| Os anjos |
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Das primeiras companhias de Deus, [que não gosta de ficar só. Como eu] nas memórias mais antigas dos homens, estão os anjos.
Ora como personagens de histórias super-fantásticas, ora como seres sagrados de doutrinas e tradições não tão ultrapassadas, vivos! E ora, ainda como seres congelados e entristecidos, postos ao ridículo nas arquiteturas mundo a fora, são lembrados de A a Z, os guerreiros, os servos dos servos, os traidores, os que inspiram amores, os querubins, eles, os anjos. Digo com encanto e até espanto que, em horas de solidão [que diga-se: são muitas!], em tempos tristonhos, sinto como em sonhos a visita deles. Aquele vento sugerindo mudança pode mesmo ser um daqueles anjos simpáticos soprando a poeira pra lá, como que diga: vamos lá rapaz! Chega de chorar. E vendo-o, sei, eles não andam por aí com aquelas sunguinhas ridículas e um pano cobrindo seu peito, e não são assim tão perfeitos! Bem que não importam suas vestes, importam a luz [de Deus!] que eles transportam. São os anjos bons, porque são do bem. O vento passa levando a poeira, a fumaça, e em suas costas os anjos pegando carona vão indo pra lá, pra lá, bem lá... O mundo lembra os anjos com imagenzinhas fúteis e besteirolas caretas e fuleiras. Lembram mais de Lúcifer, que de Gabriel. Querem mesmo a base dos exércitos do enxofre, que o vital pelotão do céu. Os anjos de Lúcifer são pobres escravos, bobos, babacas, demônios que entram sem bater, no coração do homem e fazem a bagunça acontecer. Não são deuses, Não são gnomos fantásticos, Não são homens, Não são seres imaginários. São os anjos de Deus, os responsáveis pela ordem. São os anjos do mal, os responsáveis por tornar a vida tão banal. Dito isso, os vejo agora dando tchau! São mesmo os anjos uma viagem sensacional!
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