capítulo 02 - A previsão. Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por Francisco Oliveira, em 15-04-2008 15:50
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O Misterioso Anel mágico - novela - ficção.
De Francisco dos Santos Oliveira - Frank Oliveira

Cap. 02 A previsão.


A jovem professora Fátima, mostrou entender um pouco daquele assunto, e concordou com a idéia de que o senhor Oliveira deveria procurar, sim, um especialista estudioso dos estranhos fenômenos. Fornecendo ela própria, o endereço de uma pessoa famosa que ela conhecia de longa data, tratava-se do famoso parapsicólogo doutor Waldery. Este, após ouvir o senhor Oliveira contar o caso do Frank, perguntou-lhe:
- Há quanto tempo isto vem acontecendo?
- Desde que ele tinha dez anos - respondeu seu Oliveira.
- E porque só agora resolveu me procurar? - Ele perguntou.
- Bem, às coisas eram menos complicadas, mas agora estou mais preocupado! - Respondeu chateado, o senhor Oliveira.

O Dr. Waldery afirmou ser possível, fatos como aqueles acontecerem, já que algumas pessoas, especialmente alguns jovens, que possuem mecanismos mentais capaz de provocar levitações de objetos, com destaques para aqueles, portadores de algum tipo de trauma emocional.
- Precisamos fazer uma investigação psíquica para descobrir se ele possui faculdades paranormais. Em relação ao fato da visão que ele teve da chegada da sua professora denota ser ele portador de PES. (Percepção Extra-Sensorial), clarividências ou mesmo telepatia. Em relação aos pássaros, me parece serem fenômenos relacionados à força magnética, ou seja, hipnotismo. Quanto ao do retorno da pedra para o agressor, estou ainda em dúvida é realmente inexplicável. Mas para termos certezas é preciso fazer uma série de testes com o nosso rapazinho aqui - falou doutor Waldery, batendo-lhe no ombro.
- Tudo bem! Estaremos às ordens - disse seu Oliveira.
- Doutor, desculpe-me a pergunta, isto tem algo a algo ver com os espíritos, médium ou coisa deste tipo? - Perguntou seu Oliveira.
- Não, acho que não! A parapsicologia não aceita estes e outros tipos de argumentos. Sabemos que a mente humana pode provocar sim, poderosas e estranhas energias, que quando concentradas e bem direcionadas. Poderão mover objetos e controlar muitas outras coisas - concluiu ele.
-Mas, há duas coisas que me deixam meio indeciso e, naturalmente muito curioso. Primeiro: é como Frank consegue usar suas faculdades de clarividências sem ter uma concentração prévia. Já que a maior parte das pessoas dotadas destas faculdades necessita ficarem alguns minutos em silêncios e concentradas. Segundo: como foi possível este rapaz ser ainda tão jovem ter adquirido todo estes poderes - falou o Dr. Waldery.
- Isto eu gostaria também de saber! - Seu Oliveira retrucou.
- Frank! Você tem um relógio aí, contigo? - Pergunta o doutor.
- Não senhor, eu não tenho - respondeu Frank.
- E o senhor Oliveira? - Também não tenho - respondeu ele.
- Muito bem, meu rapaz que horas são, neste exato momento? - Pergunta o Dr. Waldery com um duvidoso sorriso.
- São exatamente 11: 28h - respondeu Frank.
- Perfeitamente, são 11:28h, isto é simplesmente incrível! - Exclamou o doutor Waldery, admirado e surpreso, enquanto consultava o seu relógio de pulso. O Dr. Waldery marcou consulta para que eles voltassem dois dias depois.

No dia seguinte era o último dia de aulas, depois começariam as férias de fim de ano, era uma Quinta-feira, os dois irmãos Frank e Francis estavam terminando de tomarem o café da manhã, para logo seguiriam para o colégio.
- Francis, Poderíamos não ir hoje ao colégio, afinal é o último dia de aula e vai ser mais de farras do que de estudos! - sugeriu Frank sorrindo e se dirigindo a seu irmão que estava arrumando suas coisas na sua pasta.
- Pois, é por isso mesmo! Que deveremos ir. Temos que se despedir dos colegas. E por que você não está querendo ir? - Perguntou Francis.
- Não sei! Estou sentindo que o Jibson vai aprontar alguma coisa com a gente hoje - respondeu pensativo o Frank.
- Não tem problemas manos, ele já deve ter esquecido de tudo, aquelas ameaças é só para nos amedrontar - falou Francis terminando de arrumar os cadernos na sua pasta escolar, indo à mesa e bebendo o restante do leite.
- Bom! Eu também acho que vocês deveriam ficar em casa para aproveitarem o dia e descansarem - concordou dona Geralda, abraçando os filhos pela cintura enquanto os beijava.

