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| Embalos de um sábado à noite |
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Todos os sábados eu vou para o meu curso de pós-graduação. Excelente curso; colegas, professores, instituição... Tudo nota dez. Nota dez também para a coordenadora do curso, linha, jovem e inteligente.
Mestra em Língua Portuguesa e Lingüística e outras graduações mais, uma mulher fantástica e de um carisma fora do comum. Nossos intervalos de aulas são recheados de cafezinhos e cultura. Falamos arte daqui, música dali... Alguém sugere sairmos todos para dançar... Sábado à noite! Eu a convido, até porque o convite era pertinente a todos que estavam naquela cantina. Ela sorriu: - Não dá, preciso terminar minha tese de doutorado! mas bem que gostaria... Vou pensar! Deixei o número do celular com ela, caso mudasse de idéia. Estava já saindo de casa quando o celular toca: - Olá, é Mariana, tudo bem? Vou com vocês! - Não sabe chegar lá? Então eu te levo. Daqui a pouco passo aí! Estava maravilhosa. Usava um vestidinho preto, cabelo solto, sandália de salto alto... Nunca imaginei que fosse tão gostosa! O maridão na Europa a trabalho. Chegamos ao baile. Rolava um The saturday night fever, anos 70. Tocou rock dos 80 e 90. Por fim o que eu estava esperando, sessão de música lenta. Convidei-a pra dançar e, tamanho foi minha surpresa, ela dançava maravilhosamente bem. Parece que tudo que se atrave a fazer, faz bem feito, pensei! O clima era envolvente; corpos coladinhos, rostos grudados, passo a passo até sentir suas delicadas mãos escorrerem sobre minha nuca. Arrepiei todo e pra usar de reciprocidade, abracei mais forte agarrando pela cintura, tocando levemente em suas nádegas. Meu membro estava duro, teso... Ela percebendo meu estado de excitação, esfregava-se mais e mais. Não deu outra, saímos dali às escondidas, sem que ninguém nos visse .A aventura rolou no carro mesmo, nos fundos de um estacionamento escuro. Meti a mão por baixo arrancando a calcinha molhada, enquanto ela tocava-me diferenciadamente. Recostei o banco dianteiro e ela veio por cima fazendo um meia nove, oferecendo-me aquele corpinho de um metro e cinquenta de estonteantes contornos e invejáveis protuberâncias. Eu saboreava-a,degustava-a, enquanto ela divertia-se, em meio ao painel do automóvel. O suor fazia nossos corpos deslizarem sobre o banco, algo que estava tornando incomodo. E num ato de sandice, saimos do carro e fomos até o capô continuando a rítmica despreocupadamente. Os automóveis saiam do estacionamento com as luzes apagadas, sem querer atrapalhar aquele espetáculo explícito surreal. Nada nos incomodava, nem mesmo a garoa fina e fria que caia... E no sereno noturno, extasiamos incansavelmente. Nessa hora não há civilidade ou etiqueta, só insipiência! Ela se levantou, dirigiu-se ao carro... Sorriu: - Que se dane o mundo, hoje eu quero é me entregar ao prazer! Abriu porta do carro, ajoelhou-se no banco dianteiro, deixando metade do corpo para fora, premiando-me com seu mundinho secreto. Em pé mesmo, agarrei-a pela cintura e fui até o fundo. Seus gritos foram abafados pelo interior do carro. Ritmava firme, certo que naquele universo havia muitas teorias, mas pouca prática. Minhas pernas tremularam, era o êxtase. Recostei junto à porta e jorrei sobr ela que a essa hora já encontrava-se em transe de imensuráveis orgasmos. Deitamos um sobre o outro ali mesmo no carro. Precisavamos nos recompor. Após algumas horas de descanso, levei-a embora. Já estava amanhecendo. Na segunda-feira, encontramo-nos na universidade. Tentei agir na maior discrição possível, ela também. Alguns curiosos queriam saber pra onde nós haviamos ido: - Fomos tomar um ar puro... Sou claustofóbica... Aí o Escobar me levou embora! Todos ficaram com aquela cara de interrogação... Vai ver acreditaram!. Entreolhamo-nos sub-reptíciamente, deixando outros pontos de interrogações em nossas cabeças: Como ficará nosso relacionamento até o término desse curso? Pode ter certeza que outros embalos não hão de faltar! Contarei novas peripécias em outra oportunidade.
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