BuscaPé, líder em comparação de preços na América Latina
Café Forte com Letra e Arte Imprimir Enviar para um amigo
Avaliação desta obra: / 2
RuimÓtimo 
 
Escrito por kenard kruel, em 15-04-2008 00:08
Avaliação média    (1 voto)
Visitas 3211    
Favoritos 1

Teresíndia possui poucas livrarias. Tenho conhecimento da Des Livres, Margarida, Universitária, Leonel Franco, Nobel, Piauiense, Moderna e a Monsenhor Melo (da Universidade Federal do Piauí). A maioria sobrevivendo da venda de material de escritório e escolar no início de cada semestre.

Nenhuma delas funciona como funcionava a Livraria Dilertec, do Antônio Nobre, de saudosa memória. Diariamente os escritores e pessoas interessadas em cultura faziam ponto ali. O. G. Rêgo de Carvalho, Rubervan du Nascimento, Paulo Machado, Cineas Santos, Humberto Parente, Hardi Filho, Menezes y Morais, Albert Piauí, William Melo Soares, Francisco Eduardo de Moraes Lopes, Herculano Moraes, professor Didácio Silva, Francisco Miguel de Moura, Pedro Celestino de Barros, Clidenor de Freitas Santos, J. Miguel de Mattos e Ramsés Ramos (os quatro já falecidos) entre outros. O Nobre servia café e chá com torrada e, quando era tempo, água de coco do pé da sua casa, para os mais chegados.

Ia dizer que está faltando um lugar assim para ser ponto de encontro dos escritores e de pessoas interessadas em cultura. Como quase não estou saindo da Kenard Kaverna, Teresíndia está ficando uma senhora cheia de mistérios para mim. Por isso, só agora estou me dando conta da existência do Café Forte, instalado na Praça de alimentação do Teresina Shopping, pertencente ao casal Araújo e Walkíria Fortes, notável artista plástica e poetisa da mais alta inspiração.

É um lugar de vender café, salgadinhos e outros aperitivos. Contudo, Araújo e Walkíria reservaram um espaço para expor livros de autores brasileiros de expressão piauiense. Não para venda, mas para leitura mesmo. No dia que estive lá, estavam trocando idéias o des. Aluísio Soares Ribeiro (o único piauiense a presidir o Judiciário, o Legislativo e o Executivo), o professor José Maria Vasconcelos, o promotor Ubiraci Rocha, o escritor e engenheiro Cid Dias, o escritor e advogado Antônio de Deus Neto, o professor William Silva, o advogado e poeta Carlos Lobo, e o jornalista Arimatéa Azevedo (do Portal AZ).

Fiz a doação de dois exemplares dos livros Gonçalo Cavalcanti - o intelectual e sua época; Djalma Veloso - o político e sua época e O. G. Rêgo de Carvalho - Fortuna Crítica. Em poucos minutos, uns estudantes puxaram o livro do O. G. Rêgo de Carvalho da estante e começaram a lê-lo. Informados que eu era o autor, vieram comprar quatro exemplares, levando de graça o autógrafo. Disseram que já me conheciam do Torquato Neto ou a Carne Seca é Servida, 44 páginas, primeira edição, lançada pelo Instituto José Eduardo Pereira, em 2001. Para mim, foi a glória.

Estou acertando com o Araújo e a Walkíria, a reunião semanal do Sindicato dos Escritores no Piauí, que presido, no Café Forte, sábado pela manhã, a partir das 10 horas. Dessa forma, quem quiser tomar café com letras é só aparecer lá, de segunda a segunda, com demorada especial aos sábados. Até lá, então!


Publicado em : Literatura, Dicas para novos autores
Quote this article in website Favoured Send to friend

Comentários (1)
Postado em Manilkara, em 16-04-2008 13:33, , Membro Registado
Kenard Kruel, tiro o chapéu pra vc e sua magnífica idéia!A cultura está em movimento e com esse movimento é que progride. A cultura somos todos nós, só devemos participar. 
Vá em frente! 
Meus parabéns para todos os envolvidos no projéto. 
Gostaría, mesmo não sendo do Piauí, mesmo morando tão longe, que o senhor entre em contato comigo para enviar exemplares de minhas obras,e ter a alegria da participação. 
Novamente parabéns! 
Angela Sánchez
 
» Responder a este comentário...

Adicionar comentário

< Anterior   Próximo >
UM GRANDE POEMA
Escreve um grande poema!
Mas fá-lo, sem tinta...
Sem rima...
Sem tema...

Sem palavras,
Sem poesia...
Sem métricas!!!
Nem fantasia.

Antes, teu ser, o escreva,
Amando, teu próximo...
De modo, que esse poema, ele em...
deuses
deuses astrais,
do olimpus e tudo mais
phosforo cético e satanás!

deuses de antes,
bem atrás
mostrem suas caras
tragam paz
tragada viva intrigada com a morte
eis aqui uma sorte

deuses infláveis
de suas...
O mundo tem quatro ruas!
- O que foi que você disse?
- Que o mundo tem quatro ruas!
- É que você só sabe contar até quatro, seu matuto.
- E é?
- É. De onde você pensa que vem o ônibus que chega na cidade?
- Vem da capital.
- Então? Como é que o mundo...
Alma de Poeta
Será feliz o poeta, porque sonha,
porque sente e vê tudo diferente?
Será justo que o poeta se exponha
e que sofra pelo seu viver ardente?

Por trazer inciso n'alma e na mente
sentimentos de amor e de ternura
pensamentos revelados docement...
Dormir em pé
Quando eu era adolescente, sem maiores compromissos com o mundo, costumava dormir doze, quatorze horas por dia. Inconformado, meu pai me acordava e me censurava, sabiamente:

- A vida está passando lá fora e você está perdendo o espetáculo!

Eu...
O gramofone que eu amava me abandonou.
Era uma moça e todos percebiam, duas pernas seguiam a lógica dos braços magros, perambulava com um cigarro vagabundo, as roupas cheiravam à fumaça e doces em calda, aquele cheiro havia impregnado-se em minha mente, chamava-se curiosidade e me jogava na cela, gostava do...

Colunas