A não carta de despedida Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por camila meneghetti, em 05-04-2008 20:07
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Faz tempo que não sentia mais essa sensação, aquele arrepio, a calmaria, tanto tempo que chego a pensar que ficar em casa só fazia mal. Foi preciso caminhar pelos lugares onde as recordações viviam, ir lá e dizer olá e perceber que nada mais te influencia, modifica, elas simplesmente são passado. O passado que se guarda com carinho na gaveta. Não escreveria uma carta de despedida de amor, porque em si ele não existe mais, mandar cartas fantasmas não faz meu estilo. E ninguém manda cartas de despedidas querendo se separar, mandamos com a esperança de que a pessoa perceba que é a última chance dela de nos ter, de ir lá e fazer a maldita diferença em nossas vidas. São por esses motivos que não escrevo qualquer carta. Só acho estranho o formato das coisas, das pessoas, do jeito que surgem e vão embora, eu continuo sempre no mesmo lugar mas nunca na mesma situação. A regra é: aprenda com os seus erros para nunca mais cometê-los, mas infelizmente eu sou a exceção, só que há horas que errar, bater na mesma tecla cansa os dedos, então paramos, porque enjoa não ter troca, apenas se doar sem volta. No fundo só queremos alguém que empreste o casaco no inverno, no fim queremos os sentimentos mais simples, porém há diferença entre simplicidade e vida morna, a primeira é necessária a segunda é morte.

Publicado em : Relacionamento, Pensamentos
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