de tempo que eu observava os da minha raça, me sentia observada por ele. Após Gabrielle fazer um circulo no chão seu pai. Morfheu começa a recitar palavras estranha como se fossem palavras em latim. Podendo perceber que ali começava um grande ritual. Inesperadamente aparece um gato com a pelagem completamente negra e curta, com textura aveludada, com um cordão de ouro em seu pescoço e nele havia um pingente que brilhava, parecendo ser um amuleto. Após aquele momento passei a perceber e a entender qual seria a origem de Gabrielle e sua família. Eles eram uma família de magos. Passei a prestar a atenção atentamente para não perder nada, e entendi o porque Gabrielle havia insistindo tanto para vir a esta festa. O mesmo me deixava intrigada, pois sabia que magos eram grandes inimigos dos vampiros, minha família mesmo, já havia demonstrado grande repúdio sobre eles, e alertado o grau de perigo. Mas o que faziam aqui, magos e vampiros juntos, qual seria o propósito. Segui prestando a atenção vigorosamente. Morfheu começou a contar sua história. - Nossos ancestrais se originaram na cidade de Salem, Mas devido a caça as bruxas e de milhares serem mortos, começaram a fugir se espalhando pelo mundo. Alguns de meus descendente que conseguiram fugir procuraram lugares onde seus dons e poderes fossem de alguma utilidade, foi onde encontraram no Egito a cidade (Delta do Nilo) a mesma cidade onde morava “Bastet a Deusa gata de Bubastis” Ela era uma grande Deusa conhecia como a grande protetora das casas, dos filhos, e guardiã de todos os gatos era vista também como grandiosa Deusa da música e da Dança, sendo que era. vista como inimiga das serpentes. Meus ancestrais mantiveram laços e por ali viveram décadas, e décadas conforme ia moralizando as histórias e modernizando, minha família sempre procurou passar de geração em geração nossas origens tentando manter nosso segredo seguro.tempos em tempos fomos restaurando e fazendo crescer novamente nossa família, e fazendo Reuniões para fortalecer o núcleo da família. Eu e minha família somos descendentes originados dos Katerons, Não costumamos brincar com magia, usamos sempre somente quando necessário, pois a magia usada em vão causa castigos e penalidades assim que usada incorretamente. – Não conseguia para de prestar atenção em suas palavras, não podia acreditar que estava o tempo todo do lado de uma bruxa e não pude identificá-la. – Este era o perigo que ouvia minha família contar sobre os magos e sacerdotisas, são irreconhecíveis, por serem fisicamente e espiritualmente humanos, com grande poder magia. E continuou passou a explicar o que o gato representava para eles. Os gatos do antigo Egito eram e são considerados sagrados entre os povos egípcios e magos. Vistos com respeito e admiração entre os povos. - Quando mais eu ouvia, mais entendia o porquê Gabrielle agia de forma estranha e misteriosa. Assim como eu ela tinha um segredo a zelar. Se alguém matasse um gato no Egito era condenado a morte, e os gatos consagrados após a morte, eram embalsamados virando amuletos e estátuas de adoração. O gato na visão dos Egípcios não era somente um animal ardiloso e inteligente e sim o viam como reencarnação de Rá.
“O por que da união entre vampiros e magos? com isso eles preferem viver sozinhos e reecriar suas próprias regras e a união dos magos e vampiros será para unir forças e lutas contras os seus inimigos maléficos o vampiros sedentos por sangue e sacerdotes e bruxos rivais.”
