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Escrito por Luiz Moreira, em 08-04-2008 13:56
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Nessa árdua estrada,
o caminho para todos os efeitos,
é preciso meter o peito,
meu camarada,
que não há parada,
volta muito menos,
e se a pipa se solta,
o sujeito fica na mão,
seja torto ou direito,
acredite ou não
ter sido feito de barro
ou de costela do Adão,
nessa estrada,
meu irmão,
de tempo e espaço
infinitamente perfeitos,
perfeitamente infinitos,
de tantos traços,
os chamados escritos,
cheios de preconceitos,
preto, branco, certo, errado, feio, bonito...
nem um estreito passo
pode ser desfeito,
em qualquer pessoa
o verbo não perdoa,
nessa estrada
que se desdobra
sob tantas sombras
que não são abrigos,
só uma palavra sobra:
amigo!


Publicado em : Letras de Musicas, MPB
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