| Uma alma |
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Apenas as dores nem sempre sentidas, as lágrimas nem sempre derramadas. Texto Principal: Tirada da obscuridade, Mas arrasta-me para uma constante dor da vulnerabilidade Como guerreira vencida, Já não tenho o escudo, Minhas armas , por terra foram lançadas. Estou exposta, desnuda, a mercê E morro um pouco a cada dia As chamas negras do gélido sol Remetem-me a pensamentos de dor e solidão Meu resgate tornou-se minha agrura Minha liberdade permeada de aflição. Oh! Algoz amor insano, Cujas palavras doces tornam-me amargas como fel Cujas carícias ferem a pele, na aspereza de seu toque, ante a suavidade do momento. Seus olhos já não são amáveis, mas inquiridores. Choro amargas lágrimas, Que escorrem pelo rosto corado de pele frágil, que vão queimando feito o ácido corrosivo da desconfiança.
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