Daqui para baixo tem que continuar acrescentando na história acima. A parte da Hiver não queria mudar, achei bem legal. Só tem que transformar a Gabrielle numa bruxinha...rsrsrsrs
Mas foi graças a esse dia que Gabriele se tornou minha amiga. E foi graças a essa amizade que não pirei de vez. Gabriele me ajudou de várias maneiras. O hospital de Joenvill tinha constantes desaparecimentos de corpos. Inexplicavelmente muitos deles reapareciam novamente mas de maneira bem peculiar e literalmente “secos”. Então Gabriele não foi a única a passar a se alimentar do hospital. Nunca soube qual foi o vampiro que mordeu Gabriele. Ela se recusava a me dizer. Depois que nos conhecemos, ela se tornou minha amiga mais nunca revelava nada que envolvesse sua transformação. Mas eu sabia que ela não se importava pelo fato de não ser uma sangue real. ─Porque simplesmente não bate a campainha como qualquer pessoa normal? – disse fitando-a e intrigada com minha própria pergunta. Como posso exigir que alguém seja normal quando nem eu mesmo sou?. Gabriele entrou com os braços abertos, esticada a me dar um abraço. Seja lá quem foram as vítimas de seu abraço, provavelmente hoje seriam pessoas com trauma de calor humano. ─Você esteve estranha essa semana. − disse ela. Ela devia estar sendo gentil. Aquilo era comum de se ouvir em Joenvill..─ resolvi não incomodar. ─E ligou pra mim estando a dez metros da minha porta? É. Você realmente não queria incomodar. ─Pensei se você não iria querer... ─Sair hoje? − completei. Desde o mês passado, quando voltei de um encontro com meu irmão Malco, Gabriele vinha tentando me arrastar para uma noite de festas naquela cidade. Eu decididamente não gostava dessa idéia. Gabriele não tinha um temperamento de nossa raça, mas não sabia controlar sua sede. As festas que ela freqüentava não eram um ótimo lugar pra fazer amizades. Foi depois do encontro com meu irmão fiquei cada dia pior. Malco Sams veio me trazer notícias da família. Ameaças, pra ser mais específica. Eu deveria voltar restabelecer a tradição, e recuperar a honra da família. Nenhuma grande novidade. ─Eu tinha que tentar.− disse ela se sentando no sofá− sua aparência esta horrível. E estava mesmo, eu nem ousaria olhar no espelho. Eu ia me render. Ela não ia desistir. Se não fosse essa semana, seria na próxima, ou até que minha aparência estivesse mórbida o suficiente pra ela tentar me levar a um SPA. ─Não estou com vontade de ir a festas. − disse, me sentando ao lado dela. ─Você não precisa ter vontade. Entenda isso como uma... − disse ela como se escolhesse a palavra certa para me convencer − ...uma receita médica. Odeio você Gabriele Lins. Ela não ia desistir, e eu estava cansada de mais pra tentar recusar. Mas não ia culpar ela por tentar me ajudar. A única pessoa que falava comigo desde que cheguei àquela cidade. A única. Depois de passar à tarde comigo conversando e falando sobre Mike, o namorado dela, a noite havia chegado. Depois de uma tarde inteira com Gabriele, a única coisa que se pode desejar é que a noite chegue depressa. Estávamos prontas. Eu ainda não sabia aonde iríamos, e ela se recusava a me contar. ─Você vai gostar! Prometo. Porque eu não conseguia acreditar? ─Está bem − eu disse, vendo-a se maquiar. − Se você está dizendo. A outra vez que em que fui convidada para uma noite com Gabriele fomos assaltadas. A partir daquele dia fique traumatizada. Não de assaltos, é claro, poucas coisas naquela cidade me davam medo. Exceto os convites dela ─Podemos ir. – disse ela me puxando pela mão. Simplesmente não falei nada. Saímos do apartamento. Parecíamos góticas, mas eu me sentia melhor naquelas roupas negras. A rua estava movimentada de mais pra uma noite qualquer de março. O ar fresco da noite me animou um pouco, mas não o suficiente pra alcançar a animação de Gabriele. Andamos dois quarteirões com ela me dizendo o quanto eu precisava daquela noite. Eu sabia que precisava, só não queria ir. ─Você não vai dizer aonde vamos? ─ perguntei com receio da resposta. Ela não respondeu. Seguimos adiante mais uns quatro quarteirões, até que viramos a direita numa esquina quase totalmente vazia, exceto por uma senhora que passava por ali. Gabriele parecia atenta. As ruas naquela área, a noite, estavam sempre desertas. E eu sabia que aquele não era o melhor caminho para se passar aquela hora. Pelo menos não para pessoas comuns. Depois de andarmos mais cinco ruas a frente, um letreiro brilhante surgiu. – Bons Dies - estava escrito. Bons Dies era um restaurante de