| Não dá não! |
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Sem festa a vida não presta, não dá pra viver só disputando bola dividida pra tentar marcar mais um tento e ganhar mais um vintém, e o adversário violento entrando de sola, não dá pra viver de olho no horário, traçando pê-efe de corrida e brigando com o molho na hora de fazer a digestão, e a ferrugem aumentando, e, de lambujem, na sua cola andando alguém: patrão, chefe, senhora; não dá pra viver desse jeito, imerso nessa lufa-lufa que da poesia é o inverso, e dando nó em pingo d'água, e lamentando carestia, corrupção, efeito estufa; de quando em quando, é necessário deixar de ser otário, é necessário ter peito pra esquecer choramingo e mágoa e tomar aquele porre de folia e parati, e, se tiver sorte, aquele porre de felicidade, porque, mais dia, menos dia, você morre e fica tudo aí, e não esqueça de fazer figa que a morte não liga pra idade!
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