O velho e a solidão. Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por rosimeri antunes ferrari, em 06-10-2007 19:54
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Senhor dai ao santo um sonho.
Ao mundo um dono.
Ao velho nunca o abandono.
Em cada rosto marcado,
uma ventura, uma alegria, uma lágrima.
O passado, a brisa macia,
cercando presente turbulento;
ondas, mecanismos, curto-circuitos
na mente cansada que prolifera sabedoria ...
amizade inocente, que o presente se faz inconsciente.
Corpo velho da doença
doença que leva assento.
Sente-se, pare depois do tudo ou deixe o nada tomar conta depois do nada.
A criança que chora dás uma balaao velho cansado e triste
abandonado que resiste
ser adotado por uma morte triste
dás as costas que a todos abala.
Seca este pranto
para que um dia alguém te carregue pela mão
te atravesse a rua da solidão
sem que precises pedir misericórdia ou perdão.  
Publicado em : Literatura, Poesias
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