BuscaPé, líder em comparação de preços na América Latina
Lágrimas da Prata - Começa a Guerra Imprimir Enviar para um amigo
Avaliação desta obra: / 0
RuimÓtimo 
 
Escrito por Brunno, em 17-04-2008 23:41
Avaliação média    (0 voto)
Visitas 2816    
Favoritos Nenhum

Estados Unidos, cidade capital. Duas e trinta da madrugada um dos oficiais do governo, membro do Departamento de Defesa, diretamente ligado ao General David D. Eisenhower, estava sentado em sua mesa simples iluminada somente por um abajur amarelo, dando cor alaranjada ao local.
Diante dele estava um documento redigido na Europa. Não fosse conhecer o nome verdadeiro de quem assinava o documento, seria algo estranho demais. Afinal, o que um atleta norte-americano tinha a ver com as intenções de Adolf Hitler?
O negócio é que o funcionário do governo tinha uma missão difícil. Seria dele e palavra final, como analista político da Casa Branca: Hitler era perigoso? Até que ponto? Devia ser tratado de que maneira?
Sean Denver sabia que o homem que havia escrito aquilo tivera fontes importantes, checadas á exaustão. Fora o único a receber um passe livre da comissão de atletismo para deixar a concentração de atletas quando precisasse, a desculpa dada era que tinha parentes em Berlim e queria visitá-los.
O espião infiltrado foi muito mais eficiente que o atleta, visto que este teve uma atuação medíocre nos jogos. Mas obteve um montante de dados sobre o governador alemão, e estavam agora nas mãos de Denver.
As tantas horas, depois de vários cigarros e xícaras de café, o rapaz terminou sua análise. Adolf Hitler devia ser tratado como prioridade em "alerta laranja", ou seja, atenção e vigilância constante, coleta de informações e previsão de acontecimentos.

No campo de treinamento japonês em Hokaido quase um ano havia se passado desde que Saito deixara sua família. Não tinha contato com eles. As poucas cartas que chegavam à sua casa eram ditadas e enviadas pelo governo.
Numa manhã os soldados foram acordados mais cedo que o normal dos dias de treinamentos. Foram postos em caminhões e deixados no porto mais próximo de sua base e embarcados numa fragata sob o comando do Almirante Nakano Somu.
Enquanto recebiam as instruções Saito bateu no ombro de um companheiro de farda ao seu lado e apontou para cima. O céu estava cravado de pontos pretos. Eram os Mistsubishi Zero armados até os dentes.
Poucas horas depois, Saito em mais um batalhão inteiro de infantaria japonesa gritava o "banzai", enquanto desembarcavam na China. Era Julho de 1937, princípio da guerra Sino-Japonesa.
Em poucos meses a cidade de Xangai estava praticamente destruída, com grande parte de sua estrutura reduzida às ruínas e este bebê, que exprimia bem a situação...

 

Esta é a visão de Saito empunhando seu rifle Sturmgwehr .60, de fabricação alemã, no momento em que seu pelotão subia a colina e chegava ao que restou da estação ferroviária da cidade.
Carregou o garoto e o enrolou nos braços no que restava de sua túnica de guerra esfarrapada, tentou limpar os ferimentos e a fuligem, mas sua mão estava mais suja que o rosto do menino que tentava se denvencilhar do soldado, gritando e chorando.
O comandante de tropa, um tenente jovem e ríspido, mandou que deixasse aquela criança onde havia encontrado e tomasse lugar com os demais. Havia uma casamata onde estavam escondidos mais de uma dezena de soldados e pelos tiros, portavam uma metralhadora Madsen de 25mm.
__Sua missão é liderar o comando até o local, eliminar os oponentes e retornar até aqui. Não se esqueça de destruir o rádio que estão usando. Segundo as informações de Tóquio o Senhor da Manchúria Zhang Zuolin está prestes e deixar o poder.
O tenente pôs o menino no chão ainda chorando e reuniu seus homens. Todos estavam apreenssivos porque aprenderam a temer e não respitar seu tenente. Ele portava uma pistola Nambu Tipo 4, muito parecidas com as Lugger alemãs, e os olhos estavam vidrados no final da rua onde se achava a casamata.
__Dizem que o General Chiang Kai-Sek vai assumir o posto, mas está na América. - continuou o tenente - Se tomarmos toda Xangai, teremos um posto avançado de guerrilha excelente. Não caia em desonra soldado Saito!
Saito Nizuy lentamento baixou e carregou novamente o garoto. Pretendia levá-lo ao posto médico da fragata ou mandar que outro soldado o fizesse. O tenente tirou o menino dos braços de Saito e acertou o cabo da arma em seu rosto.
__Ima!Meirei! - gritando a ordem para que fosse imediatamente.
Os demais engatilharam suas armas e deixaram o menino aos pés do tenente. Nunca mais o viram.

Paris. A cidade acordava calma e iluminada. Era mais um dia cinzento, mas para os franceses estar em Paris é sempre alcançar a luz. O Primeiro-Ministro francês Edouard Daladier estava contente. Ainda não havia tomado seu café e já recebera a boa nótícia de que sua filha estava grávida novamente.
Seria avô de um menino, esperava ele. No pátio do inenarrável Versalhes a bandeira era asteada ao som da Marseillaise. Logo que a continência dos oficias do palácio foi desfeita um dos membros do cabinete disse algo em voz baixa ao ouvido do Premier.
__Hitler acaba de invadir a Polônia.
Daladier arregalou os olhos, esqueceu o café da manhã e reuniu seus ministros em Sessão Magna de Segurança Nacional.
__Senhores, o que temíamos aconteceu. Hitler quebrou o Acordo de Munique. Neste momento suas tropas estão marchando em território polonês. Ao que nos consta ele já anexou a Áustria e agora tem as defesas da Tchecoslováquia em suas mãos. É o momento de nos armarmos.
__Recebi uma ligação vinda do gabinete de Winston Churchill está manhã. -disse Edmond D'Avignon, Ministro da Defesa - Ao que parece o alvo de Hitler para os próximos dias é Varsóvia. Os ingleses estão esperando alguma reação de nossa parte, e isso ainda não é tudo...
Os rostos dos demais senhores, tanto os fardados quantos os angravatados, viraram-se esperando o que mais podia acontecer naquela manhã dos idos de agosto.
O ministro retirou um maço de papel de uma pasta e passou às mãos do Primeiro-Ministro.
Os italianos se preparavam para invadir da Albânia.
__Senhores, convoquem nossos reservistas. Esta já é uma guerra mundial.
Aos vinte e quatro dias do mês de agosto de 1939 a França convocava para serviço militar obrigatório mais de trezentos e cinquenta mil soldados.

crérito da foto: site pt.wikipedia.org

 


Publicado em : Literatura - Contos, Policial
Quote this article in website Favoured Send to friend

Comentários (0)

Nenhum comentário

Adicionar comentário

< Anterior   Próximo >