Joenvill, que não tinha movimento algum a luz do dia. Nunca entrei lá, exceto aquela noite com Gabriele em que descobri o tipo de comida que o restaurante proporcionava. ─O que estamos fazendo aqui? ─ perguntei olhando para ela, que parecia estar olhar para os lados, vigilante − me chamou para jantar? Ao chegar ao restaurante, que tinha a fachada roxa, uma música foi ouvida. Estava baixa de mais, e acredito que humano algum conseguiria ouvir. Um homem vestido de roupas pretas apareceu na porta. Com cabelos espetados, o garçom mal encarado, olhou para nós. ─ Lanvusier. − disse Gabriele formal e claramente, O homem saiu da frente e abriu as portas. O cheiro lá dentro era agradável, e a aparência parecia de um restaurante de luxo. ─O que é isso? −perguntei a ela − o que foi aquilo que disse? ─Foi a senha. Eu ia perguntar o porquê da senha, quanto o porteiro apareceu do nosso lado. ─Me acompanhem, por favor. Eu não estava gostando. O homem atravessou as mesas quadradas do restaurante. Do outro Lado do balcão de bebidas, ele abriu uma porta para passarmos. Gabriele e eu entramos no lado de dentro do balcão. O garçom abriu uma porta da parede. Uma parede falsa. Fiquei observando quando, a porta se abriu para dentro revelando um corredor estreito. A musica agora pode ser ouvida claramente. Eu devia ter imaginado. Gabriele havia me trazido para uma casa noturna. Eu não sabia quantas havia naquela cidade, mas com certeza muitas delas não eram comuns. Ela fez sinal com os olhos para que eu entrasse primeiro. O corredor era estreito de modo que uma pessoa muito gorda não passaria ali nem de perfil. A porta se fechou atrás de nós, e seguimos em frente ─Porque não me contou? −comecei. Atrás de mim, ela disse : ─Você não viria. Além do mais, é só uma festinha. Só uma festinha. Era sempre o que ela dizia. Eu estava sentindo o cheiro de sangue de longe. Não era uma Hiver comum. E com certeza não havia só vampiros ali. O corredor chegou ao fim. ─Lara, chegamos até aqui. Por favor... − implorou ela− eu demorei muito pra conseguir a senha. Eu imaginava como devia ter demorado conseguir. Senhas de Hiver custavam um preço absurdo. Muitos conseguiam de várias formas, e duvido muito que Gabriele tenha dormido com alguém para conseguir. Provavelmente Mike teria dito a ela. Mike era um humano comum e namorado de Gabriele. Que ele estava apaixonado por ela ninguém duvidava, mas Mike tinha também uma profunda admiração por nossa espécie isso também era inevitável não notar. O salão estava lotado. Luzes piscavam no teto, e néons por todo lado e nos corpos das pessoas deixavam feixes de luzes no ar enquanto pulavam com a música eletrônica alta que vibrava nos meus ouvidos. Não era difícil notar quem eram vampiros e quem não. Gabriele me puxou rumo ao monte de pessoas reunidas num canto a direita do salão. Passamos por um monte de cotoveladas e empurrões até que Mike aparecesse com taças com um líquido roxo que nem de longe parecia confiável. ─Porque demorou? − perguntou ele entregando uma taça a Gabriele − pensei que não viriam mais. ─Lara esteve mau. − disse ela com sua voz sendo abafada pela música. Ele deu um sorriso pra mim me oferecendo uma taça. ─Não obrigada. Em seguida nos reunimos ao grupo onde Mike esteve conversando pouco antes que nós chegássemos. Mike tinha muitas parcerias e sociedades com vampiros. Talvez por isso não fosse morto ou mordido até hoje. Sempre organizando Rivers e festas, ele parecia não se importar com o fato de humanos entrarem. Na verdade ele não parecia se importar com o fato de seu humano. Três pessoas daquele grupo tinham um olhar familiar de fome. Uma mulher de cabelos enrolados e ruivos, e um par de gêmeos que olhavam para o teto como que incomodados com as luzes piscantes. Mike nos apresentou ao grupo que não pareceu dar muita atenção. ─ Geise. − disse a mulher de cabelos cacheados. ─ Esses são os Gêmeos Oliver e Jim Canster.− disse Mike se metendo no meio dos dois.