- Mamãe! Teremos bastante tempo para descansarmos, hoje vamos é nos divertirmos! - Insistiu Francis dando risadas e beijando sua mãe no rosto por duas vezes, enquanto acenava com mão para Frank dizendo:
- Vamos manos, vamos embora!
- Eu só vou para não te deixar sozinho, não estou com vontade - disse Frank despedindo-se da sua mãe com beijos, em seguida caminhando lentamente e indeciso acompanhando o seu irmão Francis.
- Não esquenta mano, está tudo bem - garantiu o irmão abraçando-lhe o ombro enquanto caminhavam em direção ao colégio, Frank contra a sua vontade apenas disfarçou um riso.

Faltavam 30 minutos para acabar a última aula daquele dia.
- Professora! Posso ir ao banheiro estou apertado - perguntou Frank levantando seu braço direito.
- Tudo bem! Não demore já estamos com o nosso tempo esgotado - ela disse. Quando Frank entrou no banheiro que ficava distante alguns metros do corredor depois da sala de aula, viu mentalmente de relance a figura do Jibson, e sem fazer xixi que era o que ele viera fazer, retornou imediatamente às pressas para sala de aula. Chegando no começo do corredor, avistou um grupo de alunos que desordenadamente corriam aos gritos atropelando uns aos outros.
- "Oh, Deus! Não!" - Exclamou ele em pensamentos. E ao adentrar na sua classe não pode conter na sua garganta o grito de horror, ao ver no chão o seu querido irmão Francis, agonizando. Apoiando a cabeça dele no colo, a professora Fátima, desesperada acariciava lhe o rosto ensangüentado.
- Foi Jibson! Deu dois tiros na cabeça do Francis, ela diz com os olhos lacrimejantes.
- Eu já sabia, espere aqui eu vou pedir ajuda - disse Frank.
- Não precisa já estamos aqui - diz o homem com uma maca.

Com cuidados eles colocaram Francis sobre ela. Várias tentativas foram feitas para chegarem com o Francis vivo ao hospital, mas infelizmente Frank viu em desespero o seu irmão dar terríveis gritos de dores, e logo em seguida ficar completamente inerte, deixando os que lutavam pela sua sobrevivência muito triste. -Sinto muito! - Disse um dos homens.
- Obrigado! - Agradeceu Frank, com lágrimas nos olhos.

As cenas no velório e do enterro foram as mais tristes possíveis de se imaginar. Era realmente muito querido o jovem Francis! Amigos e parentes lastimaram muito a perda de tão querida pessoa.
Entre elas quem mais lamentava e não se conformava era Frank, a sua tristeza era compartilhada com os seus pais e todos os outros seus irmãos e irmãs. Logo depois do enterro ele partiu em busca de algumas informações sobre o perverso assassino de seu irmão. Depois de voltar ao colégio e ser informado de que o delegado estivera lá buscando maiores informações, ele compareceu à delegacia para saber se este tinha conseguido descobrir o paradeiro do assassino Jibson.
- Fomos informados pelos familiares de que ele não está em casa, mas uma sua irmã afirmou que ele fugiu para capital de Sovado. Já entramos em contato com a polícia daquele Estado e estamos aguardando as informações, logo chegue eu te avisarei - afirmou o delegado, Samuel Renzi
- Tudo bem obrigado! Espero que o senhor possa colocar este perverso assassino na cadeia muito em breve. Ele não tinha motivos e nem direitos de cometer tão bárbaro crime contra meu irmão. Além disso, fui eu quem fez aquela pedra atingi-lo, caso contrário seria eu o atingido, portanto ele mereceu - protestou Frank indignado.

