| Jovem |
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Tu és a luz deste ilimitável túnel, onde a luz se apagou com os ventos dos tempos. Com cada parcela do teu brado, da tua luta, nasce uma pequena chama, guia velhos famintos e abandonados, crianças de pés descalços, geladas, pelas calçadas a chorarem um pão. Há, meu jovem, se soubesses o universo, que ora te envolve, na certa já serias um peregrino, sim, um peregrino, um transeunte presente. Se a ti foi confiada a esperança de uma nação, de um planeta, país ou do mundo inteiro não desapontes, a esses que em ti acreditaram, pois estarias a magoar o Criador. Que seria da cachoeira de águas claras, dos jardins em flores, dos bosques, dos pássaros, do céu cor de anil? Se não existisses tu, ó jovem para levar teus próprios irmãos: jovens drogados, ateus, dominados pelo sexo, a renascer como cada gota de água dessa imensa cachoeira, cada bela canção que os pássaros cantam ao sol. Agora caminhas silencioso por entre esse cenário, que nada mais é, que tua própria realidade. Enfim pensas ...
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