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O Sonho do pequeno Miguel Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por Francisco Oliveira, em 10-04-2008 14:32
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Eu sou um pequeno pássaro preso em uma gaiola. Num tempo não muito distante, eu estava voando na floresta, tão feliz como se aquele dia fosse o mais especial de todos os dias; mas, agora sinto me triste e solitário.
Deixe me contar para você, como eu vim parar em uma gaiola. Um certo dia. Uma das minhas asas estava machucada divido a um tiro de espingarda, que eu levei de um destes caçadores, que vivem nos caçando. Eu estava incapacitado para voar.
Um menino, que estava passando em seu caminho da escola pra sua casa, me viu deitado no chão; e ele pulou a cerca e logo se apossou de mim.
Eu tentei fugir, mas, com a minha asa ferida eu não pude voar. O menino me levou com ele pra sua casa, cuidou dos meus ferimentos e me colocou dentro de uma gaiola.
Eu ouso dizer, que o que ele fez não significa ser cruel; mas, eu quisera saber se ele gostaria de estar preso e nunca sair para brincar com outros amiguinhos.
Quando eu estava vivendo na floresta, eu tinha uma vida alegre entres as árvores; e eu tinha amigos, que eram tão felizes como a mim mesmo.
Oh! Era realmente uma vida deliciosa! Havia abundâncias de frutas e bagos, tínhamos tudo que nós pássaros poderíamos desejar para sermos felizes.

-Miguel, acorde filhinho, venha banhar o rosto, diz sua mamãe, acariciando-lhe o rosto e beijando-lhe os cabelos.
-Mamãe, eu estou atrasado pra ir a escola? Pergunta o Miguel afastando o grosso cobertor de suas pernas e sentando-se na beirada de sua cama.
-Não, queridinho! Você não está atrasado, diz ela, arrumando cuidadosamente o travesseiro.
-Então, antes de tomar o meu café, eu preciso fazer uma coisa, diz ele, correndo até a área de serviço. Após arrastar uma cadeira de madeira e posiciona-la junto à parede ele alcança e retira de um gancho de arame, uma gaiola de tamanho médio. Sob o olhar curioso da mamãe, ele vai até a janela do seu quarto e, cuidadosamente arranca a pequena porta da gaiola e diz:
-Eu ouvi tudo que você falou ontem! Agora, eu vou te mostrar que eu não sou mau. Vamos, vá embora! Eu te prendi e agora te dou a tua liberdade. Voa, vai pra tua floresta. Vá ser feliz, com teus amiguinhos! E se um dia sentires saudades de mim, venha me ver. Eu também sou um dos teus amiguinhos, ouviu? Diz ele, emocionado e engasgando-se com suas própria palavras.
O pequeno pássaro recuando-se em alguns passos dentro da gaiola abre as asas, como se estivesse testando, a que fora machucada dias antes e, num só impulso ele saiu voando, tomando uma direção que o levaria com certeza à sua moradia, no seio de sua sonhada floresta.
Muitíssima emocionada, sua mãe, junto aos outros membros da família, pergunta: filhinho, porque fizestes isto? Eu achei isto, um momento lindo! Mas, você gostava tanto dele!
-mamãe, eu ainda gosto dele! Mas, eu sonhei com ele e nós conversamos, responde ele, acenando um adeus em direção à pequena ave, esta, sumia no horizonte, que naquele momento reluzia, com os primeiros raios do sol.


Publicado em : Literatura Infantil, Contos
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