| O bêbado. |
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Vem a madrugada, um homem levanta-se, sozinho, apenas ele e seus pensamentos. Pega seu chimarrão, uma cadeira e sai para rua, fica olhando para a lua, estrelas. Parece o homem um profeta, uma aura de magia e mistério invade o espaço, entre ele e o brilho do fim da noite. Hoje ele é um senhor, mas logo no fim do outro dia que virá, será mais um sentado num bar, passando alguns instantes estará cambaleando, pelas calçadas, pelo meio da rua, um que outro automóvel freando sobre o pobre coitado. Em meio a um insulto e outro, o homem lembra de seu cavalo branco, de sua riqueza, tudo roubado. E os ladrões? Ainda vivem. Como se chamam ? _ Injustiça. É sempre o mesmo amontoado de perguntase respostas. No fim de mais um dia, o bêbado foi assaltado, por outras perguntas: - E meus filhos? Será que dormem - Ou será que choram de medo ou fome? Foi em meio a um desses pensamentos, que viu-se mediante a luzes muito fortes, era uma vez outro bêbado, que foi atropelado por um embriagado social. Foi aí que os filhos poram-se a chorar, mais ainda; hoje de quando em quando vê-se de um lado a outro, da cidade, os filhos do bêbado cambaleando ... com uma garrafa na mão.
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