− Rapazes, essas são Gabriele e Lara. Eles olharam pra nós de relance com um sorriso no canto da boca. As outras duas pessoas eram humanas. Uma garota de cabelos curtos e um rapaz de olhos verdes. Deviam estar procurando ser mordidos. Joenvill podia ser encarado como um grande comércio de mordidas e transformações. Humanos se encontravam com vampiros e a troco de serviços e grandes somas de dinheiro, compravam sua transformação. A ordem de nossa espécie não permitia isso. Quando alguém descobria nossa existência, era condenado a morte pela nossas leis. A multiplicação em grande escala dos vampiros trariam o desequilíbrio das espécies. Mas é claro, que em Joenvill isso não significava absolutamente nada. Drinks da mesma bebida roxa foi servido a todos nós. Mike estava conversando com Gabriele, e os gêmeos falavam baixo com a Geise. Nos dois humanos junto ao grupo, apenas a mulher de cabelos curtos que demonstrava profundo interesse observando atenta os movimentos frenéticos de quem estava dançando. O rapaz de olhos verdes, por outro lado, parecia estar profundamente desconfortável. Não demorou muito, Mike e Gabriele sumiram no meio das pessoas. Eu odiava essa parte. Me chamar para uma festa e me abandonar. Que ótimo. Não havia mais ninguém perto de mim. ─Sou Victor. − disse o rapaz se aproximando. Os olhos dele era absurdamente verdes pra um humano comum. Talvez não fosse. Mas ao julgar pelas calças jeans, e a camisa branca que ele usava, com certeza era apenas mais uma presa no meio de um monte de Leões. ─Foram todos dançar... − continuou ele com um sorriso − Você é Lara, certo? Fiz que sim com a cabeça. O que ele queria? ─Porque está aqui?−perguntei − Não tem medo? Ele pareceu não entender. ─Medo?− perguntou em um tom engraçado. − de que? Então entendi. Ele ainda não sabia. Eu odiei Mike naquele momento. Sempre disse pra Gabriele dizer ao seu namorado que não trouxesse humanos que não sabia de nosso segredo a hivers como aquelas. Victor era apenas um humano comum em que pensava estar em uma festa comum. ─Não, nada. − respondi. Ele olhou pra mim com seu sorriso. Estranho eu ter me incomodado. ─Não sei se estaria julgando errado, mas... − começou ele novamente− as pessoas daqui são sempre assim... Misteriosas? Você nem sabe o quanto. ─Ahh... um pouco. Mas não sou daqui. ─Também é nova? Não deu tempo de eu responder. Um barulho ensurdecedor, como uma sineta, soou no ar. Droga. Eu sabia o que significava. Das três vezes que fui a festas como aquelas, a sineta sempre significava uma coisa: Perigo. E pra mim significava que era hora de ir embora. Mas havia algo errado. Tocou cedo de mais. A multidão no salão começou a se dispersar e se movimentar. Eu não queria ter que assistir aquilo de novo. E não podia deixar Victor ver também. Aquilo seria perturbador pra ele. ─Olha... − eu disse me virando pra ele− você não quer tomar alguma coisa? ─ Ah, sim. Claro ─ Mas não aqui. Está muito lotado. Um grito de dor foi ouvido ao longe e ecoou por todo salão. Droga. Peguei Victor pelo braço e o puxei em direção a saída. ─Onde está me... A frase dele foi abafada pelo som da multidão que bradava e gritava. Gabriele me paga. Prometi a mim mesma. Me arrependi profundamente de ter aceitado o convite. Ao chegarmos ao corredor, eu soltei o braço dele ─ Olha me desculpe. − comecei. ─Não, sem problemas, mas o que estava acontecendo lá? Perguntou ele atravessando a porta falsa. ─Depois explico. Assim que saímos do restaurante, a rua continuava deserta. O Garçom não estava mais lá. Provavelmente estaria aproveitando o que a sineta anunciou. Lá fora nenhum de nós dois sabia o que falar. ─Você me convidou para tomar alguma coisa, lembra?− disse ele cortando o silêncio; ─Ahh. Claro. hã..− Eu queria ir para casa.− Podemos marcar para outro dia? ─ Podemos sim.Quando? Eu não sabia mais como despistar. Entreguei meu telefone. Era o jeito ─Quando quiser liga. Ele fez que sim. Antes que eu me retirasse para casa, vi que ele pretendia voltar para o restaurante. ─Victor.− gritei antes que ele entrasse. Ele olhou. ─ Seria melhor que você não...− era estranho eu dizer aquilo− não voltasse mais lá. Ele riu se afastando da porta. ─Está bem − falou num tom engraçado. Mas não seria nada engraçado se entrasse lá.− Misteriosa você hein... Victor se afastou e saiu na outra direção. Estranho. Quem ele era? Disse que tinha chegado a pouco tempo em Joenvill. Me retirei sem esperar Gabriele. Amanhã conversava com ela. Me trazer a uma Hiver que sacrificava humanos ao toque de uma sineta. Obrigado Gabriele! estou me sentindo bem melhor. No dia seguinte estava sem entender minha preocupação por aquele desconhecido. Nunca havia me preocupado com a vida dos humanos ou o que eles fariam dela. Mas com ele foi diferente. Quando peguei a toalha para tomar um banho escuto meu interfone tocar, já podia imaginar quem era. Me desfaço da toalha e vou atender o interfone. - Gabrielle. Pode subir preciso mesmo falar com você. Não pude segurar meu tom de entediada por lembrar na noite passada. - como sabia que era eu? Sua voz demonstrava um