| Escrito por Luiz Moreira, em 15-04-2008 16:59 |
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Sou prolixo,
minha argumentação
é muito confusa
e me fixo
no que não é importante
quando dou explicação,
fico perplexo
diante de indagação
e lá se vai todo o nexo,
minha conclusão
é simplória e difusa
e não é persuasiva o bastante,
não sou bom em evasiva,
escapatória ou escusa,
qualquer recusa
abala minha estrutura,
criatura estranha
me deixa sem fala
e mulher me acanha,
encabula e deixa tonto,
e tanto,
que faço firula idiota
e acabo entregando os pontos,
fico pálido
quando conto lorota,
esquálido quando minto
e rubro quando falo besteira,
fico disperso
e sinto tremedeira
em entrevista e discurso,
mas,
quando dou curso à inspiração
e descubro aquela réstia
que me ilumina o artista,
perdão pela imodéstia,
meu Santo toma conta de mim,
e toma tanto
que fico assim,
solto!,
de todo envolto
no verso e na canção!
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