Terminaram as férias de fim de ano. Nenhuma notícia do assassino. O Steve por ser muito apegado ao irmão Francis, sentia saudades e a sua falta, ele andava desgostoso perdera a vontade de voltar a estudar, e até deixou de testar seus poderes. Ele recusou até mesmo em ser submetido aos testes ou quaisquer tipos de exames com o parapsicólogo doutor Waldery, e decidiu-se que iria embora para o Estado de Sovado.

Mesmo com todos esforços dos seus pais que era contra a viagem, ele estava decidido, e terminou por tomar o trem dias depois que começaram aulas no colégio. Dois meses depois, os seus pais receberam uma carta contando que ele estava bem, arrumara um emprego e morava em um quarto sozinho. "Não se preocupe comigo papai! Lembranças para todos, abraços para o senhor e meus irmãos, beijos para mamãe" - finalizava a carta.

Steve Frank era um rapaz muito sentimental e muito emotivo, um chorão incorrigível pode se dizer chorava com facilidade, todas as vezes que ele via pessoas chorando. Coisas como: velórios, enterros e despedidas, faziam ele se derramar em lágrimas. Todas vezes que ele ouvia ou via através de quaisquer programas de televisões, as pessoas contarem como perderam os seus entes queridos nas mãos de cruéis assassinos. Ele sentia na própria pele e com intensidades os dramas das pessoas naquelas situações.

Cenas tristes como àquelas faziam seus olhos lacrimejarem. Não era para menos aquilo o fazia relembrar de quando ele há algum tempo atrás também teve o azar e a infelicidade de perder um dos seus irmãos a quem ele tanto amava. Sentia revolta quando via e ouvia muitos assassinos confessarem com assustadoras frieza e cinismos, como eles com requintes de crueldades cometiam seus crimes. Muitos daqueles frios elementos até se sentiam orgulhosos. Os seus risos sarcásticos provocavam as revoltas dos parentes de suas indefesas vítimas.

Certa vez em um programa de televisão um destes assassinos confessa com a maior cara de pau e sangre frio, que muitas das suas indefesas vítima até imploraram chorando, e muitas vezes até ajoelhadas aos seus pés pediam por misericórdia e, até pelo amor de Deus, que não lhes tirassem suas vidas. Mas, mesmo assim, elas eram mortas sem piedade. Uma boa parte, destas pessoas eram gentes trabalhadoras, preocupadas com as suas famílias. Não é tão difícil imaginar uma mãe ou um pai numa situação destas.
Mais o vil e insensível assassino acreditando ser ele um deus todo poderoso por estar com uma arma na mão. Faz por conta própria o julgamento e o sentencia à morte. Decidindo-se por si próprio e sem nenhum remorso tirar a vida de uma indefesa criatura humana, espalhando sofrimentos entre seus familiares.

O Steve não era um fanático por religião, mas acreditava na existência de Deus apesar de não entender, porque Deus sendo tão poderoso e justo, conforme se prega, não evita que todas estas coisas aconteçam. Como por exemplo: que as armas dos assassinos numa hora destas não funcionem, ou mesmo que as pessoas baleadas não morram ou fiquem aleijadas.

Ele cresceu ouvindo seus pais e todo mundo dizerem, que todas as religiões do mundo, pregam os super poderes de Deus. Basta um simples desejo de Deus, para que as coisas aconteçam. "Um fio de cabelo não cairá sem à vontade de Deus, pregam os milhões de lideres religiosos."
- Será que aquelas pessoas mereciam morrer?
- Era chegada sua hora? Elas não tinham Deus, em seus corações? E o que dizer dos milhares de religiosos que são mortos, às vezes nas suas próprias igrejas ou a caminhos das ditas, em missões religiosas?
- Os assassinos foram usados como anjos intermediários, para matarem aquelas pessoas? Trabalham eles cumprindo ordens Divinas?
- Deus realmente desejou suas mortes?
- Se tinham que morrerem e, sua hora havia chegado, porque teriam que morrerem de uma forma tão cruel? E não de uma forma natural? Havia necessidades de tais pessoas sofrerem dores tão terríveis?
Continua no cap. 03 .

Publicado em : Livros, Ficção
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Comentários (1)
Postado em compositora Nae, em 20-04-2008 10:57, , Membro Registado
Nossa que história Frank pena que o Francis tinha que morrer. 
beijos em seu coraçã>Nae
 
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