tom de piada. - você esqueceu quem eu sou... vi na minha bola de cristal. Não consegui me conter. Suba logo a porta esta aberta. - to subindo. Calma. Ela já imaginava o porquê da minha insatisfação. Fui até a cozinha beber um refresco para repor minhas energias que havia tido uma baixa por minha alteração. A raiva era um ponto que me deixava fraca, pois me desgastava muito. Mas nada que um copo de leite vermelho não resolva. Tinha que estar sempre atenta. Questão se segurança. Comprava caixas de leite e as substituía por sangue minha bebida preferida. - Lara. To entrando. Gabrielle era uma amiga legal, mas que sabia facilmente fazer qualquer pessoa perder a cabeça. - Estou aqui na cozinha. Quer beber alguma coisa? Sabia que ela não recusaria um gelado copo de sangue. - Claro... Estou cheia de sede. Infelizmente, ela era novata em controlar sua sede, fazendo parte assim dos devoradores da noite. Conhecidos como “Mendigos”. - o que foi aquilo ontem. – comecei. - Calma. Pensei que faria bom você sair e se divertir um pouco. - E desde quando ver um monte de vampiros lunáticos devorar humanos é se divertir. Estava transtornada. - Tá... – Você se esqueceu o porque vim morar em outra cidade para ficar longe de minha família? Gabrielle estava sem palavras em ver minha alteração, em todo curto tempo que passávamos juntas, não havia presenciado este meu lado stressado. - Tá. Me desculpa. Só queria que você se divertisse um pouco. Não podia imaginar que você iria ficar assim tão exaltada. - Pois é. Espero que agora você possa ter entendido. Não gosto de ver humanos perdendo suas vidas sem ter uma escolha. Aproveito a situação. - Você teve escolha Gabrielle. Na hora que você trocou metade da sua vida pela morte? O silêncio dura alguns segundos. Sendo quebrado pelo toque do telefone. - Espere. Vou atender o telefone. Depois continuamos. Percebi que Gabrielle ficou tensa. Mas era uma boa hora pra tentar descobrir o que causou, como, e porque de sua transformação. - Alô. Estava ansiosa pela resposta de Gabrielle. - Oi. Lara? Já havia ouvido aquela voz. E então aceita ir beber algo comigo hoje. Sua voz demonstrava clara ansiedade por minha resposta. Não acreditava que era Victor. Não esperava sua ligação. - Tem um lugar que acho que iria gostar. Não parava de falar atropelando as palavras , tentando tornar seu convite irrecusável. - Como nos conhecemos em uma ocasião estranha. Queria poder reparar. Vamos? - Victor. Não sei. Estou ocupada no momento e... – Não vou aceitar não como resposta e acho que não lhe falta muitas alternativas. Sua voz parecia música para meus ouvidos. Sua insistência teria seu valor. E é como se ele já soubesse disso. - Espere um minuto. Sinto um silêncio se como estivesse sozinha. – Gabrielle. Você esta ai? Ninguém responde. Não acreditava que ela teria ido sem responder minha pergunta. - Oi. Desculpe. Mas... Não sabia o que dizer estava sentindo algo novo. Mas bom e estranho ao mesmo tempo. E não me sentia preparada. Sei das regras duras da minha família. Sei o que poderá acontecer há qualquer um que se envolver comigo. Tanta coisa começou a passar em minha cabeça que... Movida pelo impulso. - Sinto muito mais não poderei aceitar seu convite. - Hoje estou realmente ocupada. - - - Quem sabe outro dia. Sabia que ele não iria desistir fácil. Pois deveria ter algumas perguntas. E estava procurando as respostas. Todos que se aproximaram de mim era o mesmo motivo. Pura curiosidade. Ele seria apenas mais um. - Que pena. Tem certeza que não quer ir mesmo... - Sei La. Tomar um café. Mal sabia ele que tinha uma forte alergia e enjôos por café e todo o resto de seu paladar normal. Apesar que estava tentando me abituar há outros pratos. Mas que ele não iria gostar muito. - Tenho certeza sim. Quem sabe outro dia. Tchau. Sendo talvez fria de mais desliguei o telefone sem que ao menos ele pudesse se despedir. - Até.... Imagino o que ele não deve estar pensando. Pela primeira vez queria ter o dom de ouvir seus pensamentos. Mas da minha família, este dom Apenas meu irmão Malco obtêm. Espero que não esteja fazendo isso comigo agora. Deixo escapar um sorriso. Dirijo-me a cozinha. Mas não tem nada lá. Gabrielle tinha sumido. Fugindo da minha pergunta me deixando ainda mais interessada em saber quem era o responsável por sua Transformação. Já que não havia aceitado seu convite, e Gabrielle tinha ido embora sem me avisar. Resolvi assistir televisão para ver se me distraia um pouco. |
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